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Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

O DIABO E OS SEUS COMPANHEIROS DE ONDE VÊM? O que é o Diabo, onde está o Diabo, e quem é o Diabo? (PARTE 5)

Muitos, infelizmente, enojados com a corrupção e opressão da Igreja, assumiram que a Bíblia foi de algum modo a causa da fundação disso. Isto pode ser visto na reação violenta contra a Igreja na Revolução Francesa. As ondas desta erupção social ainda são sentidas hoje. Grande parte da sociedade moderna são filhos da revolução em suas atitudes, rejeitando a autoridade da Bíblia, e fazendo da humanidade a mais elevada forma de inteligência no Universo. Mas a nova liberdade de pensamento e de culto tem permitido que outras pessoas possam ler e estudar as Escrituras por si mesmas, ao invés de deixar “os especialistas” (o clero) dizerem-lhes em que acreditar. No seu artigo sobre o Diabo Pastor refere-se ao “moderno protestantismo liberal” que “tende a negar a necessidade da crença num diabo pessoal, preferindo entender a Bíblia... as referências a ele como uma personificação do princípio do mal, ou a reconhecer que as ações mútuas de pecadores individuais sobre um outro, constitui um reino de pecado contra o reino de Deus”. “O Protestantismo liberal” agora inclui aqueles que rejeitam o nascimento virginal de Jesus, e milagres em geral, questões que anulam a declaração de Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus” - 2 Timóteo 3:16. Mas seria bastante impreciso atribuir a rejeição do Diabo pessoal apenas ao protestantismo liberal moderno. Outros, embora em menor número, têm usado a liberdade atual para ler e estudar diligentemente o que recebem como a palavra inspirada de Deus, e concluem que o Diabo é, na verdade a personificação do pecado humano. Personificação é uma forma de expressão figurativa comum em literatura, como em Thomas Gray “Uma elegiasobre um cemitério de aldeia” onde um objeto impessoal e quatro abstrações são descritas como pessoas, com as seguintes palavras, gravadas numa lápide:


“Aqui repousa a cabeça sobre o colo da terra
Um jovem desconhecido da Fortuna e Fama:
A bela Ciência não franziu a testa ao seu nascimento humilde,
E a Melancolia marcou-o para si mesma.”

Há muito uso de linguagem figurada das Escrituras “Embriagarei as minhas setas de sangue (a minha espada comerá carne)”- Deuteronómio 32:42. Setas não ficam bêbadas, nem bebem sangue. Nem espadas comem as pessoas que são mortas por elas. Literalmente, os soldados de seu exército irão derramar muito sangue do inimigo. Esse tipo de figura é bem conhecida no mais elegante da fala humana e da escrita. É chamado metonímia.


Deus poderia ter dito através de Isaías: “Vocês Israelitas estão colocando a sua confiança no rei do Egito, para vos salvar dos vossos inimigos (Israel deveria em vez disso confiar em Deus). Mas vocês não podem depender do Faraó, ele levará os seus soldados para casa, e deixará que vocês sozinhos enfrentem os vossos inimigos!”.


Isso seria linguagem estritamente literal. Mas, por Suas próprias razões, Deus escolheu dizê-lo assim:

 

“Confias no Egito, esse bordão de cana esmagada, o qual, se alguém nele apoiar-se, lhe entrará pela mão e a traspassará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.” (Isaías 36:6)


Este é um outro uso de linguagem figurativa, neste caso, chamado de metáfora, comumente usada nas Escrituras. Deve-se admitir que esta é uma maneira muito mais colorida de dizer a mesma coisa. Acontece que canas eram uma visão comum no Egito. Poderíamos comparar essas duas formas de dizer a mesma coisa, com dois ovos cozidos. O primeiro que nós comemos sem sal, o segundo, colocamos sal (e talvez pimenta preta também) sobre ele antes de comê-lo. Ambos são ovos, e eles têm o mesmo valor alimentar, mas a maioria de nós vai comer o segundo ovo com mais entusiasmo.
Sinédoque é um outro tipo de discurso figurativo:

 

“E todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo.” - Génesis 41:57. Ninguém ao ler isto pensa que todas as pessoas que moravam nos outros países vieram ao Egito. Eles entendem que algumas pessoas vieram de todos os países que faziam fronteira com o Egito, para comprar cereais.


Personificação é outra figura de estilo que não é pouco empregada nas Escrituras. Há um belo exemplo de personificação da sabedoria no livro de provérbios: “A Sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas. Carneou os seus animais, misturou o seu vinho e arrumou a sua mesa.

Já deu ordens às suas criadas e, assim, convida desde as alturas da cidade... Deixai os insensatos e vivei; andai pelo caminho do entendimento” (Provérbios 9:1-6).


No mesmo capítulo a loucura é personificada como uma outra mulher: “A loucura é mulher apaixonada, é ignorante e não sabe coisa alguma... Quem é simples, volte-se para aqui. E aos faltos de senso diz:As águas roubadas são doces, e o pão comido às ocultas é agradável.Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno”(versículos 13-18).

Claramente, a sabedoria e a mulher tola (loucura) são abstrações. Eles não são pessoas, mas cada uma é vista em pessoas, por isso não é difícil compreender a figura de personificação.


Jesus usa figuras em seu discurso que o Pai faz:

“Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha.E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão.Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos {e ambos se conservam}.E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente.” (Lucas 5:36-39).


Este é um exemplo de alegoria usada nas muitas parábolas dadas por Jesus. Agora está bem claro que Jesus não estava preocupado aqui em remendar roupas ou no engarrafamento e degustação de vinho. Mateus e outros discípulos eram os novos odres, que não tinham sido ainda esticados por uma educação na tradição Judaica, e por isso não tinham um gosto preferencial para a doutrina dos Fariseus. Dito de outra forma, os Fariseus, escutavam Jesus com a mente fechada, enquanto Mateus e os outros ouviam a Jesus com uma mente aberta – imparcial e não afetada por noções preconcebidas – e este é o verdadeiro espírito liberal! Certamente isso se aplica a pessoas de agora tanto como àquelas daquele tempo. Todas as orientações que nós precisamos agora estão registadas nos 66 livros da Bíblia para podermos lê-las. Grande parte da Bíblia está escrito linguagem direta, e pode ser tomada literalmente. Mas há também o uso da linguagem figurativa. Nós precisamos de ser cuidadosos na nossa leitura das Escrituras, e não cometer o erro de tomar figuras de estilo, como "o diabo", literalmente.


Encontramos nas Escrituras o uso da hipérbole, que é uma figura de linguagem que consiste na afirmação exagerada ou extravagante, que serve para expressar um sentimento forte ou produzir uma impressão forte e não deve ser tomada literalmente. Jesus disse, por exemplo, no Sermão do Monte:

“Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno.” (Mateus 5:29 – 30).

Alguns séculos atrás, a igreja não permitia as pessoas comuns terem a Bíblia – para saberem realmente o que Deus quer que nós acreditemos. Eles argumentavam que a terra estaria cheia de pessoas que tinham arrancado um olho, e cortou a mão! Mas o tempo provou que os homens e mulheres comuns são mais perceptivos do que isso. Eles entendem que podemos querer algo que vemos com os nossos olhos, e depois roubá-lo com qw nossas mãos. Este é o pecado, e Paulo diz que “o salário do pecado é a morte”.


Jesus personificou o modo de agir geral das pessoas que não têm interesse genuíno em Deus e no Seu propósito:



“Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.” (João 15:19).



Jesus aqui mostra que qualquer pessoa que deseja ser seu discípulo, serão separados do “mundo” (pessoas comuns), porque ele é diferente deles. Ele acredita em coisas diferentes e vive uma vida santa (separada), por outras palavras ele não participar nas suas actividades ímpias.


Os discípulos, por vezes, não entendiam o que Jesus dizia: “Fixai nos vossos ouvidos as seguintes palavras: o Filho do Homem está para ser entregue nas mãos dos homens. Eles, porém, não entendiam isto, e foi-lhes encoberto para que o não compreendessem; e temiam interrogá-lo a este respeito” (Lucas 9:44-45). Os discípulos ainda não tinham aprendido que Jesus deveria morrer na cruz pelos nossos pecados. Eles evidentemente pensavam que Jesus estava usando uma figura de estilo, quando ele estava na realidade falando literalmente.


“Acautelai-vos”, disse-lhes Jesus “Cuidado com o fermento dos Fariseus e dos Saduceus” (Mateus 16:6-7). Eles discutiam entre si e diziam: “É porque não trouxemos pão”. Desta vez, Jesus estava usando uma figura, e eles tomaram-na literalmente. Jesus teve que explicar o que queria dizer(versículo 12): “Então, entenderam que não lhes dissera que se acautelassem do fermento de pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus” (imortalidade da alma, ir para o céu, o sofrimento eterno no fogo do inferno, os espíritos maus, e outras coisas que não são ensinadas na palavra de Deus).



Jesus fez as orelhas dos discípulos ficarem vermelhas com a sua resposta. Porque eles deveriam ter sabido que Jesus não estava preocupado com pão literal – tinham-no visto alimentar milhares de pessoas! A sua mensagem foi: “Deus te deu um cérebro, usa-o! - Lembra-te do que já aprendeste! – Pensa!” Nós, como os primeiros discípulos, precisamos de pensar com cuidado (meditar) sobre o que Jesus disse, e o que está escrito nas Escrituras da Verdade. A pior coisa que podemos fazer é fechar a nossa Bíblia, cruzar as nossas mãos, e deixar que algum “perito” nos diga em que acreditar.
Noutra ocasião, Jesus estava a criticar os líderes religiosos pelas suas tradições que fizeram tão importantes como os mandamentos de Deus. Eles disseram que as mãos não lavadas tornam uma pessoa “impura”. "E, tendo convocado a multidão, lhes disse: Ouvi e entendei: não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mateus 15:10-11). Pedro falou em primeiro lugar, como sempre fazia, e disse o que os outros discípulos estavam pensando também. “Então, lhe disse Pedro: Explica-nos a parábola” (Mateus 15:15). Pedro e os outros provavelmente sentiam-se quentes e com picadelas na pele depois de serem vigorosamente limpos por Jesus, com as suas palavras da advertência e instrução. Eles não iriam esquecer tão cedo essa lição!

“Jesus, porém, disse: Também vós não entendeis ainda?

Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e, depois, é lançado em lugar escuso? Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina.”- Mateus (15 :16-20).


Esta afirmação nos diz muito sobre o significado da obra de Jesus. Jesus estava muito preocupado com as coisas que “vêm do coração” dos homens e mulheres. Isto é porque o seu verdadeiro valor é visto pelas suas obras, sejam elas boas ou más. Eles não podem culpar as suas obras más nalgum “espírito maligno” – Jesus mostra que não há tal coisa. Todas as obras do homem têm a sua origem – tudo começa – no coração do homem. É por isso que Jesus ensinou: “Bem-aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus” (Mateus 5:08). As suas declarações posteriores aguçam ainda mais esse foco no coração do homem: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento.... Eu, porém, vos digo que todo aquele que {sem motivo} se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento” (Mateus 5:21-22).



“Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.” (Mateus 5:27-28).


Precisamos prestar atenção à maneira pela qual Jesus e os apóstolos usaram as figuras de estilo(linguagem,):

“Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que género de morte estava para morrer.” (João 12:31-33).

O "levantando" claramente se refere à sua crucificação. Mas quem é “o príncipe deste mundo” para ser expulso? Será esta uma pessoa literal? Em algumas de suas últimas palavras de conforto aos seus discípulos antes de sua morte, Jesus disse:

“Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim; contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou.” (João 14:30-31).


Jesus foi o único homem que poderia afirmar verdadeiramente que ele sempre obedeceu a Deus. Literalmente, sabemos que, os líderes religiosos estavam vindo para prender Jesus. Os governantes, juntamente com o rei Herodes, o governador romano, Pilatos, em breve estaria concordando em matá-lo. Enquanto Jesus fez tudo por causa de seu amor a Deus e os crentes, os chefes religiosos foram motivados por seus instintos carnais (Gálatas 5:19-21): Pilatos “sabia que por inveja o tinham entregado” (Mateus 27:18).


Mais tarde, nas suas últimas palavras para os discípulos antes da sua prisão, Jesus prometeu enviar-lhes o “ajudador” ou “consolador” depois de ele ter ido para estar com o Pai: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo... porque o príncipe deste mundo já está julgado” (João 16:8-11).



“Estas coisas vos tenho dito por meio de figuras; vem a hora em que não vos falarei por meio de comparações, mas vos falarei claramente a respeito do Pai” (João 16:25).

Isto mostra claramente que “o príncipe (ou, governante) deste mundo” é uma figura – não é uma pessoa literal. Mas é uma figura do quê?
Paulo usa a mesma figura:


“...Andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2).


“Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (versículo 3).

No versículo 2, ele está dizendo que os Efésios, antes de aceitaram o evangelho, caminharam de acordo com o curso deste mundo. Já vimos anteriormente que Jesus se refere a essas pessoas como “o mundo” que compõem a maioria da população, com pouco ou nenhum interesse nas coisas de Deus. O seu “curso” ou caminhos são o amor de si mesmo, e o esforço para sempre satisfazer os seus próprios desejos, ao invés de amar a Deus e de amar ao próximo.


O pensamento natural e os desejos da carne passam por toda a sociedade, desde o mais humilde servo aos homens que se sentam em lugares altos de governo. Se alguém perguntasse, “qual é o princípio que rege esta era” A resposta das Escrituras é, “o pensamento da carne” (Romanos capítulo 8). Esse é o “espírito” ou “disposição mental” do mundo em que vivemos. “Os filhos da desobediência” é outro nome para “o mundo”. Alguns deles podem ser pessoas agradáveis de se encontrar, mas se eles não têm amor a Deus e à Sua Verdade, então eles estão levando a sua vida em desobediência a Deus.


No versículo 3 de Efésios 2, Paulo diz de si mesmo e dos outros apóstolos, que “nós também” vivemos da mesma forma que os Efésios. Isso mostra que a caminhada “segundo o príncipe das potestades do ar” é uma forma figurativa de dizer o que é dito literalmente no versículo 3.


Eles também tinham vivido anteriormente, nas concupiscências da carne.


Eles também tinham satisfeito os desejos da carne e da mente.


Eles também tinham vivido da mesma forma que era mais natural para eles, uma forma que desagrada a Deus.


“O príncipe deste mundo” e “o príncipe das potestades do ar” são ambos figuras da natureza humana pecaminosa. Eles são chamados de “governante” e "príncipe" porque a rebelião humana a Deus é o modo aceitável de vida em toda a parte. Apenas umas poucas pessoas, espalhadas por todo o mundo, fazem a vontade de Deus a regra que rege as suas vidas.


Qualquer pessoa que tenha tido o tempo e esforço para ler a Bíblia logo descobriu algo que não podia entender. O que deve fazer? Há provavelmente algumas coisas que ele pode fazer para encontrar uma resposta. Mas Paulo nos dá alguns conselhos diretos. Falando sobre o ensinamento dos apóstolos, ele diz –

"Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais” (1 Coríntios 2:13).

Por outras palavras, o que eles disseram foi inspirado por Deus. “Conferir” aqui significa comparar, “unir ideias espirituais com palavras espirituais.” Para a linguagem de cada dia, o significado das palavras é explicado num dicionário. Mas de onde é que a definição da palavra vem? As pessoas que escreveram o dicionário procuraram a palavra em livros e em outros escritos para ver como ela foi utilizada. Precisamos de fazer a mesma coisa com a Bíblia – leia a Bíblia toda, leia uma porção cada dia, observando como as palavras “espirituais” são usadas. Comparando uma parte das Escrituras com o outra pode-nos ajudar a encontrar a definição correta, ou "coisas espirituais".


Como vimos, grande parte da linguagem na Bíblia é literal, e é escrita num estilo acessível. Mas alguma dela é figurativa. Muitas vezes, é fácil ver que tipo de linguagem é, mas às vezes é difícil saber a não ser ao compará-la com outras partes da Bíblia. O apóstolo João disse:

“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo. ” (1 João 3:8).

Quem é “o diabo?” Isso soa como uma pessoa, mas vamos comparar com o que Paulo diz sobre a natureza de Jesus:

Somos informados que Jesus teve ser igual às pessoas que veio para salvar:

“Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (Hebreus 2:14).

Isto significa claramente que Jesus teve que ter a nossa natureza para que ele pudesse destruir o que tinha o poder da morte, isto é, o diabo. Esse facto deve nos alertar que há alguma ligação entre a natureza humana e o diabo na Bíblia. Qual é esta ligação? Podemos encontrar a resposta através de outra pergunta: o que tem o poder da morte? a resposta dada pela Bíblia é que o pecado tem o poder da morte, porque era o mandamento de Deus que o pecado deve ser punido com a morte:

“Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.” (Hebreus 9:26).


Comparando essas passagens, temos em Hebreus 2:14, “através da morte ... destruir ... diabo”, enquanto em Hebreus 09:26 que temos “aniquilar pelo sacrifício de si mesmo, o pecado”. Paulo ensina, em Romanos 5:12, “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram...” – E assim, olhando para o que o Escrituras dizem, pode ser visto que o “pecado” e “o diabo” são termos equivalentes: – O pecado causa a morte e o diabo causa a morte. Hebreus 2:14 diz que o diabo foi destruído pela morte de Jesus, e Hebreus 9:26 diz que o pecado foi aniquilado pela morte de Jesus. A conclusão inevitável é que “o diabo” é a personificação do princípio do pecado que reside em toda a humanidade. A carta aos Romanos é uma explicação detalhada da salvação através de Jesus – a conquista do que tem o poder da morte. Se um espírito pessoal do mal fosse o principal culpado, então ele deveria aparecer abundantemente nesta carta – mas não. Em vez disso, o adversário é a “carne.”

“Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Romanos 8:3-8).


O comentário das Escrituras sobre a humanidade, é que a natureza humana é fundamentalmente criminal:

“Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” (Tiago 1:13-15).

Se o homem fosse basicamente bom, então não haveria necessidade de um tentador inteligente externo para levá-lo ao pecado. Mas Deus diz que o homem não tem nenhuma necessidade disso! Ele consegue viver em completa rebelião contra Deus sem nenhuma ajuda externa! Nos dias de Noé, a sociedade humana tornou-se tão corrupta que,

“Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;” (Génesis 6:5).

O dilúvio nada fez para mudar a natureza básica do homem. Pois nós encontramos a seguinte forte condenação da humanidade no Salmo:

“Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Salmos 14:2-3).

A Natureza Humana é Fundamentalmente Pecadora.


A humanidade, sem a palavra de Deus para guiá-la, não é moralmente muito melhor do que os animais.


A avaliação de Jeremias sobre como é realmente o intimo da humanidade, é triste mas é verdade:

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9). O profeta está falando apenas de criminosos? Não – isso é o que está dentro de todos os seres humanos. Aqueles que não têm a palavra poderosa de Deus em suas mentes para neutralizar isso, morrerão em seus pecados.


Tudo isto constitui a base para o que Jesus diz sobre a natureza humana. Esta foi a ocasião perfeita para Jesus alertar os fiéis se existia um espírito maligno que os tentava para que pecassem. Mas ele colocou toda a culpa no próprio coração do homem:

“Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.” (Marcos 7:21-23).


Em resumo, então, somos uma raça que tem em si uma tendência para se rebelar contra toda a autoridade, incluindo Deus. Nenhum de nós, honestamente, olhando para o seu próprio coração, pode negar o que Paulo diz: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.” (Romanos 7:18). Este é um dos dois factos básicos pelos quais o plano de salvação de Deus existe.

A nossa necessidade é sermos libertos do pecado que está dentro de nós. Não de um espírito maligno imaginário. O diabo que Jesus morreu para destruir é o pecado.



(continua)

 

Arthur Bull

 

publicado por boasnovasreinodeus às 16:29
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