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BOAS NOVAS DO REINO DE DEUS

Artigos e estudos Bíblicos

BOAS NOVAS DO REINO DE DEUS

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Os Cristadelfianos - Em que acreditam e o que pregam - cap 1 - A Bela Terra

S. Mestre, 03.01.11

A BELA TERRA

Nunca, desde os primórdios da história o homem teve tanto conhecimento como
tem hoje sobre o planeta em que habita. Nunca antes esteve tão profundamente consciente do grande desconhecimento para além dos limites do seu conhecimento atual. Um dos maiores
frutos das suas conquistas é o sentido que ele ganhou da vastidão de todas as coisas grandes e pequenas.


Ao mesmo tempo, há uma crescente percepção da unidade das coisas. Existe um acordo base, uma correspondência entre os princípios que regem o arranjo e organização de todas as coisas. Há relacionamentos, equilíbrio e interdependências que falam mais e mais de um sistema de pensamento por trás de tudo. O mundo é uma unidade.


Além disso, a própria terra dentro do sistema solar faz parte de um vasto conjunto celeste que se estende em incontáveis repetições e variações, tudo sendo regido por leis físicas, tais como são encontradas no nosso minúsculo mundo. Tudo, em todos os lugares revela ordem inteligente e coerência, e um grande poder que é universal e infalivelmente presente.


A Bíblia sozinha coincide com o mundo à nossa volta com uma explicação da origem das coisas que é simples e abrangente:

 

No princípio, criou Deus os céus e a terra.” (Génesis 1:1)

De um Deus veio tudo o que existe. Dia e noite, terra e céu, mar e terra, erva e árvores, peixes e pássaros, animais e insetos, e, por último, mas supremamente, o homem. Deus é a Unidade por trás, por dentro e em torno de tudo. A Sua Palavra é a sabedoria e razão e ordem em todas as coisas. O Seu Espírito é a força pela qual Ele produziu em sabedoria a criação e ainda a sustenta.


Um começo sem Deus significaria um desenvolvimento sem Deus e um final sem Deus, o que quer que isso pudesse ser. Em tal caso o homem não saberia de onde veio, porque está aqui e para onde
está indo. O universo estaria sem piloto e sem propósito. Não haveria nenhuma mente para explicar a complexa unidade de todas as partes do universo e de tudo o que se encontra nele.


O homem seria um prisioneiro em uma gaiola de um poderes não inteligentes maiores do que ele, um cativo que vê em um cosmos cego. Não haveria explicações exatas para o que somos e onde estamos, e inevitavelmente, não existiriam motivos para esperança, mas simplesmente um tatear esperançoso na escuridão nunca com a possibilidade de encontrar uma Mão para segurar. O homem
seria o seu próprio "criador", mas sem poder para governar e determinar o seu destino. Ele seria como um navio à deriva em um vasto oceano, sempre incerto de encontrar terra ou se haveria qualquer terra para encontrar.


Em maravilhoso e lúcido contraste para a insensatez do ateísmo existem as seguintes palavras da Escritura:


Sobre Deus:

 

Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” (Jó 38:4)

 

 

Acaso, não sabeis? Porventura, não ouvis? Não vos tem sido anunciado desde o princípio? Ou não atentastes para os fundamentos da terra? Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;” (Isaías 40:21 - 22)

 

Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento.

(Isaías 40:28)

 

Sobre a terra e as suas maravilhas:

 

Do alto de tua morada, regas os montes; a terra farta-se do fruto de tuas obras.

Fazes crescer a relva para os animais e as plantas, para o serviço do homem, de sorte que da terra tire o seu pão,o vinho, que alegra o coração do homem, o azeite, que lhe dá brilho ao rosto, e o alimento, que lhe sustém as forças. Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas. Eis o mar vasto, imenso, no qual se movem seres sem conta, animais pequenos e grandes.” (Salmo 104:13 -15, 24 – 25)



Sobre os céus:



Inclina, Jó, os ouvidos a isto, pára e considera as maravilhas de Deus. Porventura, sabes tu como Deus as opera e como faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem? Tens tu notícia do equilíbrio das nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento?” (Jó 37:14 – 16)



Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion? Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos?” (Jó 38:31 – 32)



Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez. Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.” (Génesis 1:14 – 16)



Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.” (Salmo 19:1)



O Sumário Divino:



O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.” (Atos 17:24 - 28)



Certamente ninguém pode ler estas belas palavras da Escritura, sem ficar impressionado com a sua majestosa simplicidade. São ao mesmo tempo abrangentes e profundas. Há instrução e conforto para o homem comum da rua, e é suficiente para o homem educado do século XXI . A Unidade das coisas é explicada: tudo vem de um só Deus. Uma sabedoria permeia tudo. Um poder sustém os céus, contém os poderosos mares, é a fonte de toda a vida, está por trás do poder do átomo e os
instintos dos seres vivos, e pinta as asas da borboleta e o céu poente. O infinitamente grande e o infinitamente pequeno são igualmente o trabalho do Seu poder criativo e se encontram dentro do âmbito do Seu controle.


E o melhor ainda está para vir! A Criação não é um fim em si mesma. Há mais para vir. Glória maior do que jamais se viu encherá este planeta. O propósito de Deus tem um esplendor e uma promessa guardados que todos nós podemos compartilhar. Na verdade, é este propósito e nossa participação nele que nos propomos a analisar nas páginas que se seguem.

 

(The Christadelphians, What they Believe and Preach por Harry Tennant, tradução para português: S.Mestre)

O QUE DEUS PROMETEU

S. Mestre, 26.07.10

Há muitas promessas importantes na Bíblia e no presente artigo, pretendemos apenas examinar algumas delas.

Mas primeiro devemos lembrar que existem dois tipos de promessas: condicionais e incondicionais.


Condições?

Uma mãe pode dizer ao seu pequeno filho Tommy, se comeres o repolho, depois podes comer sorvete. Isto é uma promessa condicional dependente se Tommy come o repolho ou não.

Por outro lado a mãe, poderia dizer: “Tommy, como está um bom dia iremos nadar esta tarde.” Esta é uma promessa incondicional e expressa uma firme intenção de ir nadar.

Esta distinção pode nem sempre ser tão simples como parece, mas é uma distinção útil e, na Bíblia, vemos que Deus faz tanto promessas condicionais como incondicionais.

Vejamos duas passagens chave do Novo Testamento, que falam das promessas de Deus.

...Pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude,
pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo
” (2 Pedro 1:3-4).



Observe que as promessas são descritas em termos superlativos – elas são "mui grandes e preciosas” e para além disso, elas prometem a vida eterna – participação “da natureza divina” – como o oposto da nossa natureza natural mortal que está sujeita à morte eterna.

Tudo Através de Jesus

A segunda passagem do Novo Testamento que queremos ver é esta:

Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele(Jesus) o sim” (2 Coríntios 1:20).


A linguagem pode parecer-nos um pouco estranha, mas o significado é muito claro – todas as promessas de Deus encontram a sua realização através de Jesus. O que significa que as promessas de Deus para as pessoas como Adão e Eva, Noé, Abraão e David são cumpridas em Jesus. Isto requer um pouco de cuidadosa investigação, se você não está familiarizado com as promessas, então vamos conhecê-las uma a uma.

A Adão & Eva

A primeira das grandes promessas de Deus é incondicional e aparece muito cedo na Bíblia - na verdade, em Génesis capítulo 3, versículo 15. Aqui está ela, dita à serpente:

Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.


Estas palavras foram cumpridas em Jesus que era em uma maneira muito especial o descendente de uma mulher (Maria), mas não tinha pai humano. Ele receberia um ferimento não-fatal (uma ferida no calcanhar não é fatal), mas que, por sua vez desferiria um golpe fatal para a descendência da serpente (representando o pecado e tudo que se opõe a Deus). O Senhor Jesus, o filho da mulher, de facto recebeu ferimentos e foi cruelmente morto, mas os seus ferimentos não foram fatais. Pois Deus ressuscitou-o dos mortos ao terceiro dia para a vida eterna.

Através de Jesus (o único o homem sem pecado), o poder do pecado e toda a oposição a Deus foram quebrados (feridos) e a Seu tempo Deus toda a oposição a Deus e Jesus será completamente eliminada. Se pensarmos nisso, é uma maravilhosa promessa de esperança, para o homem e mulher que timha, pecaram e ficaram(E que por sua vez, todos nós)  sujeitos à fadiga e morte e ainda assim no início das Escrituras há essa garantia absoluta de que o poder do pecado e da morte seria completamente quebrado.

A Noé

Um pouco mais adiante, no relato Bíblico chegamos à seguinte promessa:

Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Génesis 8:21,22).


Nesta passagem, lemos que, após o grande dilúvio, Deus prometeu que  jamais voltará a usar  um diluvio como castigo. Esta é outra promessa incondicional que a grande Terra continuará habitável - e é um grande conforto para nós de vez em quando quando os cientistas fazem previsões de grandes catástrofes naturais que virão sobre a terra.

A Abraão

Talvez a mais importante de todas as promessas de Deus foi aquela feita a Abraão (mais tarde confirmada ao seu filho Isaque e ao seu neto Jacó). Por favor, leia Génesis capítulo 12 versículos 1-4. Deus fez esta promessa com a condição de que Abraão (1) deixasse a terra do seu nascimento (2) o seu povo e (3) a sua própria família. Abraão fez todas essas coisas primeiro ao sair de Ur dos Caldeus, depois deixou o seu pai e o seu próprio povo (em Harã, Síria) e, finalmente, a sua família (o seu sobrinho Ló).

Devido a isso os componentes da promessa serão certamente cumpridos. Deus prometeu que  os descendentes de Abraão se tornaria uma grande nação e isso se cumpriu, pois as nações Judaica e Árabes são todos descendentes de Abraão. Deus também prometeu que todos os povos sobre a terra seriam abençoados através de Abraão. Isto já se cumpriu? Já!

Jesus é um descendente de Abraão e através de Jesus podemos receber o perdão dos pecados e a esperança segura da vida eterna. É por isso que o primeiro versículo do Novo Testamento começa com a afirmação: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão” (Mateus 1:1).

A David

Esse versículo menciona o rei David, bem como Abraão. David foi rei em Jerusalém, cerca de 1000 a.C. e foi um servo fiel de Deus. Em 2 Samuel capítulo 7 versículos 12-16, temos o registo de uma grande promessa feita por Deus a David, acerca de um descendente  que iria reinar como rei para sempre no o trono de David, que estava, naturalmente, em Jerusalém.

O referido é descendente não é outro senão o Senhor Jesus Cristo. Isso fica claro nas palavras faladas a Maria (em Lucas capítulo 1 versículos 30-33). O anjo disse-lhe que o seu filho seria grande e que Deus:

Lhe dará o trono de David, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim.


Esta promessa ainda não foi cumprida mas Jesus ressuscitou dos mortos e é o rei ungido de Deus. No devido tempo (e nós acreditamos que será em breve dentro em breve), ele retornará do céu para governar toda a terra desde Jerusalém, assim como Deus prometeu.

Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele(Jesus) o sim” (2 Coríntios 1:20).


Estas são as coisas que Deus prometeu e em Sua graça Deus oferece a cada um de nós partilhar das Suas promessas e da vida eterna no Seu reino – em  e através de Jesus.
Jesus.

David Godfrey

 

(Article: What God Has Promised, Glad Tidings 1509, pag. 15-17)

Tradução: S. Mestre

LÓ VAI PARA SODOMA

S. Mestre, 24.07.10

 

Abraão e o seu sobrinho Ló e as suas respectivas famílias e servos tinham viajado desde de Ur dos Caldeus para a terra de Canaã, por ordem de Deus. Encontrar pastagens para os seus rebanhos e manadas não era fácil, assim que decidiram cada um ir para o seu lado, e isso trouxe Ló a um ambiente difícil, como Dudley Fifield agora explica.

 

(1) O próprio nome de Sodoma passou para o idioma Português como sinónimo de infâmia e maldade humana. Como Ló veio a habitar nesta cidade ensina-nos como devemos viver as nossas vidas. Em Génesis capítulo 13, lemos sobre o conflito entre os pastores de Ló e os pastores de Abraão. Encontrar  pastagem suficiente estava a criar tensões insuportáveis, por isso Abraão

gentilmente permitiu que Ló fizesse a escolha quanto ao local onde os seus rebanhos iriam

pastar. Isto é o que nos é dito:

 

E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro”                       (Génesis 13:10,11).

 

(2) O nome Ló significa “um véu”. Alguns  descreveram-no como “o homem com um véu sobre o rosto”. Observe a ênfase; é um jogo com o significado do seu

nome. Ele levantou os olhos e olhou – mas a sua percepção espiritual estava nublada. Viu só as vantagens imediatas da bem regada campina do Jordão. Ele não foi perspicaz o suficiente para ver os perigos de viver na proximidade de tais “poços de iniquidade” como Sodoma e Gomorra. No início, somos informados, que ele “habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma” (13:12), mas quando os acontecimentos que precederam a destruição das cidades são registrados, nós vemos que Ló não só havia se mudado para Sodoma, mas que ele realmente "estava sentado à porta de Sodoma" (Génesis 19:1). Isso significa que ele tornou-se um juiz ou um governante da cidade, pois eram as pessoas que se sentavam na porta da entrada para tomarem decisões sobre os assuntos referentes à mesma.

 

(3) Dois anjos visitaram Abraão para dizer-lhe que Deus iria destruir as duas cidades de Sodoma e Gomorra por causa de sua maldade e Abraão insistiu com eles na esperança de que eles poderiam poupar Ló e a sua família (Génesis 18:23-33). Conhecendo a justiça de Deus, perguntou-lhes: “Destruirás também o justo com o ímpio?” (18:23) e, em seguida, ele tentou negociar com eles. Talvez, disse ele, houvesse cinquenta justos ali. O anjo lhe assegurou que, se fosse esse o caso então a cidade seria poupada. Abraão persistiu e confessou que, se houvesse 45, ou 40, ou 30, ou 20 ou mesmo 10 justos entre os habitantes de Sodoma, a cidade seria poupada. Foi-lhe dada a garantia de que por 10 pessoas tementes a Deus a cidade seria poupada.

 

Isto é uma visão notável da misericórdia de Deus, que Ele não destruiria a cidade, se dez justos se encontrassem lá, mas que Ele sofreria então a maldade da maioria. Isto fala-nos volumes sobre a tolerância de Deus em face da iniquidade do mundo em que nós vivemos. Sem essa graça e misericórdia a humanidade teria sido apagada da face da terra à gerações atrás. Na verdade, a realidade é que Deus sempre salva os justos, pois o “justo Ló" (2 Pedro 2:7) foi salvo quando as duas cidades foram destruídas.

 

Destruição!

 

(4) Os terríveis acontecimentos que ocorreram em Sodoma está registado em Génesis capítulo 19, versículos 1-29. Podemos nos perguntar se a visita dos dois anjos foi o teste final. Se os homens daquela cidade se tivessem comportado de maneira diferente, Deus a teria destruído? Mas não havia remédio e assim tomando Ló, a sua esposa e as suas duas filhas, o anjo conduziu-os para fora da cidade. (Veja os versículos 16-22 para um outro exemplo da compaixão e condescendência de Deus.) O capítulo diz-nos que a mulher de Ló

olhou para trás e foi transformada numa estátua de sal (versículos 17 e 26). O versículo 17 deixa claro que “olhar para trás” não significa um olhar inquisitivo sobre o ombro. Eles haviam sido alertados para virar as costas a Sodoma e a tudo o que estava associado com essa cidade, ou eles morreriam com ela. Parece que a mulher de Ló tinha deixado o seu coração em Sodoma. Ela amava esse lugar; era onde ela pertencia e, por fim, ela  ficou para trás e olhou para a cidade cheia de saudades.

 

(5) O registo diz que ela foi transformado num pilar de sal. Tem-se observado que na área do Mar Morto, há muitos pilares de sal, alguns tão altos como 12 metros. O destino dela era ser engolida no cataclismo que afetou as cidades da planície. Ela ficou literalmente enterrada num “Pilar de sal” que posteriormente manteve-se como monumento à sua incredulidade.

 

Talvez, porém, ela tivesse feito mais do que olhar para trás com saudade do que tinha deixado para trás. Em Lucas 17, o Senhor Jesus refere-se à destruição de Sodoma e compara esse evento às circunstâncias que prevalecerão na terra por altura da seu segundo vinda:

 

Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar” (v. 28-30)

 

É impressionante que, nos dias de Noé (versículos 26 e 27), não foi a grande imoralidade das pessoas que foi enfatizada, mas sim a sua obsessão com as coisas da vida quotidiana. Essas são as coisas que em si são perfeitamente legítimas, mas, uma vez que Deus é negligenciado, buscando essas coisas leva a toda sorte de más ações (ver Ezequiel 16:49,50).

 

(6) Este aviso sobre os dias da segunda vinda do Senhor nos dá outra visão sobre o destino da esposa de Ló. Pois Jesus disse o seguinte:

 

Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em casa, não desça a tomá-las; e, da mesma sorte, o que estiver no campo não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lucas 17:31,32).

 

A implicação é clara. Ela não somente olhou para trás, ela voltou mesmo para trás e morreu com o ímpios daquele lugar. Os incidentes ficam portanto, como um aviso para nós na presente geração de como devemos nos comportar se somos paras escapar dos julgamentos de Deus, quando Ele enviar o Senhor Jesus Cristo de volta à Terra.

 

Outra Lição

 

(7) Podemos, no entanto, aprender um pouco mais a partir do exemplo de Ló. Na sua Segunda Epístola, o apóstolo Pedro descreve a vida à qual são chamados os crentes no Senhor Jesus Cristo (1:4-7).

 

Incentivar os crentes a viver vidas como a de Cristo, ele diz:

 

Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados”           (2 Pedro 1:8-9).

 

Então seriam como Ló – o homem com o véu sobre os olhos!

 

O capítulo 2 da carta passa a falar especificamente de Ló. Ele descreve como Deus finalmente tomou ação na época de Noé, e depois ele diz o seguinte sobre a destruição de Sodoma:

 

E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente; E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis(Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas);” (2 Pedro 2:6-8).

 

Note que “todos os dias” Ló afligia a sua alma com as obras injustas daqueles. Poderíamos dizer não há nenhuma sugestão disto no registo de Génesis, mas as palavras dos Sodomitas em Génesis capítulo 19 são testemunho do que Pedro escreveu. Eles disseram: “Como estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e quereria ser juiz em tudo?”(19:9).

 

Porquê, diziam, ele é apenas um estrangeiro (ou seja, um residente temporário).  Ele não é um de nós, mas ele está sempre a criticar o nosso modo de vida.

 

(8) As palavras de Pedro criam uma imagem da atitude dos homens justos e mulheres para a maldade humana que poderíamos não ter considerado. Então, Ló, sua esposa, os habitantes de Sodoma e os acontecimentos em que foram envolvidos falam-nos tanto da bondade como da severidade de Deus (Romanos 11:22). Eles advertem-nos da necessidade de odiar a maldade em todos as suas formas, e afastar-nos dela, se quisermos ser achados dignos de herdar a vida eterna no Reino de Deus.


Dudley Fifield

Tradução: S. Mestre

(Article: Lot goes to Sodom, Glad Tidings 1508, pag. 12-14)