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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Os Cristadelfianos - Em que acreditam e o que pregam - cap 6 - Quem é O Rei?

QUEM É O REI?

 

Esta é uma questão importante. A resposta nos levará a um entendimento de um tema Bíblico grandioso, nomeadamente, o Reino de Deus. No inicio, quando a criação era nova, havia paz, harmonia e glória a Deus. Deus era Rei. O Seu domínio estava em todo o lado. Regia os céus, a Sua lei corria pela terra e todas as Suas criaturas, e a terra estava em descanso.

 

Quando Adão e Eva pecaram eles se rebelaram conta Deus o Rei. Como já vimos, as consequências foram desastrosas para o homem. Mas Deus também foi afetado pela zombaria feita à sua Lei e usurpação da Sua autoridade. O homem havia quebrado a paz de Deus.

 

A paz de Deus é a base de toda a paz verdadeira; a sua perda significou que a inimizade veio ao mundo através do pecado. É por esta razão que é inútil ao homem procurar um remédio para as guerras da terra sem reconhecer que (como um político da terra disse uma vez), a paz é indivisível. Não pode haver paz duradoura entre os homens sem paz verdadeira com Deus. Como veremos, esta é a base da vitória de Cristo no qual todas as coisas serão trazidas em sujeição a Deus.

 

Claro que, apesar do pecado de Adão, Deus continuava sendo o Rei. “Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém.” (Salmo 24:1); “O SENHOR é o Deus supremo e o grande Rei” (Salmo 95:3). A terra, o mar e o céu são d'Ele, e toda a criação está nas suas mãos. Não existe outro deus. O pecado de Adão não afetou este aspeto do domínio de Deus. O seu significado é mais profundo. Adão tinha disputado a autoridade de Deus sobre ele. Tinha desafiado Deus e levantou o estandarte da rebelião na terra de Deus.

 

A soberania de Deus determinou e administrou o castigo para esta provocação. O homem foi entregue ao domínio do pecado e da morte, como ele tinha escolhido. Isto é expressado com clareza no Novo Testamento:

 

Tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.” (Romanos 3:9, 15 - 18)

 

O pecado reinou pela morte” (Romanos 5:21)

 

O homem, tendo recusado a bondade de Deus, agora estava sujeito à Sua severidade.

 

Isto explica porque o homem não pode encontrar soluções permanentes para os seus maiores males. Ele corrompeu a imagem de Deus em si mesmo e procura resolver os seus problemas por meio de ideias desenvolvidas no reino do pecado e da morte. Estão sempre condenadas ao fracasso. Até os atos mais grandiosos de compaixão e caridade, ou as obras de grandes reformas sociais, meramente aliviam mas nunca removem a causa dos males que procuram remediar. Por exemplo, tem-se feito esforços enormes para resolver o flagelo da guerra entre os homens. Mas o problema básico não é a guerra e paz entre os homens, ele está muito mais fundo do que isso. O problema é o próprio homem. O homem é pecador. O pecado é removido e o caminho se abre para a restauração do paraíso. Como isto é feito é o assunto deste livro.

 

Venha o teu reino”

 

A indicação é bem clara na oração do “Pai Nosso”:

 

Santificado seja o teu nome; Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6:9 - 10)

 

A restauração do reino de Deus na terra só pode acontecer por “santificar” o nome de Deus e fazendo a Sua vontade na terra. O homem sozinho não pode concretizar isto. Sem a ajuda de Deus o homem se manterá em suas cadeias. A narrativa do Evangelho é as boas novas do reino de Deus e o nome de Jesus Cristo. Cristo é a resposta de Deus à necessidade humana, e através dele as bênçãos do Éden, e mais, serão restauradas neste planeta despedaçado e à deriva de Deus. Somente Cristo santificou totalmente o nome de Deus na terra e completamente fez a Sua vontade. Por isso, nele está a resposta chave para os problemas do homem como descobriremos com o desenrolar da história nestas páginas.

 

Enquanto que a própria terra terá que esperar o dia da salvação aquando do retorno de Cristo, homens e mulheres individuais podem encontrar o caminho da paz e tornarem-se herdeiros do futuro reino:

 

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1)

 

Os termos de rendição para rebeldes no reino do pecado e da morte estão claramente declarados nas palavras de Deus o Rei nas Escrituras. Deus dita os termos e faz isso com entendimento, misericórdia e justiça. É pior do que inútil os homens tentarem encontrarem a sua própria solução, mais uma vez coser folhas de figueira, como se para cobrir o seu pecado vergonhoso.

 

Existe um princípio simples enunciado na Bíblia:

 

Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo.” (Levítico 10:3)

 

Quem lê isto pela primeira vez pode ter problemas com as palavras “santidade” e “santificado” e, ainda mais com a palavra “nome” usadas na expressão. “Santificado seja o teu nome”. Talvez umas poucas palavras serão de ajuda. Comecemos com “o teu nome” e continuaremos a partir daqui.

 

O teu nome” é o nome de Deus, o nome de Deus não é simplesmente um meio de identificação como são os nomes dos homens. O nome de Deus, ou mais corretamente os Seus nomes, são revelações acerca d'Ele próprio e do Seu propósito. Por outras palavras, os nomes descrevem atributos divinos, o propósito divino e as promessas divinas.

 

Assim sendo, respeitar, honrar, santificar é expressar a crença nos atributos de Deus e no Seu propósito, e ter um desejo de se relacionar com estas coisas. Por outras palavras espera-se daqueles que usam o(s) nome(s) de Deus que partilhem as coisas que o nome representa como irão demonstrar os seguintes versículos:

 

Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão” (Êxodo 20:7)

 

Nem jurareis falso pelo meu nome” (Levítico 19:12)

 

Se não tiveres cuidado de guardar todas as palavras desta lei, escritas neste livro, para temeres este nome glorioso e terrível, o SENHOR, teu Deus” (Deuteronómio 28:58)

 

Em ti, pois, confiam os que conhecem o teu nome” (Salmo 9:10)

 

Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.” (Salmo 23:3)

 

O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” (2 Timóteo 2:19)

 

Os mesmos princípios se aplicam ao nome de Cristo. Quem quer que tome o nome de Cristo deve procurar ser como Cristo.

 

Os significados de alguns dos títulos de Cristo são óbvios e requerem pouca explicação. Por exemplo, quando o Senhor Jesus Cristo é chamado de Bom Pastor ou de Luz do Mundo, nos logo entendemos o significado. Mas existem nomes, ao contrário de títulos, que guardam segredos em si mesmos e são uma espécie de abreviação espiritual. Tome os nomes “Jesus” e “Cristo”: o que significam?

 

É comum dizer-se que “Jesus” significa “Salvador”. Embora isto seja uma parte da verdade, não é a verdade toda. O significado mais completo é, “O Senhor salva” ou, mais precisamente, “Ja Salva”, onde “Ja” é uma versão curta e enfática do nome de Deus no Antigo Testamento, “Javé”. A palavra “Jesus” é Grega e o seu equivalente Hebraico é “Josué”. Logo, embora seja verdade que Jesus é Salvador, a verdade completa é que Deus é o Salvador que providenciou Jesus para nos salvar.

 

A palavra “Cristo” no Novo Testamento é o equivalente de “Messias” no Antigo Testamento. Ambas palavras significam “Ungido”. Cristo é o ungido de Deus. Ele é Profeta, Sacerdote e Rei ungido de Deus. No seu batismo “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder” (Atos 10:38). Na sua ressurreição, Jesus foi ungido com “o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros”. Como profeta viveu e proclamou o Evangelho; como sacerdote ele é o intercessor das orações dos fieis; como rei ele será revelado na terra como o ungido do Senhor.

 

Existe vários nomes de Deus na Bíblia, mas nós elegemos dois como referência especial: Deus Todo-Poderoso, e SENHOR Deus. Deus Todo-Poderoso é a tradução Portuguesa para duas palavras Hebraicas, El Shaddai. El é o substantivo singular para da palavra Deus e carrega o significado de poder, poderoso. Shaddai é plural e significa poderosos, ou talvez poderoso; está associado com fertilidade.. Mas como Deus Todo-Poderoso é usado na Bíblia indica-nos que o significado intencionado é mais do que poder e poderosos. O poder é usado para assegurar o cumprimento das promessas e julgamentos de Deus, e está associado com o exercício do poder de Deus em misericórdia para trazer bênçãos e fertilidade. O conceito mais importante é o da Paternidade de Deus pela qual gera os Seus filhos espirituais e promete-lhes uma herança eterna. Passagens úteis para ponderar são: Génesis 17:1 – 2; 28:3 – 4; 35: 11 -13; 2 Coríntios 1:3 – 4; 6:17 – 18; Apocalipse 15:3 – 4; 21:22.

 

Muito tem sido escrito e conjeturado acerca da palavra SENHOR. Ela representa as letras Hebraicas YHWH que quando recebem vogais tornam-se em Português na palavra Jeová ou Javé, sendo a última a mais correta provavelmente. Nas nossas Bíblias em Português é representada por SENHOR (embora esta prática não seja seguida neste livro) e, ocasionalmente por Jeová e Ja. A palavra aparece logo desde os primeiros capítulos da Bíblia mas recebe especial proeminência no tempo quando Moisés é escolhido por Deus para conduzir a acabada de nascer, nação de Israel, para fora da escravidão do Egito. Javé não é meramente o nome para um deus tribal como alguns nos fariam crer.

 

Não há nada de oculto ou misterioso sobre o Nome. É derivado de um verbo simples, que é traduzido em nossas Bíblias como “Eu SOU”(Êxodo 3:14). Essas duas palavras simples fazem referência suprema ao Deus absolutamente auto-existente. Mas Deus é sempre existente e as margens de algumas Bíblias indicam que “EU SOU” pode também ser traduzido como “Eu serei”. Esta última tradução combina com a própria explicação de Deus sobre o Nome como “o meu nome para sempre”. SENHOR (YHWH) é um substantivo derivado da palavra “eu serei” e carrega o significado de “Aquele que será”.

 

Além disso, Javé também inclui em si todos os atributos divinos (cf. Êx 34:6,7) e porque ele é usado quando são dadas todas as promessas mais importantes (ver Génesis 3:14 -15; 8:21 - 22; 12:1-3, 7; 13:14 - 15; 15:18, 22:15 - 18, 26:2 - 4, 28:13-15; 1 Crónicas 17:7 - 14, Salmo 110, Isaías 9:6 - 7; 53:1-12, etc.) Javé é o nome de aliança pelo qual o crente era vinculado às promessas e
herança da vida eterna na vinda do reino de Deus. Tome, por exemplo, o seguinte:

 

Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros; o SENHOR atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome. Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve.” (Malaquias 3:16 - 17)

 

Qual é então o significado de “SENHOR Deus”? A palavra elohim traduzida literalmente significa: os poderosos. Elohim é usado apara o próprio Deus, para os seus anjos, por juízes nomeados por ele e, em um caso, para o povo de Israel que recebeu a palavra de Deus. Resumidamente, elohim é usada para Deus ou para pessoas especiais com poderes e autoridade dadas por Ele. “SENHOR Deus” então poderia ser traduzido como “Aquele que será poderosos”. Isso é útil quando aprendemos do Senhor Jesus Cristo, que Êxodo 3:15, é na verdade, a promessa de Deus de dar a vida eterna aos fiéis pela ressurreição dos mortos (veja Mateus 22:31 - 32 e Lucas 13:28 - 29). Os fiéis então, de fato serão, "filhos do poder", como um escritor descreveu num hino os filhos da ressurreição.

 

A primeira etapa no cumprimento desta maravilhosa promessa foi a ressurreição do Senhor Jesus Cristo. A próxima etapa será a ressurreição aquando de sua segunda vinda (sobre a qual mais será dito mais adiante neste livro). As promessas que Deus fez em seu antigo nome Javé iniciaram o seu grande cumprimento quando Deus tornou-se conhecido em plenitude como Pai pelo nascimento de seu Filho da Virgem Maria.

 

Por isso, quando oramos: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”, estamos, de fato, orando para o cumprimento de tudo o que está no nome do SENHOR no Antigo Testamento feito resplendor
na Paternidade de Deus em Cristo e na filiação do Filho do Pai.

 

Foi esta confiança no Seu nome e a santificação da vida diária que o Senhor Deus buscava no homem que Ele tinha criado e, particularmente, naqueles que sobreviveram ao dilúvio e estavam agora se espalhando sobre a face da terra depois da confusão de línguas em Babel. Havia, no entanto, pouca esperança que um piedoso remanescente sobrevivesse num mar de maldade. Mais tarde ou mais cedo eles seriam engolidos e teriam desaparecido.

 

Portanto, Deus tomou medidas especiais para garantir a preservação da Palavra de Deus na terra. O processo foi único e maravilhoso. Era uma ilustração do que fez o apóstolo Paulo exclamar com admiração e adoração, quando ele veio a conhecer a verdade em Jesus: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!(Romanos 11:33).

 

Havia poucos nos primeiros passos para indicar o quão eficaz seriam as medidas especiais de Deus para a preservação da Sua Palavra na terra. Ele escolheu o homem Abraão, a quem já considerados e, em seguida prometeu que o bem-estar da sua descendência teria sempre a preocupação de Deus.

Na prática, isso se desenrolou de uma forma notável. Os descendentes de Abraão foram os filhos de Israel, mais tarde conhecidos como os judeus, e Ele lhes deu a Sua Palavra revelada na forma escrita como nunca havia feito antes. Os judeus tornaram-se os beneficiários e guardiões da Palavra de Deus. Por esta razão, eles carregaram responsabilidades especiais. Deus deixou-lhes bem claro que Ele iria intervir diretamente nos assuntos da nação para trazer bênçãos para a obediência e maldições para a desobediência para com ele. Foi como que Deus tivesse feito um posto avançado para Si mesmo entre os homens, nesta altura em uma nação que levava a tocha da Sua Palavra e o núcleo das bênçãos para o mundo inteiro.


Israel foi confiado com o depósito da Palavra de Deus. Deus prometeu-lhes que jamais seriam destruído como povo e assim a Sua Palavra permaneceria:

 

São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne.” (Romanos 9:4 - 5)

 

Existem no mundo tantas ideias a respeito da lida de Deus com os judeus, como há nações, e essas ideias continuam a exercitar as mentes dos homens à medida que avançamos no século XXI. Não há
nação na terra que provocasse mais reação e reflexão que este povo aparentemente insignificante. Esperamos ver alguns aspetos deste assunto intrigante mais tarde. Enquanto isso, realçamos que foi a escolha de Deus desenrolar o Seu plano desta forma. Deixado nas mãos dos homens não restaria nada além de trevas avassaladoras.


A partir disso, concluímos que é a melhor maneira para as coisas boas que Deus tem em mente. Deus não estava tentando destruir a esperança, mas preservá-la; não para destruir o homem, mas para entregar um remanescente de felicidade eterna na terra feitos todo-gloriosos.

 

De tempo em tempo os homens têm sugerido que o grau de privilégio aparentemente concedido aos descendentes de Abraão deve significar um grau correspondente de injustiça para o resto do mundo. Este raciocínio contém uma falha fatal. Assume que se Deus tivesse deixado à humanidade em geral preservar a Sua Palavra, tudo teria ido bem. Isto não é assim. Deus já tinha feito isso duas vezes na história do mundo, e resultou na maldade consolidada do homem que é destrutiva para a Palavra e caminhos de Deus. Daí o dilúvio e a Torre de Babel, como já foi discutido. Portanto, Deus escolheu o método de fazer uma nação os guardiões da Sua Palavra e tomar medidas especiais para preservar a nação para garantir a sobrevivência de sua Palavra.


Outra objeção tem sido levantada em momentos diferentes; esta, também, baseada numa premissa falsa. Se, como nos diz a Bíblia, os judeus foram escolhido como povo de Deus, porque persiste Ele nessa escolha mesmo quando os judeus se provaram indignos Dele? Em resposta a isto, devemos primeiro livrar-nos da auto-justificação, que podem estar por trás da questão. A sugestão é que se Deus tivesse escolhido alguma outra nação, eles teriam feito melhor do que os judeus. Contudo, não há nenhuma prova disto. Com efeito, sabendo da pecaminosidade do homem, deve ser evidente que qualquer outra nação teria seguido os a sua própria vontade como fizeram os judeus.


Não, não foi a bondade dos judeus que determinou a escolha de Deus, foi a Sua graça. Além disso, não era que Deus quisesse criar uma elite exclusiva, mas sim que o povo escolhido fosse o meio para trazer as bênçãos de Deus a todos: “Em ti todas as famílias da terra serão abençoadas.” Eram para ser o portão através do qual todos pudessem vir a aprender de Deus. Foram os judeus que virados para dentro de si mesmos usaram a sua exclusividade para a desvantagem dos outros. Mesmo assim, no final, através deles pelo Senhor Jesus Cristo, Deus abriu as portas da salvação a todos os que haveriam de entrar.


Sob a orientação e proteção de Deus aos filhos de Israel foram tirados do Egito sob a liderança de Moisés. Eles tinham viajado para o Egito centenas de anos antes, num período de fome, quando eles eram muito poucos em número. Este foi o início da nacionalidade de um povo outrora cativos e oprimidos. Moisés falou-lhes a palavra de Deus e, assim, e assim estabeleceu a a base espiritual
para a lei e ordem. No devido tempo, pela inspiração de Deus, Moisés escreveu o que hoje conhecemos como os cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco, no qual temos um registo dos mandamentos de Deus e relação com os homens, desde os dias da criação até ao dia em que Moisés disse adeus ao seu povo sobre as fronteiras da terra de Canaã.

Enquanto isso, no deserto, havia sido constituído pela tutela de Moisés, e por ordem direta e revelação de Deus, um sistema de adoração que persistiria até o dia do Senhor Jesus Cristo, e alguns dos seus elementos essenciais permanecem no Evangelho. A estrutura de tenda do Tabernáculo com o seu pátio de paredes de linho, suas ordenanças e sacerdócio, tornou-se o foco da vida religiosa. Na verdade, era o foco de toda a vida, porque as leis de Deus regiam todos os aspetos da vida, e teria trazido bem indescritível a Israel se procurassem segui-la. Os princípios da lei e da ordem, de vizinhança, de herança da terra e de uma vida espiritual feliz, com festas regulares de alegria e louvor teria-os feito excepcionalmente abençoados. As bênçãos resultariam em bênçãos para todos os povos.


Mesmo quando, mais tarde, em condições de possessão da terra, o tabernáculo foi substituído por um templo sólido, os mesmos princípios e culto foram continuados. Não é que a igreja e o estado estivessem em parceria, como acontece em alguns países ocidentais; as pessoas eram o estado e estavam na congregação do Senhor. A vida civil e espiritual eram aspetos gémeos de uma existência. Era a lei do Senhor, que deveria ter governado tudo. O terra era Dele, as leis eram Dele, as pessoas eram Dele, e, embora não o confessassem, Ele era o seu Rei. Foram, ainda que imperfeitamente, um reino de Deus; na verdade, eles eram o reino de Deus já que não havia nenhuma outra nação sob tal governo.


O Trono de David

 

Quando nos dias de David e Salomão, o reino atingiu o seu zénite e o velho sistema de juízes foi substituído por um rei visível, ficou explícito que este arranjo era conhecido por Deus como o Seu
reino:

 

De todos os meus filhos... o SENHOR, escolheu ele a Salomão para se assentar no trono do reino do SENHOR, sobre Israel.” (1 Crónicas 28:5)

 

Não só tinha sido adicionado um rei visível, houve também uma cidade capital escolhida por Deus, Jerusalém. O monarca terreno governava para Deus.


Havia dois principais pontos fracos deste reino – o povo e o rei terrestre. Estes dois compartilhavam uma fraqueza comum, a fragilidade humana. Por esta razão, esta fase do reino de Deus não poderia
subsistir. O pecado e a morte reinaram mesmo no reino de Deus. A rebelião humana ergueu a cabeça várias vezes, e o verdadeiro culto a Deus ficou contaminado com idolatria de todo o tipo.


No início da sua história, a nação tinha sido dividida em dois reinos. Um deles ficava a norte com a capital em Samaria. Tinha a fidelidade de dez tribos, e foi também conhecido como Israel, Efraim
e Samaria. O outro reino estava a sul, e era conhecido como Judá. Tinha duas tribos, mas manteve a capital, Jerusalém, e, com ela o templo.

 

Em ambos os reinos o Senhor pediu ao seu povo que abandonasse os outros deuses, e retornasse a ele. Os Seus profetas testemunharam, e exortaram e advertiram, sem cessar. O reino do norte nunca teve um rei justo, e o seu culto foi inteiramente idólatra com um sacerdócio ímpio e falso. Finalmente, quando não havia mais remédio, Deus, segundo a Sua Palavra entregou-os nas mãos dos Assírios, que os levaram cativos e transportaram-nos para o seu império. Como nação, nunca mais regressaram.


Enquanto isso, lá no sul, Judá foi um pouco melhor. Alguns dos seus reis foram bons e, às vezes eles adoravam como era devido. Mas no final a corrupção tomou conta deles. Deus advertiu-os e
lembrou-lhes o que havia acontecido com o seu reino irmão do Norte: tudo em vão. Enquanto os exércitos da Babilónia estavam no processo de invasão e destruição, Deus fez com que o Seu profeta Ezequiel entregasse esta denúncia ao último rei de Judá, Zedequias:

 

E tu, ó profano e perverso, príncipe de Israel, cujo dia virá no tempo do seu castigo final;

assim diz o SENHOR Deus: Tira o diadema e remove a coroa; o que é já não será o mesmo; será exaltado o humilde e abatido o soberbo.Ruína! Ruína! A ruínas a reduzirei, e ela já não será, até que venha aquele a quem ela pertence de direito; a ele a darei.” (Ezequiel 21:25 – 27)

Aqui, enquanto o reino estava morrendo e as pessoas estavam sendo transportadas para a Babilónia em vagas sucessivas, as palavras de condenação continham uma semente de esperança. Quem viria para cumprir essas palavras luminosas: “Até que venha aquele a quem ela pertence de direito”? Quem de fato?


Zedequias, o último rei de Judá, viu os seus filhos morreram perante si e, em seguida, seus olhos foram cegados. Jerusalém foi destruída, as paredes foram quebradas e o seu templo queimado. Os cativos chegaram à Babilónia apertando no peito o livro precioso da revelação de Deus, mesmo aqueles livros que tinham predito a sua partida em cativeiro como um castigo pela infidelidade persistente e obstinada rebelião. O profeta que viu isso, disse:

 

Como jaz solitária a cidade outrora populosa! Tornou-se como viúva a que foi grande entre as nações; princesa entre as províncias, ficou sujeita a trabalhos forçados!

 

Como o Senhor cobriu de nuvens, na sua ira, a filha de Sião! Precipitou do céu à terra a glória de Israel…!

 

Considerai e vede se há dor igual à minha, que veio sobre mim...

(Lamentações 1:1, 2:1 e 1:12)

publicado por boasnovasreinodeus às 11:35
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