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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Os Cristadelfianos - Em que acreditam e o que pregam - cap 3 - Morte: Amiga ou Inimiga?

A MORTE: AMIGA OU INIMIGA?

 

De todos os assuntos para excitar o talento dos escritores e compositores, amor e morte, em conjunto ou separadamente, deverão certamente estar entre primeiros lugares. Amor e morte têm um poder próprio e têm produzido alguns dos personagens mais nobres na vida real e em ficção. Mas é quando chegamos à Bíblia que essas duas experiências se encontram em incomparável grandeza e beleza, uma reunião tão poderosa que transforma pecadores em santos, escravos em
livres, e desesperados em vitoriosos conquistadores. Eis aqui as palavras intemporais:

 

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

 

As palavras de Cristo têm similar grandeza:

 

Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” (João 15:13)

 

O amor e a morte encontram-se no Senhor Jesus Cristo de uma maneira que é redentora. O Novo Testamento soa com esta mensagem de esperança:

 

[O] Filho de Deus... me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gálatas 2:20)

 

É a grandeza deste amor que o torna transformador para os outros. É a diferença desta morte, que provê a libertação para além da imaginação. Ela se torna a fonte da vida eterna, o manancial da salvação. Esta é a confiante e feliz mensagem das Escrituras.

Mas o que dizer sobre a nossa própria morte? É amiga ou inimiga? É o fim de tudo ou um portal para uma nova existência?


O mundo está cheio de ideias sobre o assunto. Tudo desde a aniquilação completa e permanente à reencarnação repetida encontra-se entre as crenças dos homens. Nada disto são novas conjeturas. Todas elas encontram-se entre as crenças pagãs por todo o mundo. Qual é a verdade sobre o assunto?


Nós acreditamos que a verdade seja clara. Pode ser encontrada tanto no Antigo e Novo Testamentos. Vamos tomar o assunto passo a passo, segurando a mão de Deus e Ele nos guiará. Em primeiro lugar, a vida veio de Deus. Eis aqui as Escrituras mais uma vez:

 

Formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente(NVI, ser vivente).” (Génesis 2:7)

 

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe... respiração e tudo mais.” (Atos 17:24 - 25)

 

Embora o homem fosse uma criação única e especial, ele não estava sozinho em ter o fôlego da vida ou de ser uma alma vivente. É nos dito isso quando o dilúvio varreu o mundo nos dias de Noé:

 

Pereceu toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de animais domésticos e animais selváticos, e de todos os enxames de criaturas que povoam a terra, e todo homem. Tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu.” (Génesis 7:21 – 22)

 

A singularidade do homem residia na sua capacidade de desfrutar de uma vida espiritual, que
ele corrompeu quando ele se afastou da Palavra de Deus em desobediência. Ele rompeu o vínculo entre ele e Deus, e o pecado se colocou no lugar da comunhão. Como já mencionamos antes, uma das consequências da transgressão foi tornar-se num criatura sujeita à morte e, entretanto, sofrer, como mais tarde a Escritura diz em Hebreus 2:15, “pavor da morte”. Porquê “pavor da morte”? O que há sobre a morte para engendrar tal sentimento? Certamente a frase que Deus pronunciou deu muitas razões:

 

Maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida… até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Génesis 3:17 - 19)

 

Desta forma, Deus estabeleceu as consequências físicas do pecado de Adão. O pecado iria resultar em morte. Tome especial atenção a essas expressões enfatizadas. Haveria um fim da vida e a dissolução até ao pó de onde veio o homem. Essa descrição simples, retornar ao pó, é uma frase frequentemente usada na Bíblia, quando fala do fim da vida. O processo é descrito também por outras palavras, em várias partes das Escrituras, mas o efeito é sempre o mesmo: a vida acaba e o homem deixa de existir. É por esta razão que o “pavor da morte” veio à existência. Adão e Eva sabiam muito bem que a serpente estava errada e que Deus realmente faria o que havia dito.

 

Esta verdade é muito desagradável para todos nós e é evitada por muitos, que preferem pensar no contrário. No entanto, em inúmeros serviços funerários, a verdade do registo de Gênesis é re-repetida pelas as palavras: “Do pó ao pó e cinzas às cinzas”. Para que não seja tentado a deixar a leitura neste ponto, pode-se dizer com confiança absoluta que existe um futuro que é maior que a morte; mas é uma esperança que ao mesmo tempo, enfrenta de frente o ensino bíblico sobre os mortos:

 

Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?” (Salmo 6:5)

 

Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão para te louvar? Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos? Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?” (Salmo 88:10 - 12)

 

Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?” (Salmo 89:48)

 

Os mortos não louvam o SENHOR, nem os que descem à região do silêncio.” (Salmo 115:17)

 

Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação.

Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.” (Salmo 146: 3 – 4)



Afastai-vos, pois, do homem cujo fôlego está no seu nariz. Pois em que é ele estimado?” (Isaías 2:22)



Esse quadro do Antigo Testamento está completo e pode ser multiplicado muitas vezes. Além disso, está em total harmonia com o relato Bíblico da criação e com a sentença de Deus sobre o homem quando ele pecou. Todos os homens de Deus na era pré-cristã tinham o mesmo entendimento sobre a morte, e nunca procuram fugir do assunto por outros meios.


Claro, havia aqueles que pensavam de maneira diferente. Estes não eram os seguidores fiéis da Palavra de Deus. Tais homens sem rodeios contrariavam a sentença de Deus e acreditavam e persuadiam outros a acreditar na mentira da serpente “É certo que não morrereis.” Esses falsos
ensinamentos enganaram muitas pessoas e os ensinamentos eram acompanhados de práticas, bem como aquelas que se encontram hoje, em que pessoas de luto e outras pessoas tentaram fazer contato com os mortos, apesar da clara palavra de Deus que "os mortos não sabem coisa nenhuma" (Eclesiastes 9:5). Estas superstições e aqueles que as seguiam, ou que as praticavam para lucro ou poder sobre os homens, eram severamente condenados pelos profetas:

 

Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva.” (Isaías 8:19 – 20)

 

A Esperança da Ressurreição

 

A ideia de sobreviver à morte ou passar por ela de uma maneira ou outra tem raízes firmes na mente de muitos, incluindo muitos que alegariam seguir a doutrina cristã. A doutrina da imortalidade da alma tem prevalecido sobre a doutrina bíblica da morte, decorrentes dessa doutrina vários ensinamentos relacionados foram desenvolvidos e são acreditados. De facto, algumas pessoas estão
convencidos de que não acreditar na doutrina da imortalidade da alma é negar uma doutrina básica cristã. Temos a certeza de isso não é assim. Pelo contrário, a crença no claro ensino bíblico sobre a
inconsciência dos mortos é um passo essencial para uma verdadeira compreensão de um dos grandes tesouros da Palavra de Deus, a doutrina da ressurreição dos mortos como caminho para a vida eterna.


Surpreenderá alguns leitores saber que em nenhum lugar nas Escrituras são as palavras “imortal” e “alma” aparecem juntas. A imortalidade e da natureza inerente de Deus, e Dele só. Por conseguinte a palavra “imortalidade” é usada na Bíblia somente para descrever a própria existência de Deus
e a vida que será oferecida aos fiéis após a sua ressurreição dos mortos. Eis aqui todas as ocorrências das palavras “imortal” e “imortalidade” na nossa versão em Português da
Bíblia (existem mais na Bíblia grega, mas todas elas são coerentes com o que se segue). Por conveniência, estão agrupadas para mostrar aqueles que se aplicam a Deus e aquelas em que a imortalidade é prometida ao homem por Deus:

 

Sobre Deus:

 

Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (1 Timóteo 1:17)

 

[O] Bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores;

o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!

(1 Timóteo 6:15 – 16)



Sobre as promessas de Deus feitas aos homens:



[O] nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho.” (2 Timóteo 1:10)



Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

(1 Coríntios 15:53 - 54)



Deve ser evidente quando comparamos esse grupo de versículos do Novo Testamento, os únicos de sua espécie, com as nossas citações anteriores, que Antigo e Novo Testamentos se juntam ao ensinar a mesma verdade. O Novo Testamento também ensina que a morte é um fim de existência
da qual há esperança de ressurreição para a vida eterna para aqueles cuja fé e vida têm sido agradáveis a Deus.


No entanto, a doutrina da imortalidade da alma é muito resistente, e aqueles que a detêm agarram-se a todas as explicações possíveis de versículos da Bíblia para estabelecer o seu caso. Apesar da clareza do versículo que se segue, já referido anteriormente, a resposta usual à compreensão clara é dizer que o versículo se refere apenas ao corpo de Adão, e não à sua alma. Por outras palavras, o verdadeiro Adão estava dentro do Adão exterior e sobreviveria à morte. Nós já vimos que não há absolutamente nenhuma justificação para este ponto de vista no registo da criação. Em qualquer caso, mesmo se houvesse um Adão interior com alguma espécie de existência separada, neste versículo Deus está se dirigindo ao Adão real:

 

No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Génesis 3:19)

 

No entanto, devemos estudar mais a palavra “alma”. Ela é usada centenas de vezes na Bíblia. Tudo o que normalmente associamos à nossa existência atual é claramente atribuído à alma:

 

E toda alma... que comer...” (Levítico 17:15, RC)

 

A sua alma se vai chegando à cova” (Jó 33:22)

 

 

Livra a minha alma da espada...” (Salmo 22:20)

 

A alma indolente padecerá fome.” (Provérbios 19:15, RC)

 

{Como} água fria para uma alma cansada...” (Provérbios 25:25, RC)

 

A minha alma chorará em segredo...” (Jeremias 13:17)

 

E morreu no mar toda alma vivente.” (Apocalipse 16:3, RC)



Seria difícil encontrar provas mais convincentes de que a alma é o homem vivo, o homem vivente mortal. Além disso, a partir destes versos é claro que a alma pode morrer e ser colocada no túmulo, exatamente como nós esperaríamos a partir do pronunciamento de morte sobre Adão. Eis aqui
dois versículos mais contando precisamente a mesma história:



 

Pois a nossa alma está abatida até ao pó, e o nosso corpo, como que pegado no chão.” (Salmo 44:25)



Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro?” (Salmo 89:48)

Compare os seguintes versículos: um é um pronunciamento do Antigo Testamento e o outro é o comentário de Cristo sobre si mesmo quando se apróximava o Calvário:

 

A alma que pecar, essa morrerá.” (Ezequiel 18:4)

 

A minha alma está profundamente triste até à morte;” (Mateus 26:38)

 

Há harmonia entre os Testamentos e um ensino comum sobre a alma e a morte.

 

Finalmente, neste contexto, a palavra “alma” é usada às vezes para denotar a vida do homem, mas nunca para sugerir que de alguma forma o próprio homem continua vivendo após a morte. Eis aqui dois exemplos, o primeiro um registo profético sobre a morte de Jesus, e o segundo tirado de uma das parábolas do Senhor:

 

Porquanto [Jesus] derramou a sua alma na morte.” (Isaías 53:12)

 

Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:20)

 

(A versão NVI traduz assim o último versículo: “Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida.” )

 

O título deste capítulo colocou a questão, a Morte: Amiga ou Inimiga? A resposta da Bíblia é, sem dúvida, inimiga! Na verdade, o vitorioso capítulo sobre a ressurreição, 1 Coríntios 15, declara: “O último inimigo a ser destruído é a morte”. O inimigo pode ser conquistado e a vitória é através do Senhor Jesus Cristo. Vamos desenvolver este tema mais detalhadamente mais adiante, mas enquanto isso eis aqui uma seleção de versículos da Bíblia, dispostos em uma progressão que fala da maneira
em que a “Salvação da alma” pode ser conseguida:

 

Não podem reter a sua vida[no original Hebraico alma].” (Salmo 22:29)

 

A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma.” (salmo 19:7)

 

Acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.” (Tiago 1:21)

 

[Somos] daqueles que crêem para a {ou o ganho} conservação da alma.

(Hebreus 10:39, RC)

 

Sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados.” (Tiago 5:20)

 

Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade... pois fostes regenerados… mediante a palavra de Deus.” (1 Pedro 1:22 - 23)

 

Mas Deus remirá a minha alma do poder da morte.” (Salmo 49:15)

 

Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” (Daniel 12:2)

 

... céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória.” (Filipenses 3:20 - 21)

 

A transformação de um corpo moribundo a um corpo glorioso é a mudança da mortalidade para a imortalidade, de uma alma viva para uma alma sempre viva. Este é o ensinamento da Bíblia. E se relaciona diretamente com o que sabemos sobre a vida e a morte. Oferece-nos a redenção do pecado e da morte no Senhor Jesus Cristo. O Senhor Deus que criou o primeiro o homem no princípio, puniu-o com a morte quando ele pecou, e herdamos a sua natureza caída e mortal. Cristo é o Redentor, o antídoto divino para todos os males do homem. A salvação começa já nesta vida
ao rendermos os nossos corações e mentes a Deus através de Cristo, no caminho indicado. A salvação se consumará quando Cristo voltar para a terra, ressuscitar os mortos que dormem e abençoar os fiéis com a imortalidade, a vida eterna em um corpo glorioso no reino de Cristo na terra.

publicado por boasnovasreinodeus às 11:32
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