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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Os Cristadelfianos - Em que acreditam e o que pregam - cap 5 - As Alianças de Deus Com Abraão

AS ALIANÇAS DE DEUS COM ABRAÃO

 

De Noé e sua mulher, através dos seus filhos, Sem, Cam e Jafé, a terra foi povoada depois do Dilúvio. Os descendentes de Noé aumentaram em número, e assim também a maldade no mundo. Foi como o Dilúvio nunca tivesse acontecido e o pacto de Deus para com a terra não existisse. Parece haver poucas dúvidas de que a idolatria era rampante. É certo que o homem confiava em si mesmo e não em Deus.

 

Nas vastas planícies da região da Mesopotâmia os homens se juntaram para construir uma cidade e uma torre. Usaram tijolos e betume assim como o fez durante séculos depois. O objetivo da sua obra era o Ego e não Deus:

 

Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra.” (Génesis 11:4)

 

Havia um a estranha ironia nesta situação. O povo estava unido. Infelizmente, estavam unidos no homem e no seu pecado, e não em Deus e Sua justiça. Esta nova atividade ameaçava mais uma vez apagar a luz de Deus, e destruir a esperança viva nas Suas promessas. Deus agiu. O que Ele fez pode parecer contribuir para os problemas do homem. E de certa maneira assim foi. Deus confundiu a fala do homem para que a comunicação imediata entre os grupos não fosse possível. O pecado não poderia avançar como um fogo numa floresta. Os corta-fogos da linguagem ajudaram a contê-lo ou, pelo menos prevenir a consolidação de todo o mundo em pecado o que teria tornado a sobrevivência dos justos bem próxima de impossível. Assim “o SENHOR os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade” (Génesis 11:8).

 

Por este meio único Deus preparou o caminho para o tempo quando faria as maiores promessas que já alguma vez tinha feito a alguém escolhido para recebê-las. Estas promessas têm sido negligenciadas durante séculos. Felizmente, elas têm sido uma parte essencial da fé dos Cristadelfianos desde o início. Acreditamos nelas como sendo cruciais para um entendimento do propósito de Deus. Vejamos o seu pano de fundo e conteúdo.

 

Por volta do ano 2000 a.C. viveu em Ur dos Caldeus na Mesopotâmia um homem cujo nome era Abrão. Mais tarde o seu nome foi mudado para Abraão, e por motivo de simplicidade este é o nome que usaremos. O aspecto mais notável da vida deste homem era a sua fé em Deus, embora ele vivesse numa cidade onde o culto à lua era predominante.

 

No século XIX havia homens eruditos que negavam a existência de Ur dos Caldeus. Não conheciam esse lugar e por isso não existia! Esta não é uma abordagem às Escrituras que seja aceitável. O que a Bíblia diz é a verdade e devemos estar preparados para aceitar isso. Podemos de tempos a tempos ter problemas, como por exemplo, esses homens do século XIX tiveram quando não conheciam nenhum lugar que correspondesse a Ur mencionada na Bíblia. Mas eles no entanto deviam ter confiado na Bíblia. Ela é de confiança e prova isso vez após vez. Os arqueólogos investigaram muitos sítios na Mesopotâmia e estão confiantes agora sobre a localização de Ur. O seu tamanho, estilo de vida, sofisticação e competências, e a sua idolatria vieram à luz. Museus em muitos lugares possuem alguns artefactos de Ur, e alguns deles são agora mundialmente famosos.

 

A vida de Abraão em Ur chegaria a um fim e ele diria adeus a tudo, e não mais retornaria. Deus escolheu-o para um propósito grandioso cujo cumprimento se encontra em Cristo e no reino de Deus. O que se segue é a primeiro promessa que Deus fez a Abraão:

 

 

Sai da tua terra,

da tua parentela e da casa de teu pai

e vai para a terra que te mostrarei;

de ti farei uma grande nação,

e te abençoarei,

e te engrandecerei o nome.

Sê tu uma bênção!

Abençoarei os que te abençoarem

e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem;

em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Génesis 12:1-3)

 

Estas promessas devem ser lidas vez após vez. Elas são detalhadas, únicas e maravilhosas. No seu cumprimento está o cumprimento da primeira grande promessa que já considerámos anteriormente. Olhe para os elementos vitais da promessa feita a Abraão:

 

  1. Existe uma terra envolvida na promessa. A Bíblia não nos deixa com qualquer dúvida que essa terra é a terra de Israel, anteriormente conhecida como terra de Canaã (por favor leia

    Atos 7:3-5 e Hebreus 11:8-9).

  2. Existe uma nação que surgiria da promessa. Em primeiro lugar a nação era a nação de Israel (veja, por exemplo, Êxodo 2:24-25) que mais tarde foi chamada a nação dos Judeus. Mas, mais significativo, é que existe uma nação muito maior apontada pela promessa. Consiste de uma multidão de crentes espirituais de todas as nacionalidades que confiam nas promessas feitas a Abraão sabendo que estas estão seguras no Senhor Jesus Cristo (veja 1 Pedro 2:9-19 e Gálatas 3:7).

  3. O próprio Abraão será abençoado e o seu nome será grandioso. Tão grandioso é este homem que Deus dignou-se chamar-se a Si mesmo o Deus de Abraão. O seu nome é mencionado mais de setenta vezes no Novo Testamento, muitas vezes pelo Senhor Jesus Cristo, e isto é muito mais do que qualquer outra personagem do Antigo Testamento.

  4. Todas as nações serão benditas em Abraão. Acima de tudo, isto se refere às bênçãos que virão através do Senhor Jesus Cristo, o descendente de Abraão, pelo qual todos os homens, não importando raça, poderão ser abençoados com a salvação (veja Gálatas 3:26-29 e Apocalipse 5:9-10). Existe um significado secundário neste aspecto da promessa. Quando Cristo reinar como Rei na terra, todas as nações vivenciarão as bênçãos da sua beneficência.

 

A Terra Prometida

 

Ver-se-á que a maioria dos acontecimentos tiveram lugar depois da morte de Abraão. Como sabemos que ele pessoalmente será apanhado no seu cumprimento e irá usufruir das bênçãos que elas contêm? Podemos ter a certeza disto porque as promessas feitas ao próprio Abraão foram expandidas em revelações subsequentes (ele era profeta segundo Génesis 20:7). Eis aqui uma dessas expansões, feita no tempo quando Abraão estava sozinho na terra de Canaã:

 

Disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se separou dele: Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre.” (Génesis 13:14-15)

 

Nestas palavras, a terra de Canaã foi prometida pessoalmente a Abraão. Não há dúvida que sobre isso porque temos a confirmação no Novo Testamento:

 

Deus o (Abraão) trouxe para esta terra em que vós agora habitais. Nela, não lhe deu herança, nem sequer o espaço de um pé; mas prometeu dar-lhe a posse dela ...

(Atos 7:4-5)

 

Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia. Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa... Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.” (Hebreus 11:8 - 9, 39 - 40)

 

A palavra de Deus não poderia ser mais clara, a promessa foi feita, e diz respeito à terra de Israel a qual Abraão era para herdar. Mas ele ainda não a herdou. Ele está morto e não recebeu a promessa. Só existe uma conclusão a que se pode chegar: ele herdará essa terra no futuro. Mais ainda, é uma herança eterna. Logo, Abraão será certamente ressuscitado dos mortos (Mateus 22:31- 32). Quando Cristo voltar à terra Abraão receberá dele o dom da vida eterna. Ele então entrará na sua herança, centrada em Israel mas se estendendo por toda terra (Romanos 4:13). Por esta razão Cristo declarou:

 

Quando virdes(Judeus descrentes), no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas, mas vós, lançados fora. Muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e tomarão lugares à mesa no reino de Deus.” (Lucas 13:18 - 29)

 

Abraão tinha 75 anos quando veio para a terra de Canaã na qual viveu como estrangeiro. Anos depois ainda não tinha filhos, e ele perguntou a Deus sobre a vinda da sua prosteridade. Deus respondeu dizendo a Abraão que olhasse para as estrelas:

 

Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade.” (Génesis 15:5)

 

Esta reiteração da promessa evocou uma resposta de Abraão:

 

Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.” (Génesis 15:6)

 

A fé não é uma esperança vaga ou uma confiança cega e ignorante. É a confiança absoluta nas promessas de Deus e no seu cumprimento. Confie em Deus; Ele nunca falha. Justiça é essa relação na qual um homem está com Deus, uma vez que ele saiba que confessou a sua total inabilidade de se salvar a si mesmo e além disso acredita implicitamente que Deus irá cumprir as Suas promessas. Isto foi supremamente mostrado no Senhor Jesus Cristo no qual a salvação de Deus é tanto prometida como é tornada uma certeza.

 

Havia ainda mais para Abraão aprender. Deus repetiu a Sua promessa a ele:

 

Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra.” (Génesis 15:7).

 

Abraão perguntou: “SENHOR Deus, como saberei que hei de possuí-la?” A resposta foi surpreendente e intrutiva. Abraão recebeu a ordem de preparar sacrifícios , mas não era para oferecê-los. Abraão esperou e guardou os sacrifícios que ele tinha disposto perante Deus. Quando o sol começou a descer no horizonte, um sono profundo veio sobre ele, e sentiu-se engolido por uma escuridão terrível. Foi então que Deus falou com ele. Isto está registado em Génesis 15:13 – 20 onde Deus apresenta a história dos descendentes de Abraão pelos séculos que se seguiriam. Ao pôr-do-sol. Abraão viu fogo, e uma tocha flamejante que passou entre os pedaços do sacrifício. Não era fora do comum nesses dias quando se fazia um pacto, ambos os participantes se encontrarem sob juramento solene entre as porções dos sacrifícios (lemos sobre isto também em Jeremias 3:18 – 19). Mas a experiência de Abraão foi diferente. Era como se houvesse só um participante no pacto, o próprio Deus simbolizado pela tocha de fogo.

 

Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão” (Génesis 15:18).

 

As promessas eram seguras porque elas dependiam somente de Deus para o seu cumprimento. Esta visão foi a garantia para o Seu servo. Na mesma ocasião Abraão foi ensinada a lição de que o cumprimento ainda estava muito distante. Aconteceria depois da morte de Abraão. Abraão herdaria a terra só através da ressurreição dos mortos.

 

Abraão continuou a sua peregrinação na terra de Canaã. E continuavam sem filhos, 24 anos depois de ter vindo para essa terra. Ele e a sua mulher Sarai(mais tarde chamada Sara) já tinham passado da idade de ter filhos fazia muito tempo. Sara era estéril. Nesta altura Abraão tinha 99 anos e Sara cerca de 90. Existe algo demasiado difícil para o Senhor? Deus falou novamente com Abraão e renovou a promessa com muita clareza:

 

Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações... Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti... aliança perpétua, para ser o teu Deus... Dar- te-ei e à tua descendência... toda a terra de Canaã, em possessão perpétua.

(Génesis 17:4-8)

 

Foi nessa ocasião que Deus introduziu o rito da circuncisão que permaneceria com os Judeus desde aí. E Deus disse que Sara teria um filho! Com esta notícia ambos Abraão e Sara ficaram maravilhados, mas creram em Deus:

 

(Abraão) não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.” (Romanos 4:20-21)

 

Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa.” (Hebreus 11:11)

 

Desta maneira nasceu Isaque, o segundo dos grandes patriarcas. Abraão agora se aproximava do seu último e maior teste. Isaque lhe era precioso porque todas as promessas de Deus pareciam se centrar nesta criança. Deus disse assim: “em Isaque será chamada a tua semente.” (Génesis 21,12, RC)

 

Podemos imaginar os sentimentos de Abraão quando Deus lhe pediu para levar este filho para um certo lugar e que o oferecesse em sacrifício?

 

Qualquer instinto paternal estaria em dores. Mais ainda, o que aconteceria à promessas de Deus? Sabemos que Abraão fez o que ele pensou: a Bíblia diz-nos isso. Ele foi para fazer o que Deus lhe pedira e ele tinha certeza que voltaria com seu filho vivo:

 

Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou.” (Hebreus 11:17 - 19)

 

Deus estava provando Abraão até ao limite. De certa maneira, Deus estava perguntando a Abraão de quem Isaque era filho, a quem ele realmente pertencia? Havia uma só resposta: ele era de Deus. Deus não queria a morte de Isaque(na verdade, ele não foi sacrificado), mas ele queria a fé completa e madura de Abraão tornada evidente pela sua obediência em dar Isaque de volta a Deus. Foi então que Abraão recebeu as últimas promessas:

 

Jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho,que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.” (Génesis 22:16 – 18).

 

O Descendente Prometido

 

Entre a numerosa e abençoada descendência de Abraão haveria um descendente em particular, uma pessoa. Abraão, que acreditava na primeira promessa feita no Éden, reconheceria as similaridades entre o que foi-lhe dito e o que se encontrava na primeira promessa. O seu descendente conquistaria o inimigo. O Salvador viria da sua linhagem e no entanto, como Deus o tinha ensinado repetidamente, a obra seria de Deus.

 

Não ficamos com qualquer dúvida sobre os pensamentos mais profundos de Abraão e visão futura, pois Jesus nos diz:

 

Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia,

viu-o e regozijou-se.” (João 8:56)

 

Através da dor da sua experiência, quando ele tomou “o seu unigénito” ao lugar escolhido, que era onde Jerusalém e o templo anos mais tarde se localizariam, Abraão percebeu que a salvação viria porque “Deus proverá para si... o cordeiro” (Génesis 22:8). Por fim ele tinha o quadro completo: a herança viria através da salvação pela fé, e a salvação viria através do sacrifício redentor providenciado pelo próprio Senhor Deus. Sacrifício e oferendas teriam uma parte importante na adoração que Deus iria ordenar a Israel. Reservamos o comentário a isto e o seu significado até um ponto mais apropriado na narrativa.

 

Haveria outro “unigénito” que viria a Jerusalém e que seria oferecido; pois Deus não pouparia o Seu unigénito, mas o iria dar por todos nós.

 

As promessas feitas a Abraão foram renovadas a Isaque(Génesis 26:2-8) e ao seu filho Jacó (Génesis 28:3-4, 15). A aliança feita com Abraão é uma que pela qual todos os verdadeiros crentes podem beneficiar pela crença e batismo através da obra do Senhor Jesus Cristo. Existem mais promessas com o desenrolar das Escrituras, mas todas as promessas futuras de Deus se baseiam na fundação destas promessas feitas a Abraão pelas quais todas as nações serão abençoadas em Cristo.

 

publicado por boasnovasreinodeus às 11:34
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