Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017

Pregando a Verdade - Prólogo e Capítulo 1

PRÓLOGO

 

Apesar de serem dados nomes fictícios às personagens retratadas neste relato da pregação da verdade, a história em si é baseada em fatos reais. Ela regista um drama que tem ocorrido muitas vezes em diferentes partes do mundo onde Cristadelfianos têm tentado apresentar aos seus amigos o ensino da Bíblia com a sua esperança maravilhosa do futuro reino de Cristo na terra.

 

 

Quem são os Cristadelfianos? São um movimento leigo, sem ministério pago. Espera-se que cada membro entenda a Bíblia, e apresente o seu ensino de uma maneira humilde. Eles não professam ter recebido qualquer nova revelação, mas sustentam que as Escrituras do Antigo e Novo Testamentos são capazes de tornarem os homens sábios para a salvação (2 Timóteo 3: 15, 17). Acreditando na autoridade divina da Bíblia, eles acham que é racional evitar qualquer interpretação que não consiga harmonizar todos os testemunhos das Sagradas Escrituras; e descobrindo que os credos das várias seitas ao redor estão, em uma grande variedade de formas, em oposição ao ensino direto da Bíblia, eles sentem-se compelidos a apartarem-se disso, fazendo apelo em todos esses assuntos às declarações das Escrituras, e testando assim todos os credos. Ao fazer isso eles tentam pregar a verdade com o objetivo de compartilhar com os outros as suas gloriosas expectativas em Cristo.

 

 

 

CAPÍTULO UM

 

Recém-chegados à Vila Monótona

 

O pequeno povoado de Vila Monótona acordou do seu estado normal de letargia, faz algum tempo, pela chegada de uma nova família no seu domínio pacato. Isso foi uma ocorrência invulgar em Vila Monótona, onde as únicas alterações na população eram essas que acontecem com nascimentos e falecimentos na comunidade.

 

A nova família consistia de Paulo Estéfanas, sua mulher Maria, e os seus três filhos, dois meninos e uma menina.

 

O Senhor Estéfanas veio para Vila Monótona para tomar o lugar de ferreiro da povoação que tinha sido removido pela morte. Mal sabiam os habitantes que efeito teria a chegada desta família Estéfanas ao seu meio na sua equanimidade social e religiosa.

 

Por alguns dias os recém-chegados ficaram atarefados em se estabelecerem na sua nova casa e em ajustarem-se ao seu novo meio.

 

A posição de ferreiro fazia com que o Sr. Estéfanas contactasse com muita gente, que manifestava aquela curiosidade que é a herança proverbial de gente “do campo”.

 

Eles achavam que Paulo Estéfanas era um homem sóbrio mentalmente falando, com um objetivo definitivo na sua vida e tinha convicções bem profundas e precisas em assuntos de moralidade e religião.

 

Uma das primeiras coisas notadas por aqueles que frequentavam o seu estabelecimento era que ele não fumava nem mascava tabaco. Isto algo muito diferente do seu predecessor que era um fumador inveterado. Alguns aventuraram-se a perguntar-lhe porque não usava tabaco; a resposta que receberam deu-lhes muito que pensar e falaram entre si sobre as peculiaridades do novo ferreiro.

 

A sua resposta foi qualquer coisa como: “Vocês perguntam-me porque não uso tabaco. Bem, simplesmente, porque sou um crente na Bíblia e seguidor de Cristo; de fato, o principal objetivo da minha vida é aprender cada dia para me tornar mais perfeito em seguir os seus mandamentos na esperança de ser aprovado por ele na sua vinda, e receber uma grande recompensa. Entre os mandamentos encontro este (2 Cor. 7:1). “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” Considero que o uso do tabaco uma “impureza da carne”; de fato, é tanto assim que as companhias de caminho de ferro e outras acham necessário colocar aqueles que fumam em carruagens à parte e em salas de espera separadas em suas estações. Manifestamente não é um hábito que nos enalteça perante Deus e não podemos continuar nisso enquanto professamos nos purificar de toda a impureza da carne e do espírito.”

 

Este tipo de conversa soava estranho para aqueles homens cuja única ambição era desfrutar da vida, manter uma boa aparência, e aumentar as suas possessões.

 

Eles não estavam acostumados a ouvir o homem que ferrava os seus cavalos e reparava as suas carroças e ferramentas falar sobre Deus, a Bíblia e os Mandamentos. Sempre associaram essas coisas àquela hora desagradável que o costume estabelecido obrigava-os a passar na igreja da aldeia aos domingos. Mas aqui estava um homem que associava isso com a sua vida quotidiana, que usava a sua religião para regular os seus hábitos e ações, e que misturava a conversa sobre Deus, Cristo e a Bíblia com o som da bigorna e o rugir dos foles. Dizer que estavam surpreendidos é dizer pouco. Maiores surpresas, no entanto, estavam reservadas para eles, pois dentro em breve aprenderiam que a Bíblia não é somente um livro que o pastor usava para obter textos para sermões, mas que era um livro que pode entrar nas vidas e moldar os carateres dos homens nos caminhos mais humildes da vida. Também iriam aprender que a pregação do Evangelho não está confinada aos que se cingem de sobrepeliz e vestimentas eclesiásticas.

 

Uma noite pouco tempo depois de se mudarem para Vila Monótona, Paulo Estéfanas estava sentado junto da lareira na sua casa, com uma atitude profundamente pensativa; a “leitura da Bíblia,” que fazia parte do quotidiano de suas vidas, tinha terminado. A senhora Estéfanas acabara de colocar os filhos na cama e voltou ao seu lugar junto da lareira para usufruir da conversa noturna que só podia ser apreciada quando o som tinha silenciado as vozes e o som dos passos das crianças.

 

Quando estavam confortavelmente instalados em frente ao tronco em chamas na lareira, Paulo abriu a conversação.

 

Sabes, Maria”, disse ele, “desde que chegámos tenho tentado pensar numa maneira boa de iluminar as pessoas que nos rodeiam com o ensino da Verdade. Sinto, profundamente, que é a minha responsabilidade neste assunto, não somente do ponto de vista do dever, mas também pelo sentimento de amor pelos meus semelhantes.”

 

Eu sinto o mesmo”, interrompeu Maria, “e penso muitas vezes daquele hino onde aparecem estas palavras:

 

Vós que recebestes a verdade,

Pela graça de Deus a vós revelada,

Se vos atreverdes retê-la,

A rica recompensa pode vos estar retirada.””

 

Essa é exatamente a ideia”, disse Paulo, “não nos atrevemos, nem desejamos retê-la, e assim preparei as coisas para que possa usar a escola durante algumas semanas aos sábados à noite para pregar o evangelho. Suponho que vão considerar-me presunçoso e arrogante, mas não posso fazer nada quanto a isso; o Mestre sabe que não é assim. Preparei também a impressão de alguns cartões para convidar o povo a vir e ouvir. Os cartões chegarão amanhã de manhã. Gostaria que os levasses à escola e que desses às crianças ao saírem da escola, e que lhes pedisses que os levassem aos seus pais.”

 

Está bem, Paulo”, disse Maria, “fico muito contente em partilhar na boa obra.”

 

Na manhã seguinte chegaram os cartões, elegantemente impressos e apresentando um convite para a palestra na escola no sábado à noite.

 

Diziam o seguinte:

 

                                                                                                                Um Tempo Feliz Virá Sobre A Terra

 

Palestra de Paulo Estéfanas

Na escola

 

Sábado à noite

 

Entrada Grátis – Não haverá coleta

 

 

 

 

A senhora Estéfanas pegou nos cartões e à tarde levou-os à escola e esperou até que as crianças livres das tarefas do dia, com vozes felizes saíssem saltando sob a agradável atmosfera primaveril. Os cartões foram entregues com uma recomendação amável de que se assegurassem de que os levavam para casa aos seus pais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por boasnovasreinodeus às 13:14
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