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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Os Cristadelfianos - Em que acreditam e o que pregam - cap 4 - O Princípio das Promessas de Deus

O PRINCÍPIO DAS PROMESSAS DE DEUS

 

“Promessas, promessas.” Estas palavras soam vazias e ridículas aos ouvidos modernos. Amargas deceções e a avareza atual do homem trouxe uma nova maneira de pensar. O homem quer o futuro agora. Ele exige satisfação imediata. Esta atitude afeta tudo, desde sexo à política entre as nações.
Pior ainda, o homem tem prejudicado o valor de todas as promessas que faz, e acha normal, ou no mínimo, oportuno, quebrar a sua palavra devido a novas circunstâncias que mereçam fazer isso ou até, só cumpre o prometido se lhe apetecer.


Pela sua própria natureza as promessas referem-se ao futuro. Em alguns casos o seu cumprimento depende que certas condições se concretizem pelo que promete ou pelo beneficiário. As promessas do homem correm o risco de ser profundamente afetadas pelo futuro imprevisível. Muitos homens têm, por circunstâncias inteiramente fora do seu controle, sido incapazes de manter promessas feitas solenemente.


Às vezes, é claro, promessas são feitas com uma probabilidade muito pequena de serem cumpridas. Tornou-se prática corrente ver com cinismo qualquer promessa feita pelos políticos na época das eleições. Os eleitores tomam tudo com uma grande pitada de sal, e os líderes políticos podem sempre alegar que novas circunstâncias tornaram impossível ou altamente desvantajoso manter os seus manifestos.

 

Quer queiramos ou não, todos nós, fazem promessas, algumas insignificantes e outras substanciais. Os nossos votos de casamento são, sem dúvida entre os mais significativos. É um triste reflexo da nossa sociedade que esses votos são muitas vezes tomadas de ânimo leve e quebrados sem pensar duas vezes. É uma acusação às nações ocidentais, com todas as vantagens materiais que
possuem, o seu modo de vida está repleto de casamentos desfeitos e corações partidos, e crianças desnorteadas que foram privadas do seu direito de desfrutar serem criados pelos pais que os trouxeram ao mundo. Estas coisas não deveriam ser assim. O verdadeiro caminho cristão cria condições que favorecem ao máximo a permanência no casamento e de casas onde a confiança e a
piedade abundam. Isto é o que Deus planeou.


Mas o que dizer das promessas de Deus? Será que Deus mantém sempre as promessas que fez? Que tipos de promessas são, e como nos dizem respeito? Estão elas dependentes do homem, bem como de Deus, ou só de Deus, para o seu cumprimento?


Deus começou a fazer promessas aos homens, logo que o primeiro pecado foi cometido. O dilema do homem foi acompanhado pela vontade de Deus de ajudar. As promessas de Deus vieram da bondade inerente de Deus e não de qualquer obrigação ou dívida para com o homem. As promessas
eram poderosas e certo o seu cumprimento. O conteúdo básico das promessas estava dependente de nada, mas da fidelidade de Deus para o seu cumprimento.


Deus não está olhando para um futuro desconhecido, como o homem é obrigado a fazer, mas vê o fim de tudo, desde o início. Deus desafia o homem com este facto. Deus declara a sua capacidade de falar do futuro com certeza tal como falamos do presente, como prova irrefutável de que Ele é Deus. Isto é como a Escritura define isso:

 

Quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde aquele tempo o anunciou? Porventura, não o fiz eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim.” (Isaías 45:21)

 

 

 

Desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade.” (Isaías 46:10)

 

Estas declarações do Todo-Poderoso podem ser testadas contra profecias que Ele proferiu tal como registadas na Bíblia, e o seu cumprimento em tempo oportuno, de forma e completamente de
acordo com o que foi predito. Há exemplos muito surpreendentes disto tanto no Antigo e Novo Testamentos, e alguns destes oportunamente consideraremos para outros fins. A base da profecia Bíblica é a vontade de Deus e a sua comunicação precisa com bastante antecedência do seu cumprimento por meio dos Seus santos profetas:

 

Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração, sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens {santos} falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pedro 1:19 – 21)

 

Promessas são profecias de determinado tipo. Elas se cumprirão tão certo como qualquer outra profecia de Deus que se cumpriram no seu tempo certo. Além disso, uma vez que Jesus Cristo é a base da salvação e nós estamos dependentes dele, Deus deu mais promessas e profecias sobre Jesus, do que sobre qualquer outra coisa ou pessoa em toda a história. Isso foi feito, a fim de fornecer uma garantia para nós e colocar acima de qualquer dúvida a nossa esperança na promessa da vida eterna. Cristo, pouco depois da sua ressurreição dentre os mortos, demonstrou para o benefício dos seus apóstolos profecias tomada de todas as partes do Antigo Testamento em relação a si mesmo. Os apóstolos usaram estas ilustrações como parte das suas provas, quando pregaram o Evangelho aos judeus e gentios:

 

Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras... e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados.” (Lucas 24:25 – 27, 46 – 47)

 

Por isso Paulo, na sua pregação do Evangelho, declarou:

 

Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Coríntios 15:3 - 4)

 

Podemos ter confiança absoluta nas promessas de Deus. Deus é totalmente e sempre fiel, e não existe variação ou inconsistência n'Ele:



Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos.” (Deuteronómio 7:9)

 

Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.” (1 Coríntios 1:9)

 

Esta é a base da fé. Às vezes, homens e mulheres agonizam sobre ter fé, como se de alguma forma, surgisse neles sem razão, ou consistisse de um salto no escuro. Nada poderia estar mais longe da verdade. A fé vem da influência da Palavra de Deus e as provas irrefutáveis, que ela fornece. A fé é:

Estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.(Romanos 4:21)

Este é o tipo de fé que os homens de antigamente tinham em Deus. Sem esta fé é impossível ser um seguidor de Cristo. É o tipo de fé que ele próprio possuía:


De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.(Hebreus 11:6)


Como poderia Deus nos dar garantias sobre o futuro senão por proferir repetidamente profecias e cumprindo-as sem falha? Só Deus pode fazer isso e ele utiliza esse facto para desafiar os homens que não acreditam e aqueles que buscam encantamentos e o gosto de prever o futuro.


Apresentai a vossa demanda, diz o SENHOR; alegai as vossas razões, diz o Rei de Jacó.

Trazei e anunciai-nos as coisas que hão de acontecer... para que ... saibamos se se cumpriram; ou fazei-nos ouvir as coisas futuras. Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses.(Isaías 41:21-23)


Deixa-te estar com os teus encantamentos e com a multidão das tuas feitiçarias em que te fatigaste desde a tua mocidade; talvez possas tirar proveito, talvez, com isso, inspirar terror. Já estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se, pois, agora, os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti.(Isaías 47:12,13)


O desafio se mantém. O homem é ainda impotente, mesmo nesta época de tecnologia altamente informatizada, para predizer com precisão os grandes eventos do mundo. Ele procura se proteger a si mesmo de todos os tipos de suposições numa tentativa de afastar os piores efeitos do futuro invisível. Milhões consultam o seu horóscopo diariamente e excitam-se com as palavras dos curiosos em pesquisas científicas ou adivinhação. Tudo isso é inútil na determinação do futuro do homem.

 

Deus sabe. Deus fala. Deus faz. Deus promete e cumpre. Deus demonstra infalibilidade e reclama fé. Deus é bom e de confiança. Deus é bondoso e misericordioso. Deus quer salvar-nos e fará isso se confiarmos n'Ele. O nosso futuro é certo, se nos entregarmos ao cuidado de Deus crendo no que Ele nos disse. Cristo é o grandioso cumprimento de profecia de todos os tempos, e ele é a garantia de Deus de que podemos ser salvos. “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas. (Lucas 1:37). Para os temerosos, Deus diz, “acaso haveria alguma coisa demasiado difícil para mim?” (Jeremias 32:27, ACF).

 

Com a nossa confissão de impotência do homem e a certeza da bondade e fidelidade de Deus, peguemos na primeira promessa de Deus(a 'charada' a que já referimos anteriormente). Foi proferida no Jardim do Éden ante de Adão e Eva terem sido expulsos:

 

Porei inimizade entre ti(serpente) e a mulher(Eva),

entre a tua descendência e o seu descendente.

Este te ferirá a cabeça,

e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Génesis 3:15).

 

Existe um ar de mistério nesta promessa. Fala de uma luta, uma luta que continuaria pelas gerações que se seguiriam. No final o mal da serpente seria desfeito. O Libertador desferiria o golpe mortal(à cabeça) e ele próprio seria ferido(no calcanhar).

 

O Descendente da Mulher

 

Enquanto Eva, sem mais esclarecimentos, não podia conhecer a totalidade do significado da promessa, sabemos que ela entendeu e acreditou nela. Ela sabia que através de um descendente seu a onda de mal seria contida e a sua fonte vencida. É interessante notar que quando lhe nasceu o primeiro filho Eva declarou, “Adquiri um varão com o auxílio do SENHOR” (Génesis 4:1). Pareceria que estava pensando na promessa do Vindouro Descendente, o Libertador. Ela estava enganada com a pessoa e o tempo, mas não na esperança.

 

Passariam eras antes que o mistério fosse totalmente revelado. Enquanto isso os crentes teriam que acreditar no Vindouro Descendente, e Deus fortaleceria a sua fé com novas promessas e mais extensas com o passar do tempo.

 

É importante notar que esta primeira promessa é inteiramente incondicional. Deus prometeu e Deus cumprirá. A promessa apoia-se unicamente em Deus. A salvação é uma dádiva de Deus.

 

A primeira promessa de Deus deve ter sido motivo de conversa entre os fieis. Era o brilho da esperança na escuridão. É provável que o neto de Adão estivesse vivo no tempo de Noé, e o filho de Noé no tempo de Abraão. Assim os primeiros dois mil anos eram abrangidos não mais que por 6 vidas. A promessa do Éden deve ter sido preservada com uma frescura surpreendente.

 

Podemos nos perguntar o que esses homens pensavam sobre como a promessa tinha sido dada. Porque, por exemplo, o Libertador seria chamado de “descendente da mulher”, em vez de descendente do homem? Talvez os fieis antigos ponderassem sobre isso, mas não foi senão até que Cristo o Libertador nasceu da virgem Maria sem a intervenção do homem que tudo se tornou claro como cristal! O Nascimento Virginal estava encerrado neste primeiro mistério.

 

Não importa quão gostaríamos de continuar junto do calor deste primeiro fogo de promessa, devemos continuar. Os descendentes de Adão herdaram duas grandes fraquezas: estavam sujeitos ao pecado e estavam destinados a morrer. O pecado e a morte eram o inimigos gémeos do homem. De uma maneira ou de outra provaram ser o desespero de todos os homens. A imperfeição do homem fica clara em tudo o que ele faz. A perfeição escapa sempre ao homem em qualquer campo em que ele atue. Infelizmente, até o melhor dos homens deve desvanecer e morrer:

 

Porque somos estranhos diante de ti

e peregrinos como todos os nossos pais;

como a sombra são os nossos dias sobre a terra,

e não temos permanência.” (1 Crónicas 29:15)

 

Mas sem a morte o maiores pecadores tornariam a terra numa colmeia enorme de maldade onde nenhum vestígio do bem poderia sobreviver. Existe um exemplo interessante deste facto nas primeiras páginas da Bíblia. Como já notámos, a vida do homem nesses primeiros dias era muito mais longa do que agora. Isso permitiu o crescimento da raça humana. Mas permitiu também o crescimento do pecado do homem. Tornou-se ímpio, imoral e violento. Gradualmente a justiça e a piedade foram expulsas, até que só sobraram uns poucos fieis. Deus dirigiu-se aos homens através da vida justa e fiel de Noé, mas não serviu de nada (aprendemos isso de 2 Pedro 2:5). Os homens eram incorrigíveis. Deus chamou Noé e a sua pequena família para a arca para onde os animais já tinham entrado. A arca era grande e levaria quem quisesse ir. Mas não havia mais ninguém. A bondade de Deus foi desconsiderada e o homem escolheu o caminho da escuridão, o caminho para o julgamento e morte.

 

O pacto de Deus com Noé

 

Houve sete dias de silêncio depois da porta da arca ser fechada por Deus. E veio o Dilúvio e levou-os a todos. Deus varreu a terra e esta ficou limpa, Noé e o seu rebanho saíram para um mundo novo. Foi nessa altura que Deus fez a Sua segunda promessa:

 

Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.” (Génesis 8:21-22)

 

Disse Deus: Este é o sinal da minha aliança que faço entre mim e vós e entre todos os seres viventes que estão convosco, para perpétuas gerações: porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra.” (Génesis 9:12-13)

 

Por estas promessas foi dada a garantia de que o mundo continuaria a existir e seria sustentado. O arco-íris seria o sinal da bondade e bênção de Deus. Mais uma vez a promessa era incondicional. Foi um pacto feito somente por Deus. Enquanto que explicitamente não expandiu a primeira promessa de Deus, assegurava o palco para o seu cumprimento. A terra continuaria e muito mais tarde o Senhor Jesus ensinaria-nos a orar:

 

Venha o teu reino;

faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6:10)

 

Ao continuarmos a nossa história através das Escrituras encontraremos mais provas da fidelidade de Deus em cumprir as Suas promessas.

publicado por boasnovasreinodeus às 11:33
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