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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

A MENSAGEM URGENTE DE JOÃO

O apóstolo João já deveria ter mais de noventa anos quando escreveu as suas três epístolas - 1, 2 e 3 João. É suposto que foram escritas mais ou menos na mesma altura, já que são muito parecidas em caráter e conteúdo, e todas elas lidam com problemas que confrontavam a igreja primitiva, isto é o que Cyril Tennan agora nos explica.

 

 

Crentes sob ataque

 

As igrejas primitivas - as eclésias - estavam em crise. Assim como o apóstolo Paulo tinha alertado - que depois da sua partida as pessoas se afastariam da fé (Atos 20:29-30) - esse tempo tinha agora chegado! Havia um ataque em três frentes.

 

As pessoas que mais tarde foram chamadas de "Gnósticos" - porque eles afirmavam ter "conhecimento" das coisas mais profundas - estavam aparecendo e o seu ensino pernicioso era que o corpo e espírito eram coisas inteiramente separadas. A conclusão a que eles chegaram foi assim que não importava o que se fazia com o corpo desde que o espírito estivesse certo! Isto levou a todo o tipo de libertinagens e podia ser muito prejudicial para as eclésias se isso entrasse nelas.

 

Depois havia os Judaizantes - pessoas que acreditavam que você tinha que seguir o Antigo Testemanto, como eles o interpretavam. Estes seguiam Paulo onde quer que ele estabelecesse uma eclésia e ensinavam que ele era um herege e não ensinava a verdade toda, especialmente no que se referia à circuncisão.

 

Tiveram tanto sucesso que Paulo foi levado a exclamar "todos os da Ásia me abandonaram" (2 Timóteo 1:15). Tal ensino levou Paulo a escrever a Epístola aos Gálatas, o ataque mais devastador contra o Judaísmo jamais escrito. Se as eclésias às quais estava escrevendo João não via o Judaísmo tal como era e não resistia a isso, estavam a permitir que o verdadeiro evangelho fosse totalmente minado.

 

Em terceiro lugar, os primeiros crentes estavam sob o ataque do estado. O Império Romano - que na altura era Pagão - lançou um ataque severo contra todos os Cristãos. João viu a necessidade urgente de avisar as eclésias destes perigos e aconselhá-las como se manterem fortes na verdade.

 

Escritas para Quem?

Este artigo não tem a intenção de ser uma exposição das três Epístolas. Em vez disso é uma tentativa de perceber o seu tema principal.

 

A Primeira Epístola foi escrita para uma leitura geral como o título sugere. Deveria ser circulada o mais possível mas, em particular, nas sete igrejas da Ásia que constituíam o circuito de João que tinha como base Éfeso. O sua advertência era para todos! Ele também escreveu a uma Senhora Eleita e a um jovem crente chamado Gaio para assegurar-se que a mensagem chegava a mais pessoas quanto possível no menor espaço de tempo.

 

Alguns têm dito que a Segunda Epístola não foi escrita a uma pessoa mas a uma igreja sobre o disfarce de uma carta para uma senhora, para evitar a perseguição violenta daqueles dias. Para apoiar isto 1 Pedro 5:13 é citado  noutras versões como por exemplo "A comunidade que vive em Babilônia, eleita como vós"(Pastoral). 

 

A Terceira Epístola foi escrita para Gaio que era bem conhecido como sendo uma testemunha fiel. Assim João estava se certificando que o seu aviso que era tão urgente, chegaria quanto possível a muitos irmãos e irmãs e o mais rápido possível.

 

Advertências Sensatas

 

João agrupou todos os inimigos de Cristo que não acreditavam que Jesus era o filho de Deus e descreveu-os como "anticristos" (1 João 2:18,19; 4:3). A primeira destas tuas referências refere-se aos Judaizantes, um grupo com influência que foi descrito como:


"Visto sabermos que alguns que saíram de entre nós, sem nenhuma autorização, vos têm perturbado com palavras, transtornando a vossa alma" (Atos 15:24).

Estes homens eram na verdade crentes batizados que não conseguiam deixar a Lei de Moisés para trás e, porque o apóstolo Paulo não ensinava aderência à lei em adição ao Evangelho, eles diziam que ele era culpado de pregar um evangelho parcial e rotularam-no de herege. João tinha uma resposta simples para todos os problemas deles - era concentrarem-se no nascimento milagroso de Jesus que era a revelação de Deus. A passagem do tempo tornou fácil para nós aceitar que Jesus nasceu de um milagre, mas para aqueles que viveram com Jesus isto não era um assunto fácil.

 

Filho de Deus

 

Dizer que um homem que andou no meio deles, cumprindo todas as funções naturais da vida e sentido cansaço e dor como todos os homens, era de fato o Filho de Deus, era um teste de fé fundamental. Eram um passo tão grande que quando Pedro fez a fantástica revelação que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus vivo, Jesus declarou que ele tinha chegado a esta conclusão com a ajuda de Deus:

 

"Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus." (Mateus 16:17).

Era um entendimento e crença neste milagroso nascimento de Jesus que, João disse, separava os verdadeiros dos falsos crentes. Os verdadeiros eram gerados de Deus; os falsos eram anticristos (1 João 2:22; 4:3, 15, 16). Por isso João começou a sua primeira epístola por estabelecer esta fundação.

 

Deus Revelado em Jesus

 

Indo agora para os três primeiros versículos do Capítulo Um, notamos a concisa e no entanto completa descrição da revelação de Deus de Si mesmo em Jesus Cristo. João tinha, claro, já lidado completamente com este assunto nos primeiros capítulos do seu Evangelho, e por isso os seus leitores já conheceriam o seu ensinamento. Mas aqui João vai mostrar a importância prática deste ensino. Note primeiro que tudo a que se refere João na abertura do Capítulo:

 

"O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida (e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada)" (1 João 1:1,2).

O Caminho da Vida Segundo Deus

 

O que João está apresentando é o caminho da vida segundo Deus e mostra quão diferente ele é da vida dos humanos. Ele continua e mostra que é essa vida à qual é chamada a humanidade, mas à qual só se pode ter acesso ao nascer de novo. Ele chama isso de "vida eterna" porque é uma das suas qualidades únicas. E construtiva, positiva e motivada pelo amor. Pela sua própria natureza é "eterna", enquanto que a vida dos homens pela sua própria natureza é mortal; é destrutiva, negativa, e motivada pelo "eu".

 

Como foi o caminho da vida de Deus manifestado? Primeiro pelo nascimento milagroso do Senhor Jesus Cristo e depois pelo jeito como foi demonstrado pela sua vida dia a dia. A vida que foi testemunhada pelos Apóstolos que tinham estado com Jesus desde o início do seu ministério até à triste mas necessária morte na cruz. Note a certeza disto - "o que temos ouvido", "o que temos visto", o que "as nossas mãos apalparam". "dela damos testemunho, e vo-la anunciamos".

 

Não havia dúvida acerca da manifestação do caminho da vida de Deus em Jesus, pois os Apóstolos foram testemunhas oculares disso durante três anos e meio. Eles viram e tocaram no Senhor ressureto e testemunharam a sua ascensão ao céu. Foi este caminho de vida que João estava agora a revelar aos seus leitores para que eles pudessem ter comunhão com o Pai e o Seu Filho -  

 

"O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa" (1 João 1:3,4).

"A Vida se Manifestou"

 

Se seguirmos o uso que João dá à palavra traduzida "manifestou" em 1 João 1 versículo 2, notaremos a importância fundamental desta revelação. A palavra é traduzida de maneira diferenta em algumas ocasiões na Epístola, mas as vezes que é traduzida "manifestou" são suficientes para o nosso propósito.  

 

  •  A primeira ocasião como já notamos é em 1 João 1:1-3, onde é nos dito que o caminho da vida de Deus que foi desde o princípio manifestado no nascimento milagroso do Seu filho.
  •  
  • A segunda vez é "Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado" (1 João 3:5). Havia um propósito na revelação de Deus sobre Si mesmo; era para que finalmente possamos partilhar da Sua própria natureza! Não era uma mera exibição da Sua majestade e poder criativo, embora isso seja algo sobre o qual temos que estar conscientes e pelo qual podemos dar louvor constante a Deus; pois Ele é um Deus de amor abundante.

O primeiro passo depois de se revelar a Si mesmo em Jesus é que Deus quer remover os nossos pecados. Ele quer tornar possível para nós sermos achados justos através do Senhor Jesus Cristo. Nenhum pecador pode partilhar da natureza de Deus! Os pecados têm que ser removidos! Mas não é suficiente perdoar os pecados ao pecador porque o pecador peca continuamente devido à sua natureza humana. A raiz da causa do pecado deve ser removida também.

 

  • Agora chegamos à terceira ocorrência da palavra -
"Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo" (3:8).

 A mesma verdade foi expressa pelo apóstolo Paulo usando palavras algo diferentes:

 

"Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo" (Hebreus 2:14).

Os pecados têm que ser removidos mas a raiz desses pecados - o diabo, que é um termo Bíblico que descreve a natureza humana - tem que ser destruído. Por isso foi que Deus se manifestou em Jesus o qual possuía a nossa natureza e, pela sua vida sem pecado, venceu e destruiu o esse poder. Assim ele destruiu o diabo.

 

Isto leva-nos à próxima ocasião onde a palavra é usada na Primeira Epístola - 

 

"Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele" (4:9).

Isto só se tornará verdade no seu sentido absoluto quando, pela misericórdia de Deus, formos participantes da Sua própria natureza. Mas, entretanto, é esta qualidade de vida que devemos tentar adotar como nosso modo de vida.

 

A preocupação de João por nós é que devemos entender como realmente é a vida eterna e como nos devemos comportar se quisermos ter comunhão com o Pai e com o Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo.

 

Cyril Tennant

 

(Article: John's Urgent Message, Glad Tidings 1459, pag. 7-10)

publicado por boasnovasreinodeus às 11:34
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Domingo, 25 de Outubro de 2009

JESUS CRISTO - O PROMETIDO SALVADOR

Nesta série de artigos Dudley Fifield seguiu a mensagem da Bíblia através dos seus 66 livros, e mostrou que embora eles tenham sido escritos durante um período de cerca de 1000 anos eles contêm uma única mensagem, porque são livros de Deus. Agora ele mostra que a mensagem desta coleção maravilhosa está centrada no Senhor Jesus Cristo.

 

 

UM HOMEM DIFERENTE

 

Não foi somente o nascimento do Senhor Jesus que o separa do resto da humanidade. Isso de si próprio já é maravilhoso - que tenha nascido do Espírito Santo que atuou em Maria. O que separa também foi a sua habilidade de combater o pecado em todas as suas manifestações. Os evangelhos registam a maneira pela qual o Senhor Jesus foi tentado por quarenta dias (Mateus 4:1-11, Marcos 1:12, 13 e Lucas 4:1-13).

Dessa maneira dramática, quando ele aguentou uma provação mental e física severa mas foi completamente vencedor em resistir a tentação de usar mal os poderes que recebera de Deus, a verdade foi enfatizada que o Senhor Jesus era susceptível a tentações da mesma maneira que nós o somos. Em todos os sentidos era visto como um homem que partilhava das nossas experiências e emoções; nesse sentido ele era "um de nós", exceto que ele nem uma vez falhou.

 

Triunfantemente as Escrituras podem dizer que ele era "sem pecado". Isto é como o escritor de Hebreus descreve a natureza e vitórias do Senhor Jesus, na sua luta contra o pecado:


"Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hebreus 2:14-18).

 

Salvador para Livrar do Pecado

 

Em cumprimento das profecias do Antigo Testamento que foram feitas, Deus providenciou no Senhor Jesus um salvador que removeria o pecado e a morte e todos os quatro registos do Evangelho descrevem como morreu por crucificação. De fato, que ele tenha partilhado da nossa natureza é importante. Ele era "um de nós"; e assim pode representar todo o género humano na cruz. Lá ele publicamente mostrou como Deus vê o pecado e reconheceu que Deus é justo. Nas palavras de Paulo:

 

"Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5:21).

 

Esta é a mensagem predominante do Novo Testamento; que o Senhor Jesus "morreu por nós"; no entanto este homem, foi o único homem que não merecia morrer. Pois nem uma só vez o Senhor Jesus pecou. Assim, diz o apóstolo Pedro, não era possível que a sepultura o mantivesse lá (Atos 2:24).

 

No terceiro dia Deus ressuscitou-o dos mortos e Cristo, triunfante sobre toda a oposição, conquistou o pecado e a morte e abriu um caminho para aqueles que reconhecem o seu sacrifício e reconhecem a sua necessidade de partilhar da vitória dele através da sua ressurreição. Isso foi o que Jesus exatamente prometeu quando ele anteriormente declarara:

 

"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá" (João 11:25).

 

Governador de Todos

 

Ao demonstrar que ele era capaz de destruir o pecado em si mesmo - para que ele reinasse sobre todos os desejos naturais aos quais os outros sucumbem - o Senhor Jesus mostrou que ele é capaz e tinha qualificação para reinar o mundo quando, como semente de Abraão e filho de David (Mateus 1:1), ele se sentar no trono de David em Jerusalém exercendo domínio mundial em nome de Deus.

 

Assim foi que passados quarenta dias depois da sua ressurreição, o Senhor Jesus ascendeu ao céu para se sentar à mão direita do Pai. Para que a sua obra fique concluída ele tem que retornar à terra. E assim foi que, os discípulos ao verem-no ascender ao céu, vozes de anjos proclamaram a mensagem:

 

"Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir" (Atos 1:11)

 

A mensagem foi repetida pelo apóstolo Pedro pregando aos Judeus, quando ele disse que Deus irá enviar:

 

"o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade" (Atos 3:20-21).

 

Existem mais de duzentas outras referências semelhantes sobre a Segunda Vinda do Senhor Jesus no Novo Testamento, pois a sua vinda à terra é de vital importância.

 

Dudley Fifield

 

(Article: Jesus Christ – The Promised Saviour, Glad Tidings 1448, pag. 9,8)
 

publicado por boasnovasreinodeus às 11:05
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