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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

O ENSINO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ EXAMINADO

As TESTEMUNHAS DE JEOVÁ não precisam ser apresentadas – elas próprias se apresentam. Como consequência da sua persistência na conversão de pessoas, indo de porta em porta e mostra de literatura nas ruas, assim como a notoriedade ganha pela proibição das transfusões sanguíneas para os membros e seus filhos, as Testemunhas de Jeová tornaram-se bastante conhecidas. Pessoas de muitos países conhecem este movimento religioso e os seus ‘Salões do Reino’.

ORIGEM DO MOVIMENTO

Charles Taze Russell deu origem a este movimento na América em 1872 sob o nome de “Millenial Dawnism(Aurora Milenar)”. Posteriormente ele foi chamado de Pastor Russell pelos seus seguidores que já eram conhecidos como “The International Bible Students(Os estudantes da Bíblia internacionais)”. Esta designação foi mudado outra vez para Testemunhas de Jeová em 1931. O Pastor Russell faleceu em 1916 e foi primeiramente sucedido por Joseph Franklin Rutherford, popularmente chamado Juiz Rutherford, e depois por Homer Knorr em 1942.

MUDANÇAS NO ENSINO

Esta evolução de nomes(do movimento) foi paralela a frequentes mudanças no ensino das Testemunhas de Jeová. O Pastor Russell previu que a segunda volta de Cristo para a terra teria lugar em 1874, dois anos depois do movimento ter começado. Ele e os seus seguidores vestidos de branco esperaram numa ponte que Cristo voltasse e que os levasse para o céu. Como nada aconteceu foi necessário que Russell inventasse o ensino de que Jesus tinha na verdade voltado em 1874 como esperado mas que tinha voltado de maneira invisível.

Um ensino similar de Russell foi que o reino de Deus foi estabelecido em 1914. Ele afirmou que este evento também ocorreu de maneira invisível.

O seu sucessor, o Juiz Rutherford, esperava que Abraão, Isaque, e Jacó aparecessem em 1925 e preparou uma mansão enorme para eles na Califórnia, mas esta expectativa mostrou-se igualmente sem fundamento se julgada pelas normas de visibilidade.

Apesar destas incríveis alegações e erros crassos na interpretação do que a Bíblia tem a dizer acerca de tais assuntos, as Testemunhas de Jeová continuam a atrair pessoas aos milhares de muitas raças, cores e credos. Deve-se notar, no entanto, que o ensino das Testemunhas de Jeová exige uma Biblia escrita de uma maneira especial, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, para que se possa acreditar na sua doutrina.

O CRISTO ‘INVISÍVEL’

Entre as doutrinas que vão contra o ensino de Jesus Cristo e dos apóstolos é a declaração que ‘Jesus foi morto na carne e foi ressuscitado como criatura espiritual invisível. Logo o mundo não o verá mais’ (‘Que Deus Seja Verdadeiro’ p. 138). Esta alegação é feita para autenticar a alegada volta de Jesus de maneira invisível em 1914. Mas os apóstolos, profetas e outros escritores bíblicos estão de acordo ao declarar que a volta de Jesus seria completamente visível – será até mesmo embaraçosa para alguns.

Tirando em primeiro lugar alguns exemplos dos profetas, Isaías declarou com relação a Jesus, ‘Os teus olhos verão o rei na sua formosura’(1); ‘vem o dia em que ajuntarei todas as nações e línguas; e virão e verão a minha glória’.(2) Ele faz um sumário dos eventos deste tempo com estas palavras: ‘E a glória do SENHOR(Yahweh) se manifestará, e toda a carne juntamente a verá’.(3)(4) Poderiam as palavras serem mais claras do que todos os seres humanos verão este evento juntos? Note também as palavras do profeta Zacarias que falam de olhar e notar certas características físicas de Jesus visível: ‘e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele’.(5) ‘E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos?’(6)

Existe aqui alguma pista sobre invisibilidade? O apóstolo Paulo escreveu aos Hebreus: ‘Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação’.(7)

O apóstolo João é tão insistente como Paulo em que o mundo verá Jesus depois da sua volta: ‘Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele’.(8) Lamentaram ‘todas as tribos da terra’ no evento invisível de 1914 – um evento ‘invisível’ que João diz que ‘todo o olho o verá’? Estava o apóstolo João errado? Certamente que não, porque nenhum outro a não ser o próprio Jesus informou-o do que havia de esperar.

Então por que será que as Testemunhas de Jeová o oposto desta informação Divina? Porque eles interpretam mal as palavras de Jesus; ‘Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais’.(9) Eles assumem que isto será para sempre, ignorando o uso da mesma palavra original em Grego em, por exemplo, Actos 20:25 onde Paulo disse ‘não vereis mais o meu rosto’ aos Cristãos de Éfeso. Os primeiros Cristãos certamente não entendiam que isto fosse para sempre, porque eles acreditavam na ressurreição de Paulo e de eles próprios. Eles esperavam ver Paulo novamente no Reino de Deus na terra.

Longe de querer dizer que o mundo não o veria mais, Jesus falou especificamente falou da certeza de isso acontecer. Ele disse, ‘E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele’.(10) E ainda, ‘E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.’.(11)

‘PAROUSIA’

Numa tentativa de fortalecer a sua alegação que Jesus voltou invisivelmente, as Testemunhas de Jeová, na sua Bíblia especial, usam a palavra ‘presença’ em cada um dos 24 versículos do Novo Testamento em que a palavra Grega original é παρουσία (parousia). Afirmam que a tradução da Vulgata Latina apoia isto por usar a palavra Latina præsentia. De facto outra palavra Latina, adventus, é usada não menos de 20 dos 24 versículos. Nos restantes quatros a præsentia Latina é usada, três não têm nada que ver com a volta de Jesus enquanto que a quarta refere-se à sua transfiguração.

Se examinarmos a palavra Grega original ‘parousia’ vemos que é uma conjunção de duas palavras – ‘para’ que significa ‘com’ e ‘ousia’ que significa ‘estar’, logo as duas juntas significam ‘estar com’. Longe de implicar invisibilidade, onde é usado ‘parousia’ o contexto indica uma chegada completamente visível. As Testemunhas de Jeová têm que admitir que ‘parousia’ foi usada no oriente para a chegada de um rei ou imperador com a usual pompa da situação e mostra-se apropriada para tais pessoas. Estava algo invisível implicado pelo seguinte?

‘Folgo, porém, com a vinda(parousia) de Estéfanas, de Fortunato e de Acaico;’.(12)

‘Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda(parousia) de Tito’.(13)

‘Para que a vossa glória cresça por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida(parousia) a vós’.(14)

Como que para não deixar nenhuma dúvida nas nossas mentes que todo o mundo o verá, Jesus fez uma analogia entre o clarão do relâmpago e a sua futura presença quando voltar à terra: ‘Porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim será também o Filho do homem no seu dia’.(15)

O TRONO DE DAVID

É também ensinado pelas Testemunhas de Jeová que Cristo já está reinando invisivelmente no trono de David no céu. Mas parece até mesmo supérfluo realçar que David nunca teve um trono no céu; nem nunca esteve lá, pois a Bíblia claramente diz que ‘David não subiu aos céus’.(16) As Testemunhas de Jeová até acham-se capazes de melhorar os planos Divinos e afirmam que ‘A terra é meramente o escabelo de Deus e não um lugar para o Cristo Glorificado reinar’ (A Sentinela, 15 de Junho de 1960, p.384).

O plano Divino actual é categoricamente determinado, em contraste directo com este ensino errado, por muitos escritores inspirados. Por exemplo, o profeta Jeremias constatou, ‘Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do SENHOR(Yahweh), e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do SENHOR(Yahweh), em Jerusalém’.(17) Similarmente, o profeta Isaías dá detalhes acerca do estabelecimento do reino de Deus na terra: ‘quando o SENHOR(Yahweh) dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente’.(18)

Claramente, então, o trono Divino, ou soberania, é para ser colocada em Jerusalém; todas as nção estarão sujeitas a ela e aos ‘anciãos’, incluindo David – um precioso ocupante desse trono no antigo reino de Deus na terra, o reino de Israel – irá experimentar esta excepcional forma de governo. Será excepcional no sentido que vai ser baseada na justiça Divina.

O destino de Jesus de reinar sobre este reino foi predito na altura do seu nascimento: ‘Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai’.(19)

Este trono é referido no Velho Testamento como o trono do reino de Deus: ‘escolheu ele(Yahweh) o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do SENHOR(Yahweh) sobre Israel’.(20)

Este trono de David e do seu filho Salomão continuou a existir até que o seu último ocupante, o Rei Zedequias, foi removido por Deus. Mas esta situação não ficaria assim para sempre, como Deus declarou através do profeta Ezequiel: ‘Ao revés, ao revés, ao revés porei aquela coroa, e ela não mais será, até que venha aquele a quem pertence de direito; a ele a darei.’(21)

Tem sido mostrado que o eventual ocupante do trono de David quando este for estaurado será Jesus Cristo. Os eventos associados a esta restauração são descritos como ‘tempos da restauração de tudo’.(22) O profeta Amós fala disto como se segue: ‘(23) Estava o profeta iludido ao fazer esta previsão? Se estava, então também estava o apóstolo Tiago ao aceitar a profecia de Amós; pois Tiago chama a atenção dos seus ouvintes, séculos depois, para estas mesmas palavras.(24)

O REINO DE DEUS

A veracidade e realidade deste reino na terra são vistas em inumeráveis versículos, será suficiente apenas alguns destes. A profecia de Zacarias descreve certos arranjos para adoração:

‘E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR(Yahweh) dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.’(25)

Mateus regista que Jesus tinha em mente como havia de ser o governo deste reino:

‘E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel’.(26)

Nada disto é no céu; é na terra. Todas as recompensas prometidas àqueles Cristãos que Jesus se agradará de ter no seu reino relacionam-se com a terra. São mencionadas no livro de Apocalipse/Revelação:

‘E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.’(27)

Na terra – não como as Testemunhas de Jeová nos fariam crer que parte dos 144000 já estão sendo separados dos seus companheiros indo para o céu. Não!, todos aqueles que forem aprovados no julgamento enfrente ao trono de Jesus viverão para sempre na terra. O profeta Miquéias dá ainda mais detalhes:

‘MAS nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do SENHOR(Yahweh) será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos. E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR(Yahweh), e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR(Yahweh). E julgará entre muitos povos, e castigará nações poderosas e longínquas, e converterão as suas espadas em pás, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do SENHOR(Yahweh) dos Exércitos o disse.’(28)

Ao Evitarem o ensino de todos estes versículos que falam de Jesus Cristo reinando na terra como rei, as Testemunhas de Jeová tiveram que inventar a teoria que David irá ser ressuscitado para sentar-se de novo no seu trono na terra, deixando assim Jesus livre para ficar no céu. Mas temos somente que referir as palavras do apóstolo Pedro para ver o vazio desta teoria. Ele diz acerca de David, que ‘Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo...’(29)

OS 144000

O que é ainda pior é a sua afirmação presunçosa que Russell, Rutherford e outras Testemunhas de Jeová terão uma posição superior no reino de Deus do que Abraão, David e Daniel. Eles ensinam que os membros do corpo de Cristo têm uma recompensa muito melhor que os antigos(‘Kingdom at Hand’(‘O Reino às Portas’), p. 303.)

É afirmado que os 144000 são compostos de alguns dos fiéis que viveram entre a altura que o Espirito Santo foi derramado no dia de Pentecostes (depois da ascensão de Jesus ao céu) e o ano 1935. Mais à frente terá mais informação sobre este tema. Aparentemente tais homens de fé excepcionais como Abraão, o ‘amigo de Deus’, David, ‘o homem segundo o coração de Deus’, e Daniel, o ‘amado’, merecem somente a ressurreição para viver na terra; eles são separados de Cristo e dos suas 144000 Testemunhas de Jeová especiais.

AS ‘OUTRAS OVELHAS’

As Testemunhas de Jeová menos privilegiadas – as ‘outras ovelhas’ – não fazem parte dos 144000 e assim não têm o direito de ir para o céu. Elas juntam-se a Abraão, David e a Daniel depois da ressurreição, para viver para sempre na terra, dizem eles.

No entanto, estas teorias ignoram os facto claramente constatado que Abraão irá viver outra vez na terra e usufruir da companhia de Jesus. Todos os seguidores de Jesus que forem aprovados irão estar com ele para sempre. Noutras palavras, não existe distinção de classes, com alguns no céu e outros na terra; em vez disto Cristo e todos aqueles que são salvos por ele como Messias viverão para sempre, juntos, na terra.

Muitas passagens da Bíblia mostram positivamente isto. Por exemplo, Jesus e Abraão são associados na profecia de Génesis 17:8 onde Jesus é referido como a ‘semente’ ou ‘descêndencia’. Está registado neste versículo o que Deus disse a Abraão: ‘E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão’. No caso de interpretarmos mal o significado de ‘semente’ ou ‘descendência’, e assumirmos que se trata dos imediatos descendentes naturais, o apóstolo Paulo relembra-nos que, ‘Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.’(30)

Claramente, então, Abraão e Cristo seu descendente têm uma herança comum nesta terra para eternidade – não separados um do outro, como poderiam as Testemunhas de Jeová nos fazer crer, um no céu e outro na terra. Que todos aqueles salvos por Cristo – todos sem excepção – irão partilhar do cumprimento desta promessa feita a Abraão é clarificada pelo apóstolo Paulo. Ele escreveu:

‘Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa’.(31) ‘De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão’.(32)

A RESSURREIÇÃO

O pastor Russell afirmou que a proporção dos 144000 privilegiados, que já morreram, foram ressuscitados espiritualmente e invisivelmente em 1878 sem nenhum distúrbio nas suas sepulturas – ao contrário da ressurreição de Jesus, deve-se notar que até a pedra que tapava o sepulcro foi removida. É afirmado que estas pessoas privilegiadas foram das suas sepulturas para o céu como imortais, criaturas espirituais. O Juiz Rutherford, no entanto, pensou ser necessário mudar esta data para 1918; mais tarde foi extendida para 1931 e, depois, para 1935: ‘A visão dos selados 144000 Israelitas Espirituais, deve-se aplicar agora, especificamente desde 1935, quando parece que o selamento dos 144000 Israelitas Espirituais está perto do fim’.(A Sentinela, 15 Dezembro, 1969). Desde 1878, 1918, 1931, ou 1935, qualquer que seja a data, o ‘restante’ das 144000 Testemunhas de Jeová, que são também conhecidas por ‘o escravo fiel e discreto’ – ou seja, aqueles dos 144000 que ainda não morreram – dizem que vão para o céu assim que morrem.

Segundo esta teoria, então, há pelo menos duas categorias de pessoas que vão para o céu algumas ressuscitando das suas sepulturas e outras indo directamente para o céu. Perguntamo-nos porque é que o apóstolo Paulo e outros assim como os apóstolos de Jesus, e outras pessoas de fé do Velho Testamento, são lhes negadas estas experiências? Paulo certamente esperava outras coisas, como está indicado na carta que enviou a Timóteo:

Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia(em nenhuma daquelas datas entre 1878 e 1935 e posteriores, mas num dia em que todos receberão as suas recompensas); e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.(33)

Isto é uma repetição da declaração feita no versículo 1:(o)Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino. Pode alguma coisa ser mais clara e contraditória em relação ao ensino das Testemunhas de Jeová?

O pastor Russell também ensinou Universalismo, crendo que todos os que viveram incluindo Nero e os Sodomitas seriam ressuscitados para julgamento e que receberiam uma segunda chance. Isto, no entanto, tem sido emendado para barrar os deliberadamente iníquos como Adão, Judas e os Fariseus, por isso agora o ensino é da ressurreição somente para a recompensa, não existindo ressurreição para condenação. (Make sure of All Things(Esteja Certo de Todas as Coisas), 1957 p. 314, e 1965, p. 428. Também a Sentinela de 1º de Março de 1958). Eles ensinam agora que existe uma excepção para as pessoas que viveram uma vida boa e que não tiveram a oportunidade de ouvir o evangelho. Dizem também que o homens do passado desde João Baptista até Abel serão ressuscitados depois do Armagedom para o Príncipe da Paz conceder vida eterna em perfeição humana.(Kingdom at Hand(O Reino às Portas) p. 234). Mas já notamos que o ensino Bíblico verdadeiro acerca da ressurreição das pessoas desta era, em particular o caso de Abraão.

A NAÇÃO DE ISRAEL

A Bíblia repetitivamente relaciona-se com o retorno dos Judeus para a sua terra mãe, Israel. Vários profetas fizeram previsões acerca disto e num tempo completamente improvável quando a nação estava numa condição de grande prosperidade e parecendo expugnável. Estas provisões de retorno, foram feitas, significativamente, muitos anos antes da dispersão dos Judeus acontecer! Vez após vez são dados os detalhes sobre o retorno dos Judeus para Israel. Correctamente o Pastor Russell pregou que deveria-se esperar que este retorno acontecesse; o mesmo fez o Juiz Rutherford.

Mas hoje em dia em que o cumprimento destas profecias é uma realidade, as Testemunhas de Jeová repudiam o ensino dos seus antecessores. Afirmam que estas profecias não têm nada que ver com o povo Judeu como seres humanos mas sim com as Testemunhas de Jeová como Israel espiritual. Eles dizem que Jeová rejeito-os como seu povo. (Que Deus seja Verdadeiro p.212). As Testemunhas de Jeová colocam-se no lugar dos Judeus como povo de Deus: Desde 1919 E.C., estes têm sido ajuntados na organização teocrática de Jeová como Suas testemunhas e embaixadores do Seu Reino. (Que Deus seja Verdadeiro. p. 215).

Isto é uma contradição em relação à declaração do apóstolo Paulo na carta aos crentes Romanos: DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum... Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu.(34) Na verdade, Deus confortou os Judeus, quando eles foram oprimidos, com promessas de bênçãos futuras sem fundamento, certamente, se as promessas não foram feitas para eles mas sim para as Testemunhas de Jeová.

Não, os Judeus não foram rejeitados como nação santa de Deus mas estão presentemente na condição descrita por Oséias, até que o seu retorno seja completamente efectuado por Jesus:

Hos:3:4:

Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício... Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR(Yahweh) seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao SENHOR(Yahweh), e à sua bondade, no fim dos dias.(35)

Depois, diz Isaías:

Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; e prostrar-se-ão às plantas dos teus pés todos os que te desprezaram; e chamar-te-ão a cidade do SENHOR(Yahweh), a Sião do Santo de Israel. Em lugar de seres deixada, e odiada, de modo que ninguém passava por ti, far-te-ei uma excelência perpétua, um gozo de geração em geração.

E todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra... para que eu seja glorificado.(36)

As Testemunhas de Jeová afirmam que o retorno da proporção das tribos de Judá e Benjamim da Babilónia foi o cumprimento destas profecias; mas deveria ser notado que as profecias exigem um retorno de todas as doze tribos os desterrados de Israel e os dispersos de Judá desde os quatro confins da terra. As dez tribos de Israel, capturadas e removidas pelos Assírios, nunca retornaram, logo, não se pode dizer que estas profecias foram cumpridas na altura que houve o retorno de Babilónia para Israel. O Juiz Rutherford, de facto, pregou o verdadeiro ensino Bíblico acerca deste assunto, mas foi mudado em 1925.

O PARTIR DO PÃO

Mudando de assunto para um aspecto mais prático da adoração, o ensino das Testemunhas de Jeová acerca do partir do pão e do vinho necessita de uma profunda examinação. Primeiro, devemos observar que depois de Cristo ter instituído a ordem de partir o pão e beber o vinho, os apóstolos praticavam este ritual uma vez por semana, como nos diz o livro de Actos: E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão...(37) Uma vez por semana. No entanto as Testemunhas de Jeová podiam-nos fazer crer que Jesus queria que a cerimónia do partir do pão fosse um evento anual: Jesus instituiu uma nova refeição nocturna para a celebração de 14 de Nissan todos os anos.(A Sua Vontade Seja Feita, p.148).

Para mais ainda, nem a todas as Testemunhas de Jeová é permitido partir o pão somente aqueles que se consideram fazer parte dos 144000 que são restante escolhido e que são merecedores de o fazer. Enquanto que o Novo Testamento claramente mostra que todos os crentes baptizados partiam o pão.

Antes de 321 D.C., quando Constantino fez do Domingo um feriado, o partir do pão acontecia antes do dia de trabalho começar. Também Actos 2:42 regista que E perseveravam na doutrina dos apóstolos,... no partir do pão, e nas orações. Como este versículo inequivocamente descreve a frequência do partir do pão, as Testemunhas de Jeová traduziram-no desta maneira: E eles continuavam a devotar-se ao ensino dos apóstolos,...a tomar refeições e a orações. Mas pode alguma mente sem influências exteriores realmente crer que Lucas um doutor consideraria suficientemente importante dar atenção ao facto que os novos crentes, em vez de comerem as refeições normalmente, devotavam-se agora a esta actividade todos os dias?

Plínio, cerca de 112 D.C., informou o Imperador Trajano que os Cristãos na província da Abissínia juntavam-se num dia fixo; enquanto que Justino regista que a meio do 2º século D.C. o partir do pão acontecia no dia que é chamado dia do Sol(Domingo).

BAPTISMO

A mudança previamente notada acerca do ensino do baptismo, é inconsistente e conflituosa para com este ritual de significado profundo. Em 1904 o Pastor Russell, nos Estudos da Escritura, p. 450, escreveu : Nós aceitamos como irmãos em Cristo Jesus, membros...baptizados com água ou não baptizados com água. Assim, o baptismo não era considerado como pré-requisito para a salvação.

Falando sobre a convenção de Los Angeles de 1923 a Sentinela de 15 de Dezembro de 1969 nota: Durante anos antes desta data as outras ovelhas não eram aconselhadas a baptizarem-se. No entanto, a Sentinela de 15 Agosto de 1934 recomenda o baptismo para as outras ovelhas. Em Novos Céus e Uma Nova Terra, p. 309, é afirmado : As outras ovelhas simbolizam a sua dedicação a Deus através de Cristo para fazerem a vontade de Divina...não num baptismo no corpo de Cristo e no seu tipo de morte. A brochura Estas Boas Novas do Reino, 1965, p.29, afirma acerca do baptismo: Esta imersão não limpa os pecados da pessoa que é baptizada. Em concordância com isto. Esteja Certo de Todas as Coisas, p.40, afirma que as outras ovelhas não estão qualificadas para partir o pão e que os seus pecados não são lavados pelo baptismo. Segundo o livro Esta Certo de Todas as Coisas, p. 43, é dito que os 144000 receberam os Espírito Santo na altura do seu baptismo. Para complicar ainda mais o assunto, é dito que as outras ovelhas têm também uma medida(um pouco) do Espírito Santo (Sentinela 15 de Janeiro de 1962, p.40).

No entanto, a divisão das Testemunhas em duas classes de candidatos ao baptismo levou ao descontentamento e à necessidade de tapar o buraco. Assim, lemos na Sentinela de 15 de Dezembro de 1969, p.757: Todos os discípulos, indiferentemente de pertencer ao pequeno rebanho ou à grande multidão, são agora um rebanho sob um pastor, o Senhor Jesus Cristo. Mais acima foi colocada a questão se Jesus tinha a intenção que houvesse duas classes de candidatos ao baptismo. A resposta dada é Não. Não fazemos nenhuma tentativa de resolver esta situação anómala e ambígua em relação ao que as Testemunhas afirmam ser o princípio Divinamente definido da não qualificação para a Imortalidade!

Quão refrescante é voltar ao mandamento directo e simples acerca do baptismo que se encontra na seguinte referência e noutras: Um só SENHOR, uma só fé, um só baptismo;.(38)

O apóstolo Paulo belamente e simplesmente descreve a simbologia do acto baptismal: Sepultados com ele no baptismo... vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas.(39) O efeito do baptismo é clarificado pelas seguintes palavras: Levanta-te, e baptiza-te, e lava os teus pecados.(40) Em relação à unidade dos crentes baptizados, o ensino Bíblico é inequívoco: Pois todos nós fomos baptizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres.(41)

Em todos os casos registados na Bíblia, os crentes foram baptizados na plena apreciação de que este acto de humildade dava-lhes absolvição de todos os seus pecados do passado e que lhes dava um novo começo como novos homens em Cristo. Sem a imersão total na água não havia nem há remissão dos pecados; com imersão há perdão de pecados para todas as pessoas sem excepção.

O ESPÍRITO SANTO

Tem que se fazer menção às afirmações das Testemunhas de Jeová em relação ao Espírito Santo. Eles afirmam que o Espírito Santo fez, e faz, todos as nomeações dentro do movimento. É dito também que este mesmo poder continua a revelar interpretações das Escrituras. O Pastor Russell afirmou ter tido a assistência do Espirito Santo quando escreveu os seus livros; enquanto possuído por este poder, ele era chamado a voz do Senhor. O facto de que Russell achou necessário mudar o seu ensino de tempos a tempos e ainda mais os seus sucessores mostra que ele não tinha a ajuda do Espírito Santo, que é infalível, mas escreveu segundo o que a sua mente humana lhe ditava.

No tempo do Novo Testamento os crentes só recebiam o Espírito Santo quando era necessário divulgar o evangelho; não era recebido automaticamente no baptismo. Podemos ver isto em Actos capítulo 8 que fala-nos de Filipe baptizando o crentes em Samaria; mas eles não receberam o Espírito Santo, como o v. 16 mostra: (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram baptizados em nome do Senhor Jesus). Assim, hoje em dia, o baptismo não dá à pessoa o poder do Espírito Santo. Se desse, então as pessoas poderiam ser capazes de demonstrar o seu uso nas mesmas condições que os primeiros Cristãos, nomeadamente, a realização de milagres, em profecias e de outros numerosos aspectos que de outra maneira seriam incapazes de fazê-lo.

DEIXE DEUS FALAR

Finalmente, você é aconselhado a tomar nota de alguns conselhos encontrados no livro das Testemunhas de Jeová Que Deus Seja Verdadeiro, p.8: Para chegar à verdade temos que tirar os preconceitos religiosos da nossa mente e coração. Temos que deixar Deus falar por Si próprio. Qualquer outro percurso levaria só a mais confusão. Com esta atitude, pedimos-lhe que se achegue ao ensino Bíblico sobre assuntos como a segunda vinda de Jesus Cristo para a Terra, o revivamento do trono de David e o Reino e Deus, a ressurreição dos mortos, a vida depois da morte, a eficácia do baptismo, o cumprimento de profecias, o partir do pão e o beber do vinho, o trabalho do Espírito Santo, e o evangelho da salvação. Com uma mente livre do sempre em mudança ensino contraditório das Testemunhas de Jeová, aceite a Bíblia toda como ela é Divinamente Inspirada, infalível e imutável. Qualquer ensino que envolve a necessidade de apagar partes da Bíblia, ou traduções de versículos para os tornar aceitáveis, é inaceitável para a pessoa que busca a verdade. Mas onde, o ensino simples e sem rodeios é aceite, as totalidade das Escrituras pode ser vista como em completa harmonia, sem contradições, sem mudança e mostrando o caminho para ganhar a liberdade da maior maldição a morte. A Bíblia revela o caminho para ganhar vida eterna através do entendimento do seu verdadeiro ensino.

(1) Isaías 33:17
(2) Isaías 66:18

(3) Isaías 40:5

(4) Zacarias 12:10

(5) Zacarias 13:6

(6) Hebreus 9:28

(7) Apocalipse(Revelação) 1:7

(8) João 14:19

(9) Mateus 25:31,32

(10) Lucas 21:27

(11) 1 Coríntios 16:17

(12) 2 Coríntios 7:6

(13) Filipenses 1:26

(14) Lucas 17:24

(15) Actos 2:34

(16) Jeremias 3:17

(17) Isaías 24:23

(18) Lucas 1:32

(19) 1 Crónicas 28:5

(20) Ezequiel 21:27

(21) Actos 3:21

(22) Amós 9:11

(23) Actos 15:15,16

(24) Zacarias 14:16

(25) Mateus 19:28

(26) Apocalipse/Revelação 5:9,10

(27) Miquéias 4:1-4

(28) Actos 2:30,31

(29) Gálatas 3:16

(30) Gálatas 3:7,26,29

(31) Gálatas 3:9

(32) 2 Timóteo 4:8

(33) Romanos 11:1,2

(34) Oséias 3:4,5

(35) Isaías 60:14,15,21

(36) Actos 20:7

(37) Efésios 4:5

(38) Colossences 2:12,13

(39) Actos 22:16

(40) 1 Coríntios 12:13

v(41)

publicado por boasnovasreinodeus às 11:04
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