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BOAS NOVAS DO REINO DE DEUS

Artigos e estudos Bíblicos

BOAS NOVAS DO REINO DE DEUS

Artigos e estudos Bíblicos

AS TRANSFUSÕES DE SANGUE VIOLAM O ENSINO DA BÍBLIA?

S. Mestre, 06.03.12

AS TRANSFUSÕES DE SANGUE VIOLAM O ENSINO DA BÍBLIA?

De todos os assuntos o que mais traz as Testemunhas de Jeová à atenção do público é a sua recusa em aceitar transfusões de sangue. É comum aparecer logo nas notícias quando uma Testemunha morre por recusar uma transfusão de sangue.

PAI É “FORÇADO” A VIVER

Reporter: Mike Miller

NOVA IORQUE: Uma Testemunha de Jeová está recuperando no hospital depois de ter sido forçado a aceitar uma transfusão de sangue para que os seus cinco filhos tenham um pai.
Numa decisão singular um juiz disse que o direito à morte de Joe Davis vinha em segundo lugar em relação ao direito dos filhos terem um pai.
Jose de 41 anos ficou gravemente ferido em um acidente de carro. Os médicos tiveram que lhe amputar a perna esquerda abaixo da anca e ele perdeu entre 75 a 80 por cento do seu sangue.
No entanto devido às suas convicções religiosas ele recusou aceitar uma transfusão de sangue, sentenciando-se assim à morte.


Custódia

Mas numa reunião de tribunal de emergência em Chicago, o juiz de Ilinois, Walter Dahl ordenou que ele recebesse as transfusões e o colocou sob custódia do tribunal.
“Quando uma pessoa pode manter estas convicções face à morte certa, merece o nosso respeito. Mas ele trouxe cinco filhos ao mundo. O seu dever anula o seu direito de morrer”, disse o juiz.
A mulher de Joe, Elaine, ficou também gravemente ferida no acidente e morreu de suas lesões depois de recusar uma transfusão.
Os filhos têm, 2, 10, 16 e 17 anos.



(Fonte: The News, Terça-feira, 16 de Março de 1982)

Tais sacrifícios podem ser muito nobres – se fosse verdade que Deus requer que arrisquemos nossas vidas e dos nossos filhos ao recusar transfusões de sangue. Mas ele requer isso?

UMA QUESTÃO RELIGIOSA

A Sociedade Torre de Vigia publicou um livro chamado “Jehovah’s Witnesses and the Question of Blood(As Testemunhas de Jeová e a Questão do Sangue)”. Este livro define a base para a atitude deles perante transfusões de sangue.

Na página 5 do livro a sua base para recusar transfusões de sangue é claramente apresentada:

“A posição tomada pelas Testemunhas de Jeová é acima de tudo religiosa. É uma posição baseada no que a Bíblia diz!” (ênfase deles).

A pesar desta afirmação de apoio Bíblico só sete referências Bíblicas são apresentadas no livro de 61 páginas, e todas elas ocorrem nas primeiras 12 páginas.

Assim como em outra publicação sobre o assunto (Blood, Medicine and the Law of God(Sangue, Medicina e a Lei de Deus)) a maior parte destes livros é preenchida com citações seletivas de publicações médicas. As citações escolhidas são aquelas que lidam somente com complicações e problemas que surgem de transfusões de sangue para apresentar a pior imagem possível desse procedimento. Eles ignoram as miríades de ártigos registando as vidas salvas e os benefícios das transfusões de sangue.

INEXATIDÃO MÉDICA

Um engano significante ocorre em todos os livros deles que fazer com que alguém que pense por si mesmo se pergunte porque tantos aceitam este ensino. O engano está na sua definição de transfusão de sangue:

“Uma transfusão de sangue é a transferência de sangue das veias ou artérias de uma pessoa para outra pessoa. Como a alimentação intravenosa, é uma alimentação de sangue e um procedimento em desacordo com as Escrituras.” (Make Sure of All Things(Certificai-vos de Todas as Coisas), p. 47).

“O fato é que isso provê uma alimentação ao corpo para suster a vida” (Blood, Medicine and the Law of God(Sangue, Medicina e a Lei de Deus), p. 14)

O leitor confira as referências médicas. As transfusões de sangue não são tomadas das artérias mas somente das veias. Pois esse é o sangue que já depositou oxigénio e nutrientes e está retornando ao coração. O propósito da transfusão de sangue não é alimentar o paciente mas substituir o volume de sangue perdido. O sangue funciona como um transporte para o oxigénio e não da própria comida. Considere as seguintes citações:

“O sangue bombeado a partir do ventrículo esquerdo (do coração) é conduzido pela aorta e suas ramificações (artérias) para todo o corpo transportando oxigénio e material nutritivo a todo o tecido e célula. Depois de fornecer o oxigénio e nutrientes, o dióxido de carbono é retornado pelas veias à aurícula/átrio direito do coração. (Foundations of Anatomy and Physiology(Fundamentos de Anatomia e Fisiologia), p. 139).
“Transfusão de sangue é a introdução de sangue completo ou plasma em uma veia” (Balier’s Nurses Dictionary(Dicionário de Balier para Enfermeiros)

Note que o paciente não recebe sangue na artéria (que leva o sangue do coração para o corpo) mas na veia. Daí qualquer noção de alimentação está incorreta.

Note ainda:

“É usada para suprir o volume de sangue ou para introduzir constituintes, como fatores de coagulação ou anticorpos que estão em falta no paciente” (Balier’s Nurses Dictionary(Dicionário de Balier para Enfermeiros), p. 329).

Assim, as transfusões de sangue são usadas para restabelecer o volume de sangue, que é depois usado pelo corpo como transporte para os seus próprios nutrientes. De fato este processo de reabastecimento não acontece senão depois de cerca de 24 horas depois da transfusão.

As transfusões de sangues vêm da veia do dador para a veia do paciente e não pode ser dito que este “se alimenta de sangue”.

O engano ocorre ao confundir transfusões com alimentação intravenosa. Um processo semelhante mas totalmente diferente em princípio, e feito por razões totalmente diferentes.

Se o leitor ver que uma transfusão de sangue não é “alimentar-se” como afirmam as Testemunhas, um dos pontos base para o apoio da doutrina deles é derrubado. Agora iremos examinar os argumentos Bíblicos.

AS TRANSFUSÕES DE SANGUE VIOLAM O ENSINO BÍBLICO?

O leitor rapidamente se aperceberá da importância com que as Testemunhas tentam promover o seu conceito de que as transfusões são “alimentar-se de sangue” quando se olha para as citações avançadas como apoio Bíblico. As quatro citações principais são as seguintes:

Gén. 9:3,4 – “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.”
Lev. 17:10 – “Qualquer homem da casa de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que comer algum sangue, contra ele me voltarei e o eliminarei do seu povo.”
1 Sam. 14:31-35 – “Não pequeis contra o SENHOR, comendo com sangue.”
Atos 15:20-29 – “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados.”

Será que alguém realmente acredita que Deus estava falando de um procedimento que só surgiu no século XX? Note que todas as citações se referem a comer animais com sangue ou beber sangue de animais, como os pagãos tinham a inclinação de fazer. Não existe qualquer referência a sangue humano.

No código sacrificial da Lei de Moisés, Deus deu um significado para o sangue de animais (Lev. 17:10-11). O sangue deveria ser eliminado quer por aspersão ou derramado. Com isto Deus estava ensinando a necessidade de uma vida ser dada para “expiação pelos pecados”. O sangue primariamente apontava para Jesus Cristo que daria a sua vida pelos pecados da humanidade (Heb. 9:11-15).

Deus também estabeleceu uma lei sobre a gordura dos animais porque a gordura tinham um significado religioso também – “gordura nenhuma nem sangue jamais comereis” (Lev. 3:17).

Porque as Testemunhas não têm igualmente leis restringindo o consumo de gordura? Claramente este uso indiscriminado de uma passagem da lei sacrificial de Israel para apoiar a sua posição mostra uma inconsistência flagrante como também uma aplicação errada de “comer sangue”.

O judeus têm tentado obedecer à letra a Lei de Moisés só comento “comida kosher” (carne completamente sem sangue). No entanto vemos que a maioria das Testemunhas de Jeová não têm problemas em comprar carne no talho/açougue, onde a carne muita dela pode não estar devidamente drenada de sangue como requeria a lei, e isto porque eles aplicam maioritariamente essas leis ao sangue humano devido às transfusões.

A LEI DE DEUS DADA A NOÉ

Em Génesis 9:3-4 encontramos a citação onde as Testemunhas baseiam a sua teoria:

“Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento… carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis”.

No seu livro Blood, Medicine and the Law of God(Sangue, Medicina e a Lei de Deus) eles fazem o seguinte comentário:

“A lei que Deus deu a Noé tornou ilegal o consumo de sangue, ou seja o seu uso como alimento ou para sustentar a vida. Já que isso é errado no caso de sangue de animais, é ainda mais repreensível no caso de sangue humano”.

“Esta lei não se originou na Lei de Moisés, só foi repetida e enfatizada lá. A proibição de sangue não era somente uma lei sobre a dieta dos judeus – é aplicável a toda a humanidade que é descendente de Noé” (p. 6-7).

“Ao comer sangue contido na carne de um animal que morria por si só dava lugar a culpa”

Isto levanta duas questões que necessitam resposta:

1. O fato de que a lei estava em força antes da Lei de Moisés torna-a compulsória para todos os descendentes de Noé?

Resposta: Não! A circuncisão também foi dada antes da Lei de Moisés e não estava vigente sobre as outras nações. Uma situação semelhante existia na distinção entre carne pura e impura praticada por Noé. De fato quando surgiu a questão do que os judeus deveriam fazer com um animal que não tinha sido sangrado, Deus disse:

“Não comereis nenhum animal que morreu por si [daí, com sangue]. Podereis dá-lo ao estrangeiro que está dentro da tua cidade, para que o coma, ou vendê-lo ao estranho” (Deut. 14:21)
Com isto notamos que a proibição dada a Noé estava limitada a Israel. Isto era assim devido à necessidade de respeitar o sangue em relação ao seu código sacrificial.

2. A Lei está em vigor hoje para os crentes?

Resposta: Temos certeza que até as Testemunhas concordam que a Lei de Moisés e a lei da circuncisão não estão em vigor para os crentes de hoje. Porque eles persistem em um elemento da Lei relativa ao sangue?

“Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência” (Paulo em 1 Coríntios 10:25).

Isto claramente mostra que com o cumprimento da Lei de Moisés em Cristo Jesus o código sacrificial que lhe estava associado não era mais necessário. Para qualquer Testemunha se agarrar às antigas leis em face de tão claro testemunho é negar as palavras de Paulo. Se os Cristãos podem comer qualquer carne (até com sangue) eles podem aceitar transfusões de sangue com igual liberdade de consciência.

ATOS 15:20-28

A outra citação restante que é usada pelas Testemunhas e que precisa ser comentada é esta:

“Pareceu bem ao espírito santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados…”.
O comentário da Sociedade Torre de Vigia é o seguinte:

“Isto é um mandamento para se abster do sangue, que não era somente uma restrição relativa à dieta, mas um requerimento moral importante.” (Jehovah’s Witnesses and the Question of Blood(As Testemunhas de Jeová e a Questão do Sangue), p.12).

A confusão surge da palavra “essenciais”. Isto afinal eram mandamentos ou recomendações? Que estas restrições sobre dieta não eram assunto de salvação se torna óbvio quando consideramos as palavras de Paulo nas seguintes passagens:

Carne oferecida a ídolos:

“No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus” (1 Cor. 8:4).

“Não é a comida que nos recomendará a deus, pois nada perderemos, se não comermos, e nada ganharemos, se comermos” (1 Cor. 8:8).

Sangue e carne de animais sufocados:

“Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência” (Paulo em 1 Coríntios 10:25).

Claramente Paulo ensinou que os crentes não eram aferrados pela “carne oferecida a ídolos” ou por essa carne com sangue. A razão para a recomendação em Atos 15:28 era a natureza sensível da relação entre judeus e gentios que foram unidos pelo Evangelho de Cristo. Os judeus trouxeram com eles os seus hábitos e tradições alimentares e ficavam ofendidos com o hábito dos gentios de comerem qualquer carne, mesmo com sangue.

Assim como era errado aos judeus exigir aos gentios que guardassem a Lei de Moisés (Atos 15:5 – comparar com o versículo 24) assim também era errado os gentios causarem escândalo aos seus irmãos judaicos ao comerem carne com sangue na sua presença, sem respeito pelos seus hábitos antigos. Paulo escreveu assim sobre este tema:

“E, por isso, se a comida serve de escândalo a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que não venha a escandalizá-lo” (1 Cor. 8:13).

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam” (1 Cor. 10:23).

Isto coloca em perspetiva a passagem em Atos 15:28 . Não era um mandamento para todos ou para sempre, era meramente uma recomendação para que os gentios convertidos a Cristo se refreassem de causar ofensa desnecessária. Note a razão que acompanhou a recomendação:

“Moisés tem, em cada cidade, desde tempos antigos, os que o pregam” (Atos 15:21).

Era necessário exercitar discrição para evitar ofender os irmãos judeus. Nos nossos tempos não temos esse problema e a “necessidade” não mais se aplica. Era uma recomendação para aquela época em especial quando os judeus e gentios juntos aceitaram Jesus.

Você notará que o argumento é sobre assuntos de alimentação – não transfusões de sangue!

AS TESTEMUNHAS SE CONTRADIZEM

Embora estando prontos para morrer ao evitar transfusões de sangue, as Testemunhas prontamente aceitam vacinas:

“Vacinas ou inoculações não é alimentar-se de sangue” (Make Sure of All Things(Certificai-vos de Todas as Coisas), p.48).

No entanto o ponto de vista deles sobre sangue é bem claro:

“Com vista nos avanços constantes no campo da pesquisa médica, constantemente aparecem novos tratamentos envolvendo o uso de sangue e os seus componentes. Mas qualquer seja o método de transferir o sangue ou substâncias sanguíneas para o corpo – a lei de Deus permanece a mesma” (Blood, Medicine and the Law of God(Sangue, Medicina e a Lei de Deus), p. 14).

As vacinas e inoculações claramente se enquadram na categoria de “sangue e seus componentes”. Considere a definição providenciada pela Enciclopédia Britânica sobre a derivação de vacinas:

“O tratamento do tétano emprega um soro antitóxico (preferivelmente de origem humana – para uso em grande escala é preparado a partir de sangue de cavalos e vacas que foram inoculados com toxoide tetânico e neurotoxina e ficaram imunes.

“Imunoglobulinas séricas são uma parte relativamente pequena do plasma que contém anticorpos ou substâncias químicas que ajudam a combater as doenças…” (Vol 3. Pp. 809, 885-886).

As Testemunhas estão claramente em discrepâncias com as suas próprias doutrinas. As vacinas para sarampo são feitas a partir de sangue humano, e no entanto eles aceitam estas e negam transfusões de sangue.

Talvez a razão para esta notória contradição seja que as vacinas são obrigatórias para viajar para outros países e se eles rigidamente e honestamente aplicassem o seu ponto de vista sobre o sangue às vacinas, os missionários não poderiam viajar. Por esta razão uma exceção é feita e assim contradizem-se a si mesmos.

O CÚMULO DO ABSURDO

As Testemunhas têm ido até ao extremo do ridículo para justificarem a sua posição impopular sobre transfusões de sangue. Considere este torcer das Escrituras:

“Temos que amar Deus com todo o nosso coração e com toda a nossa alma e com toda a nossa mente”(Mateus 22:37). O que envolve amar Deus com toda a nossa alma? Lembre-se que na Sua declaração depois do Dilúvio, na lei dada a Noé, Deus igualou a alma com o sangue dizendo, “Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer”. Não podemos drenar parte do nosso sangue, que representa a nossa vida e ainda assim amar Deus com toda a nossa alma porque tomamos parte da nossa alma – nosso sangue e o demos a alguém” (Blood, Medicine and the Law of God(Sangue, Medicina e a Lei de Deus), p. 18).

Quão incrível não! O nosso amor por Deus nasce do sangue literal, ou do nosso intelecto e emoções?

O que acontece a uma pessoa que perde muito sangue num acidente? A sua capacidade de amar Deus vê-se reduzida? Se a lógica acima apresentada é verdade então a capacidade de amar Deus é aumentada ou diminuída em proporção com o nosso volume de sangue. Certamente então os pacientes que recebem transfusões de sangue estão sendo ajudados a amar Deus de um modo mais profundo?

Deixamos isto aos leitores para que julguem por si mesmos este raciocínio.

PARA SALVAR VIDAS – NÃO PARA DESTRUÍ-LAS

Em todas a leis dadas por Deus a Israel havia sabedoria benéfica. A distinção entre carnes impuras e puras, circuncisão, abluções e o tratamento de leprosos ilustram que as leis de Deus foram feitas para a boa saúde da nação (em um tempo em que a higiene era deficiente). As leis de Deus são sempre benéficas e sugerir que Deus daria uma lei que fizessem com que as pessoas morressem quando existe métodos para ajudá-las é negar a Sua sabedoria e a consistências das Suas leis.

Não somente as Testemunhas de Jeová deturpam os fatos médicos do caso como também impiedosamente aplicam para fim indevido as Escrituras para apoiarem a sua doutrina preconcebida. De fato todas aquelas Testemunhas de Jeová que comem carne vermelha, comem mais sangue em um ano do que o sangue que eles obteriam em uma transfusão.

(Testemunhas de Jeová - uma Análise Bíblica e Histórica, Secção 5)

Tradução: S. Mestre

AS TRANSFUSÕES DE SANGUE E A BÍBLIA - NÃO ESTÃO EM CONFLITO

S. Mestre, 25.02.12

TRANSFUSÕES DE SANGUE E A BÍBLIA

As Transfusões de Sangue são erradas? Alguns dizem que são contra a Bíblia, contra Deus. Mas se as Transfusões de Sangue não são contra Deus, então muitas pessoas estão sofrendo de coração partido e infelicidade sem razão, particularmente quando os seus mais queridos estão em perigo por falta de sangue. Devemos examinar este assunto com cuidado.

ONDE PODEMOS ENCONTRAR PROVAS?


Quem ler os textos da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados fica pasmo com a falta de provas Bíblicas apresentadas para apoiar os argumentos sobre Transfusões de Sangue. São citadas vezes sem conta autoridades médicas e outras para colmatar a falta de base Bíblica. Considerando que as Transfusões de Sangue são um puramente um procedimento médico moderno, como qualquer outra operação que envolva a transferência de matéria viva de um corpo para outro ou parte de um corpo para outro, talvez não devemos ficar surpreendidos. Era impossível realizar tais intervenções até bem pouco tempo atrás.
Por outro lado Deus previu eventos do tempo presente; estes tempos de medo, estes tempos quando a promessa da vinda de Jesus é ridicularizada (Lucas 21:26; 2 Pedro 3:3-4). Mas ele não mencionou o procedimento das Transfusões de Sangue nem qualquer outros tratamentos médicos mencionados acima. Concluímos então que Deus não está especialmente interessado do ponto de vista religioso em Transfusões de Sangue. O Facto de poderem existir argumentos médicos contra as Transfusões de Sangue, é completamente irrelevante para o tema religioso. No entanto na brochura “Sangue, Medicina e a Lei de Deus” publicado em 1961 pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, o autor preenche pelo menos 36 páginas de um total de 62 lidando com fatores médicos (isso é 58% da brochura) e inclui mais de oitenta referências e citações a autores médicos. Tal proporção parece completamente errada, mas ilustra a escassez de evidência Bíblica sobre o assunto.

TRANSFUSÕES DE SANGUE É COMER SANGUE?

O que tem a Bíblia a dizer, isso é se tem, que esteja remotamente relacionado com as Transfusões de Sangue? A relação apontada, e tudo gira em torno deste relacionamento fraco, é que receber Transfusões de Sangue é equivalente a comer sangue. O comer sangue, é, claro, referido na Bíblia de uma maneira que restringia o seu uso por certo povo. Veremos estas restrições mais tarde. Por agora, perguntamos se as Transfusões de Sangue são o mesmo que comer sangue. A resposta obviamente é, não. Os efeitos de comer sangue, ou bebê-lo, seriam completamente diferentes dos efeitos ou potenciais efeitos de receber uma Transfusão de Sangue. As duas coisas são dois processos diferentes. Um transplante de rim é o mesmo que comer o rim de um companheiro humano? Claro que não! Os efeitos de inserir diretamente algo no corpo é inteiramente diferente da inserção por via do sistema digestivo.

Os efeitos de uma Transfusão de Sangue no recetor não só são diferentes dos efeitos de comer algo, mas o efeito de ambos dos casos no sangue também são diferentes. Receber o sangue através da boca significa destruir a vida no sangue; enquanto que uma Transfusão de Sangue não mata a vida no sangue que é transferido, mas incorpora-a no sangue que já lá está.

Num artigo sobre o sangue, a revista Sentinela de 1 de Dezembro de 1967 argumenta fastidiosamente que receber uma transfusão é “alimentar-se”, porque depois de longo tempo eventualmente o sangue acaba como veículo para o oxigénio e elementos do que se come, e é ele próprio desmantelado e reusado pelo corpo.

“Bem, pelos anos durante os quais o corpo se renova em novo corpo, este sangue veicular é usado ou consumido pelo corpo do paciente, o mesmo acontece com qualquer outro transplante de órgão. De que maneira, então, este desenrolar de coisas difere essencialmente de alimentar-se do sangue recebido pela transfusão? Os resultados são os mesmos: o corpo do paciente se sustenta da coisa inoculada.” (Traduzido do inglês, pág. 720).

Mas este argumento vai longe de mais. No sentido proposto o corpo de toda a agente continuamente se alimenta de sangue. Reconhecidamente do seu próprio sangue, mas note que a Sociedade não permite distinção entre o seu próprio sangue e o de outros:

“Cristãos maduros… não sentirão se eles tiverem algum do seu sangue armazenado para transfusão, será mais aceitável do que o sangue de outra pessoa.” (Sangue, Medicina…., páginas 14 – 15).
Este ensino leva à notável conclusão que toda a gente deveria remover o seu sangue para prevenir que o corpo se alimentasse dele. Mas Deus colocou o sangue no corpo e obviamente ele permite que se “alimentem” do sangue no sentido do que se está discutindo.

De facto, nenhuma das leis de Deus sobre o sangue usa o termo “alimentar-se,” mas “comer”*. Este processo acontece antes da digestão no estômago. Consumo de comida e o uso para sustentar o corpo segue-se ao processo chamado “comer”. Claramente as Transfusões de Sangue não têm nada que ver com “comer”.

*(Note que em relação ao sangue a Bíblia sempre usa o termo “comer” e “beber” em ver de “alimentar-se”. Em João 6:54,56 a Tradução do Novo Mundo tem uma exceção traduzindo a palavra “come” por “alimenta”, que é uma interpretação e não uma tradução exata.)

Agora consideraremos o ensino Bíblico sobre comer sangue. Houve três ocasiões onde Deus deu mandamentos sobre o assunto.

NOÉ E AS PRIMEIRAS RESTRIÇÕES SOBRE O SANGUE

A primeira lei na Bíblia restringindo comer sangue é dada a Noé (Génesis 9:3-4).

“Todo animal movente que está vivo pode servir-vos de alimento. Como no caso da vegetação verde, deveras vos dou tudo. Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.”

Esta foi a primeira vez que foi permitido comer animais; antes do dilúvio só era permitido comer vegetais. Embora esta nova dieta tenha sido permitida, parece que Deus não se agradava com a matança de suas criaturas. Daí tornou o sangue um símbolo da vida da criatura, e introduziu a restrição proibindo comer sangue.

Esta restrição claramente aplica-se a Noé e seus filhos imediatos, e a implicação do contexto (veja Génesis 9:1-2) é que se aplicaria também aos seus descendentes que encheriam a terra. No entanto, notamos que os animais carnívoros não estavam restringidos de comer sangue de outros animais, mas sim de matar o homem. O homem tornou-se uma parte protegida da criação de Deus (Gén. 9:5-6):

“E, além disso, exigirei de volta vosso sangue das vossas almas. Da mão de cada criatura vivente o exigirei de volta; e da mão do homem, da mão de cada um que é seu irmão exigirei de volta a alma do homem. Quem derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue, pois à imagem de Deus fez ele o homem.”

O homem não poderia ser morto a não ser por castigo por ter morto outro homem. Isto tudo fazia parte da constituição preparada por Deus para a terra depois do dilúvio, para que a sua criação se pudesse multiplicar uma vez mais.

Agora é importante considerar a situação que surgiu mais tarde quando o homem se tinha multiplicado e enchido a terra. Eles construíram a torra de Babel e Deus confundiu a língua deles, e assim foram espalhados pela terra. Sem dúvida a nova constituição tinha cumprido o seu propósito principal e já não era necessária. Alguns dos seus estatutos foram revogados? A resposta é, Sim.

A proteção especial sobre todos os homens foi revogada para os inimigos de Israel. Pelo mandamento de Deus Israel destruiu nações e indivíduos que eram ofensivos perante Deus, por exemplo, as nações de Canaã. Isto era necessário, embora Deus claramente não goste do derramamento de sangue (Compare com 1 Crónicas 22:8). Mas assim como a lei que proibia o derramamento de sangue humano foi revogada por Deus, assim também o foi a lei de comer sangue.
Assim, embora na lei de Moisés a restrição sobre comer sangue tenha sido reafirmada e mais restrições adicionadas, é reconhecido que isto só se aplicava ao povo de Israel. Não estava vigente sobre o resto da humanidade. Isto fica claro lendo Deuteronómio 14:21:

“Não deveis comer nenhum corpo [já] morto. Podes dá-lo ao residente forasteiro que está dentro dos teus portões, e ele tem de comê-lo; ou pode ser vendido a um estrangeiro, porque és um povo santo para Jeová, teu Deus. (O parêntesis aparece na tradução do Novo Mundo).

Este comer de um animal que “morreu por si”, como é traduzido pela Ferreira de Almeida RA, significaria um animal em que o sangue já coagulara, e já não seria possível derramá-lo no solo como devia ser. Assim aos não Israelitas era permitido e até encorajado comprar e comer carne com sangue.

Para além das duas leis já mencionadas, outras que haviam sido dadas a Noé foram revogadas mais tarde. A distinção entre animais limpos e impuros (Génesis 7:2 e 8:20).
Isso foi revogado:

“Sei e estou persuadido no Senhor Jesus que nada é aviltado em si mesmo; somente quando um homem considera algo como aviltado, para ele é aviltado.” (Romanos 14:14. (Compare também Atos 10:10-15; Marcos 7:15, 18-20).

Os sacrifícios de animais, que foram observados por Adão, Noé e Abraão antes da vinda da lei de Moisés, foram revogados (Hebreus 10:11-12). Restrições sobre comida e bebida e também a guarda de dias especiais foram todas revogadas (Col. 2:14-17):
“E apagou o documento manuscrito [que era] contra nós, que consistia em decretos e que estava em oposição a nós; e Ele o tirou do caminho por pregá-lo na estaca de tortura. Desnudando os governos e as autoridades, exibiu-os abertamente em público como vencidos, conduzindo-os por meio dela numa procissão triunfal. Portanto, nenhum homem vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou com respeito a uma festividade ou à observância da lua nova ou dum sábado; pois estas coisas são sombra das coisas vindouras, mas a realidade pertence ao Cristo.”

A Sociedade admite isto em relação ao Sábado, e cita esta passagem. Veja “Coisas em Que É Impossível que Deus minta” (página 295(inglês)). Para serem justos estas passagem também deveria ser aplicada a comida e bebida.

O SANGUE SOB A LEI DE MOISÉS

As principais passagens Bíblicas que proíbem comer sangue encontram-se na lei cerimonial de Moisés. (Veja Lev. 3:17; 17:13-14; Deut. 12:23-25; etc.) Esta lei agora é desnecessária. Em “Sangue, Medicina e a Lei de Deus” na página 6, isto é admitido sem convicção, mas com mais convicção em “Vida Eterna” página 331:

“No dia de Pentecostes do ano 33 E.C. a velha lei da aliança foi removida e a nova aliança inaugurada por Jesus Cristo no céu tomando o seu lugar. (Efésios 2:14,15; Colossenses 2:13,14; Hebreus 10:8-10) Isto significa então, que a proibição contra comer e beber sangue assim como estava na velha lei Moisaica foi removida? Sim!”

Mais uma vez, a revista Sentinela de 1 de Dezembro de 1967 confirma isso na página 717:

“… Deus encravou a lei de Moisés à estaca de morte de Jesus Cristo e aboliu-a. (Col. 2:13,14; Ef. 2:13-15).”

Se este facto foi realmente aceite, é difícil de entender porque praticamente metade da suposta evidência Bíblica sobre Transfusões de Sangue apresentada pelas publicações Torre de Vigia vem da lei cerimonial. Se o uso destas passagens teve a simples intenção de apresentar princípios e o significado da restrição sobre o sangue, só ó último artigo citado dá alguma pista sobre isso. E mesmo aí, é certo que os princípios não foram corretamente deduzidos. O princípio Bíblico é:

“…a vida de toda a carne é o seu sangue” (Lev. 17:14, RA)

A vida, ou alma, é dita estar só no sangue da criatura morta, figuradamente. A criatura pode morrer sem perder o seu sangue, e então onde está a sua vida? A vida não é idêntica ao sangue ou até à parte material do sangue. De forma similar a carne e sangue de Jesus são tornados símbolos da vida eterna, (João 6:53-56); e é nos dito para comer e beber deles, porque carne e sangue estavam envolvidos na provisão da vida eterna. Não é que esta vida eterna residisse realmente na sua carne e sangue. É é nos dito comer deles, e não por comer a verdadeira carne e sangue de Jesus que podemos obter a vida eterna.

Como símbolo da vida, o sangue era usado na lei cerimonial (no altar)para expiação pelas vidas dos homens (Lev. 17:11) e por isso não era para ser comido. Já que o sangue de animais não é nos dias usado dessa forma, a restrição não tem aplicação.

O significado mais abrangente e correto de “nephesh” (= alma, vida) é reconhecido pela Sentinela de 1 de Setembro de 1968, página 250, e com verdade afirma:

“Assim, a Bíblia ensina que a alma é a vida da qual você desfruta. A sua alma é VOCÊ. Quando você vive, você é uma alma vivente. Quando morre, a alma está morta.”

Quando lemos “Sangue, Medicina…” emerge uma história diferente, página 8:

“Não podemos remover de nosso corpo parte desse sangue, que representa a nossa vida, e continuar a amar Deus com toda a nossa alma, porque removemos parte da nossa alma – nossa alma – e a demos a outra pessoa.”

O argumento que aparece aqui não tem cabimento quando comparado com o que Jesus fez. Ele entregou completamente a sua verdadeira vida pelos seus amigos, não somente uma parte do sangue. Não podemos acusá-lo de não amar Deus com toda a sua alma. Mais uma vez, a partir do argumento na brochura, podemos deduzir que, por removermos uma certa quantidade de sangue de uma pessoa e doá-lo a outra, estamos tomando uma parcela da alma de um e dando isso a outro, e essa pessoa que recebeu o sangue agora tem uma alma e mais por exemplo um oitavo de alma. O argumento é claramente ilógico. Não concorda com o ensino da Bíblia, que é que a alma é a pessoa, e não parte dela que possa ser medido.

A ÁGUA DE BELÉM

Outro argumento irrelevante publicado pela Sociedade(veja “Sangue, Medicina e a Lei de Deus” páginas 5-6), é tomado da ocasião em que o rei David recusou beber a água que os seus homens trouxeram de Belém, porque ele disse que havia sido como sangue de suas vidas que eles puseram em perigo (1 Crónicas 11:18-19). Isto é somente outro exemplo de tomando um líquido, neste caso água, para representar a vida de pessoas. Não era obviamente as suas verdadeiras vidas; mas devido ao perigo que incorreram em obtê-la, a água representava as suas vidas. Ao fim ao cabo os homens eram mais importantes para David do que a água, e por isso recusou bebê-la. Notamos que foi água que David recusou beber, e não sangue. Era errado ele beber qualquer outra água? Obviamente que não. Da mesma forma, porque a alguns foi proibido o sangue, não quer dizer que não seja comestível, ou que todos tenham sido proibidos de usá-lo.

REGULAMENTOS DO CONCILIO DE JERUSALÉM

O Concílio de Jerusalém é mais relevante para o caso da proibição de comer sangue para Cristãos, do que a água de Belém. Mas, a Transfusão de Sangue não é o mesmo que comer sangue; por isso nem mesmo este argumento é aplicável. Para mais, veremos que está aberta a muitas dúvidas, nos dias de hoje, a decisão desse Concílio proíbe tomar sangue, mesmo pela boca.

O relatório do Concílio de Jerusalém está registado para nós em Atos capítulo 15, e a decisão relevante era a seguinte:

“Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de persistirdes em abster-vos de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação.” (Atos 15:28-29)

Vejamos, esta decisão do Espírito Santo e dos Apóstolos foi tinha originalmente a intenção de ser aplicada aos gentios das Igrejas da Antioquia, Síria e Cilícia (Atos 15:23), nas congregações mistas que se encontravam nesses lugares, quando estas Igrejas foram estabelecidas. A decisão foi tomada no contexto da demanda que os crentes gentios fossem circuncidados e guardassem a lei de Moisés (Atos 15:5). Foi repetida (Atos 21:25) no contexto de uma acusação contra Paulo dizendo que ele ensinava os Judeus a deixarem a lei, o que era mentira. Estes eram problemas das Igrejas daquele tempo. Não surgiram de um momento para ou outro, tinham estado em ebulição por algum tempo, ocasionalmente rebentando em conflito aberta, A primeira ocasião aconteceu imediatamente depois do Apóstolo Pedro retornar de uma visita à casa de Cornélio para pregar o evangelho. Os apoiantes do grupo da circuncisão contenderam com Pedro. (Veja Atos 11).

Se examinarmos a história destes problemas, veremos que eles sempre tinham que ver com a circuncisão e a lei de Moisés. Os decretos do Concílio de Jerusalém, como seria de esperar teriam alguma ligação com isso. Os decretos tinham como objetivo prover uma solução para as dificuldades, e como iremos ver, fizeram isso mesmo.

No entanto, olhando para os argumentos apresentados no Concílio, fica claramente provado pelo testemunho do Espírito Santo que guardar a lei era desnecessário para os gentios; a sua fé era suficiente para purificar-lhes o coração (Atos 15:8-9). Os Apóstolos esforçavam-se em evitar colocar os gentios sobre qualquer jugo desnecessário. Pedro chama a lei de “jugo” (Atos 15:10), e os decretos do Concílio foram cuidadosos em evitar “acrescentar um fardo adicional” aos discípulos (Atos 15:28). Apesar disso, foi imposto um fardo de quatro decretos de abstinência. Por isso deve ter havido alguma razão porque estes fardos em particular, foram considerados necessários. Que razão seria essa?

Em três casos os decretos se referem ao comer. Se olharmos para trás para a origem da controvérsia veremos que a questão sobre comida estava lá.

“De modo que, quando Pedro subiu a Jerusalém, os [patrocinadores] da circuncisão começaram a contender com ele, dizendo que ele tinha ido à casa de homens incircuncisos e havia comido com eles. (Atos 11:2-3)

A objeção à ação de Pedro em ter ido até Cornélio era que ele tinha estado com gentios e comeu com eles. Esta era a dificuldade enfrentada pelos judeus que queriam manter a lei. Era impossível mantê-la e ao mesmo tempo comer com os gentios.

TRAZENDO PAZ PARA A IGREJA

A decisão do Concílio de Jerusalém era bem equilibrada para enfrentar a situação que existia entre crentes judeus e gentios. Por um lado permitia aos gentios quase completa liberdade do jugo da lei; mas por outro lado restringia os gentios no que seria suficiente para permitir os judeus partilhar refeições com eles. Este era o objetivo principal dos decretos sobre comida oferecida a ídolos, sangue, e animais estrangulados. Os decretos permitiam que tanto judeus como gentios, tanto aqueles que desejavam guardar a lei, e aqueles que não o queriam fazer, viver em harmonia; trazendo assim paz à Igreja(Agora podemos entender a referência a Moisés sendo pregado, no julgamento feito por Tiago nesse Concílio (Atos 15:21). Não era que, se os judeus estivessem pregando Moisés, os Cristãos gentios teriam que guardar e pregar toda a lei. Pelo contrário, porque Moisés era pregado pelos judeus e muitos seguiam isso, os decretos tinham que tomar isso em consideração. Se removermos a pregação de Moisés e os seguidores, e a necessidade dos três decretos desaparece).

Ao implementarem estes decretos ambos os lados podiam mostrar amor uns pelos outros. Os gentios mostravam amor ao se sujeitarem a algumas restrições no que se refere a suas dietas; enquanto que os judeus mostravam amor e respeito pelo crente gentio ao estar na companhia deles, uma privilégio que não se estendia aos outros gentios. O quarto decreto sobre fornicação não é do mesmo caráter e foi incluído por uma razão diferente que mencionaremos mais tarde.

Daquilo que já escrevemos, deve ficar claro que os primeiros três decretos dependiam das circunstâncias que existiam entre dois partidos dentro da Igreja, aqueles que queriam guardar a lei, e os que não queriam. Essas regras tinham sentido nessas circunstâncias; mas em outras circunstâncias são realmente necessárias? Estas regras eram para ser aplicadas em todas as Igrejas? Fica claro a partir do ensino de Paulo em suas cartas que a resposta a estas questões é, Não.

O ENSINO DE PAULO DEPOIS DO CONCÍLIO DE JERUSALÉM

Paulo é muito claro sobre a restrição sobre o que comer. Ele estava convencido de três coisas:
1. Nenhuma comida é moralmente prejudicial por si só; quer seja oferecida a ídolos, ou sangue ou o quer que seja.
2. Quando comemos devemos fazê-lo em fé e dando graças a Deus, completamente seguros em nossas próprias mentes .
3. Podemos comer desde que isso não afete negativamente os outros. Se isso ofender ou causar dano a outro, então temos que nos restringir por amor a eles.

Este ensino vem claramente de 1 Coríntios capítulos 8 e 10, Romanos Capítulo 14, Colossenses 2:16-17 e 1 Timóteo 4:4-5; embora estas epístolas tenham sido escritas bastante tempo depois do Concílio de Jerusalém, e daí com total conhecimento dos seus decretos - O registo da primeira pregação em Corínto, por exemplo, não se encontra senão no capítulo 18 de Atos. Recomendamos que o leitor leia essas passagens antes de continuar.

Os três pontos do ensino de Paulo são ilustrados pelas seguintes citações:

Ponto 1:
“Sei e estou persuadido no Senhor Jesus que nada é aviltado em si mesmo; somente quando um homem considera algo como aviltado, para ele é aviltado.” (Romanos 14:14)

“Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência; Porque do Senhor é a terra e a sua plenitude. Se algum dentre os incrédulos vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que for posto diante de vós, sem nada perguntardes por motivo de consciência.” (1 Coríntios 10:25-27, RA)

“Não há nada de fora dum homem passando para dentro dele que possa aviltá-lo; mas as coisas que procedem do homem são as que aviltam o homem… Assim declarou limpos todos os alimentos.” (Marcos 7:15-20)

Veja outras passagens relevantes: 1 Cor. 8:4,7; 10:19-20; Col. 2:16-17; Rom. 14:2-4, 20; 1 Timóteo 4:4-5.

Ponto 2:

“A razão disso é que cada criação de Deus é excelente, e nada deve ser rejeitado se for recebido com agradecimento, porque é santificado pela palavra de Deus e pela oração sobre [ele].” (1 Timóteo 4:4-5)

“Mas, se tiver dúvidas, já está condenado, se comer, porque não [come] em fé...” (Romanos 14:23).

Veja também Romanos 14:2,5,20; 1 Cor. 8:7.

Ponto 3:

“Assim, pois, empenhemo-nos pelas coisas que produzem paz e pelas coisas que são para a edificação mútua. 20 Parai de demolir a obra de Deus só por causa do alimento. Verdadeiramente, todas as coisas são limpas, mas é prejudicial para o homem que come com motivo para tropeço. 21 É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer algo que faça teu irmão tropeçar.” (Romanos 14:19-21).

“Mas, se alguém vos disser: “Isto é algo oferecido em sacrifício”, não comais, por causa daquele que o expôs e por causa da consciência. “Consciência”, digo eu, não a tua, mas a da outra pessoa. Pois, por que haveria de ser julgada a minha liberdade pela consciência de outra pessoa?” (1 Cor. 10:28-29)

Veja também Rom. 14:13,15-16; 1 Cor. 8:1,9-13;10:23-24)

APLICANDO O ENSINO DE PAULO NOS DIAS DE HOJE

Fica claro a partir do ensino de Paulo que os decretos do Concílio de Jerusalém ou haviam sido revogados, ou nunca tiveram a intenção de serem absolutamente e universalmente aplicados. A última destas possibilidades é que muito provavelmente estará correta. Os decretos eram aplicados onde e quando fossem necessário para trazer paz e harmonia para dentro da Igreja. Aplicavam-se particularmente às Igrejas onde havia uma mistura de judeus e gentios. Os escritos de Paulo dão a razão para a existência de tais decretos. Ele sumariza a situação dizendo,

“Guardai-vos para não vos tornardes causas de tropeço para judeus, bem como para gregos e para a congregação de Deus.” (1 Coríntios 10:32)

Todos os homens deviam ser tratados com o bem deles em mente. Quer crente ou descrente. Poderia ser um judeu que queria obedecer à lei de Moisés, ou um gentio que achava difícil separar coisas usadas na adoração falsa da própria adoração.

Os princípios ainda são aplicáveis hoje, mas vivemos num mundo muito diferente daquele do primeiro século. É pouco provável causarmos dano a um irmão ou conhecido pela comida que comemos nestes dias ( veja Romanos 14:15); mas ao recusar permitir Transfusões de Sangue a um dependente, podemos realmente ficar responsáveis pela sua morte. Isto não mostraria o princípio do amor, que é a base de todos os decretos.

Alguns podem argumentar contra o que escrevemos sobre os decretos. Se os primeiros decretos de restrições podem ser tratados desta forma, que dizer do quarto sobre a fornicação? É permitida agora? A resposta é, Não. Paulo trata a fornicação de um modo completamente diferente. Ele mantém que todos os crentes devem se manter afastados disso.

“Nem pratiquemos a fornicação, assim como alguns deles cometeram fornicação, só para caírem, vinte e três mil [deles], num só dia.” (1 Cor. 10:8)

A restrição no que diz respeito à fornicação é claramente mantida por Paulo em passagens como 1 Cor. 6:18; Gál. 5:19-21; Ef. 5:3-5 e outras. Em nenhum lugar encontramos qualquer sugestão de como tendo sido abolida. Em ugar algum aparece a sugestão de que a sua aplicabilidade depende das circunstâncias.

Uma razão provável para a fornicação aparecer juntamente com os decretos sobre comida oferecida a ídolos, sangue e animais estrangulados, é que assim como os outros estavam intimamente ligados à idolatria.

NÃO EXISTE QUALQUER INDÍCIO NA BÍBLIA CONTRA TRANSFUSÕES DE SANGUE


O estudo acima mostra que não existe um argumento Bíblico substâncias contra as Transfusões de Sangue com o propósito de salvar vidas. As lei sobre comer sangue foram dadas com o propósito apropriado para as circunstâncias de Noé, Israelitas, e os Cristãos gentios do primeiro século. Como descobrimos, os propósitos não são definitivamente apropriados para os dias de hoje. Mesmo que fossem, seria errado confundir a Transfusão com o ato natural de comer. A Sociedade adultera a evidência Bíblica em suas publicações falíveis.

O USO ERRADO DO MEDO

Uma das características mais fortes das publicações deles sobre Transfusões de Sangue é a tentativa que é feita para amedrontar os leitores pela descrição horrenda do que poderá acontecer como resultado de uma Transfusão. É como o ensino da Cristandade sobre o inferno de fogo, que não base bíblica também. Que sofrimento horrível e desnecessário é infligido aos corações daqueles assediados por esta doutrina, particularmente aqueles que têm filhos.

Quão diferente é a atitude dos Apóstolos. Ele não viram razão para assustar os crentes no que se refere o sangue. No que foi possível eles evitaram qualquer tipo de fardo, e através de decretos do Espírito Santo ofereceram paz e amor à Igreja. Desta forma foram capazes de trazer grande alegria aos discípulos; mentes que não estavam atormentadas com a morte.

A exigência de que um Cristão deve se abster de Transfusões de Sangue impõe um jugo injustificado sobre ele com a intenção de causar tristeza. Não há desculpa para isto. A consciência de outro não ficará machucada por recebermos uma Transfusão no hospital. Nem a nossa dádiva de sangue torna difícil que outro continue com o seu modo de vida tradicional. Certamente em qualquer dos casos não estaremos desobedecendo a Deus, porque tal exigência não existe.

J.S.G

Tradução: S. Mestre

"... que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?"

S. Mestre, 17.11.11

"... que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século." (Mateus 24:3)

Problema: As T.J. afirmam que a palavra grega "parousia" significa "presença", daí o retorno de Cristo só será notado por aqueles que o veem com os olhos do discernimento. É dito que isso aconteceu em 1914. E é literalmente afirmado que Jesus nunca colocará um pé na terra.

Solução:

1 - "Parousia" segundo os estudiosos do grego pode significar presença(ver entrada de "parousia" na Analytical Concordance to the Holy Bible de Robert Young), mas isto não implica necessariamente uma presença invisível. Por exemplo, a mesma palavra "parousia" aparece no original em grego de outras passagens como: na chegada de Tito (2 Coríntios 7:6, 7); a chegada de Estéfanas (1 Coríntios 16:17); e a presença de Paulo (Filipenses 1:26) requerem uma presença pessoal destas pessoas. Do mesmo jeito, a "presença pessoal" (Em grego: Parousia) é exatamente o que o registo implica - uma presença literal e visível.

2 - Jesus advertiu contra falsos profetas que ensinariam um "retorno invisível". Jesus disse: "Portanto, se vos disserem: "Ali está ele no deserto!", não vão lá. Ou então: "Está escondido em tal lugar", não acreditem. Pois, tal como o relâmpago alumia o céu de um extremo ao outro, assim será a vinda do Filho do Homem. (Mat 24:26-27 SBP)" . Este versículo é o oposto direto do ponto de vista que afirma que Cristo retornou invisivelmente em 1914 ("escondido em tal lugar"). Nem se pode associar um relâmpago que ilumina todo o céu com um evento que não é visível.

3 - Jesus irá visivelmente e literalmente retornar à terra. Isto se prova através da evidência que se segue:

a) "Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio..." (Zacarias 14:4 ), nessa passagem as T.J tentam espiritualizar o monte mas basta perguntar qual é intenção de espiritualmente dividir o monte em dois e formar uma planície desde Geba até Rimom(Zac. 14:10) para indicar que esta passagem não é figurada. Cristo retornará ao monte de onde ascendeu ao céu (Atos 1:10, 11). Este evento irá cumprir o que foi dito, "Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir."(Atos 1:11), as TJ às vezes respondem a isto dizendo que "do modo" se refere ao fato de que só uns poucos viram Jesus ascender ao céu, daí só uns poucos irão testemunhar o seu regresso. Basta sublinhar que "o modo" descrito na passagem não se refere ao número de pessoas presentes , mas sim ao "modo" como Jesus ascendeu - uma nuvem o recebeu e o deixaram de o ver.

b) Os habitantes de Jerusalém e a casa de David "olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito." (Zac. 12:10; confira com 13:6). Como pode isso acontecer a não ser que Cristo retorne pessoalmente à terra? (confira com Apocalipse 1:7 - " Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.")

4 - "Parousia" não é a única palavra grega usada para descrever o retorno de Cristo:

a) Phaneroo - "quando aparecer o Sumo Pastor (1Pe 5:4 ACF). Esta palavra não somente significa aparecer mas também carrega o significado adicional de que a pessoa será vista em seu verdadeiro caráter. É a mesma palavra usada sobre os crentes quando estiverem presentes perante o tribunal de Cristo (2 Coríntios 5:10), e também é usada para descrever a primeira vinda de Cristo (Hebreus 9:26).

b) Prosopon - " banidos da face do Senhor" (2Tess. 1:9). Esta palavra indica a presença atual de alguém que está vindo e que todos estarão perante a sua face. A mesma palavra é usada para descrever a presença de Cristo perante o Seu Pai no céu (Heb. 9:24).

c) Heko - "Conservai o que tendes, até que eu venha", (Apo. 2:25). Esta palavra significa não somente vinda, mas sublinha a chegada também. A mesma palavra é usada na chegada de Jesus à Galileia vindo da Judeia (João 4:47), e para a chegada do filho pródigo a casa (Lucas 15:27).

(Palavras gregas conferidas na Analytical Concordance to the Holy Bible, Londres, Lutterworth Press, 1965).

Assim podemos ver que o retorno de Cristo tem que ser pessoal e visível.

Tradução: S. Mestre

"Vós sois as minhas testemunhas..." (Isa. 43:2)

S. Mestre, 09.10.11

Isaías 43:10

"Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi..."


Problema:

As T.J. interpretam esta profecia em um sentido espiritual para aplicá-la à organização Torre de Vigia. Em uma convenção das T.J. em Columbus, Ohio, 1931, uma resolução foi proposta e aceite na qual o seguinte for afirmado:

"... para fazer saber às pessoas que Jeová é o verdadeiro e todo-poderoso Deus; daí abraçamos com alegria e tomamos o nome que a boca do Senhor proferiu, e desejamos ser conhecidos e chamados pelo nome, "Testemunhas de Jeová". - Isa. 43:10 - 12; 62:2; Rev. 12:17 "(1)

Resposta:

As testemunhas desta passagem não podem ser as auto-denominadas "Testemunhas de Jeová" pelas seguintes razões:

- As testemunhas nesta passagem foram resgatadas pelo preço do Egito, Etiópia e Sebá (v. 3). As T.J. afiram ser resgatadas pelo corpo de Cristo.

- As testemunhas nesta passagem são condenadas: "Contudo, não me tens invocado, ó Jacó, e de mim te cansaste, ó Israel... mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas iniquidades." (Isa. 43:22, 24). Quando as T.J. mereceram esta descrição?

- As testemunhas nesta passagem são condenadas por não trazerem animais para sacrifício ou honrar Deus em seus sacrifícios. (v. 23). Este versículo não se pode aplicar às T.J. já que eles nunca ofereceram sacrifícios de animais.

- As testemunhas nesta passagem são testemunhas involuntárias. Elas testemunham a verdade da Palavra Profética de Deus (Isa. 41:22,23) na sua perseguição, no seu exílio entre as nações do mundo, e sua volta à sua terra. (Deut. 28; Lev. 26; Jer. 32:37). Mas as T.J. afirmam quem não foi uma testemunha voluntária "não é da organização"(2).

- Semelhantemente o "novo nome" de Isaías 62 é "Hephzibah" e não "Testemunhas de Jeová". É o nome de uma cidade . Jerusalém (v. 7), não de uma organização.

As verdadeiras testemunhas de YHWH são os Judeus, são testemunhas involuntárias, eles foram espalhados pelo mundo e em 1948 se estabeleceram de novo na terra de Israel, incrédulos - conforme as profecias. As T.J. ao "espiritualizarem" estas passagem anulam a posição das verdadeiras testemunhas neste desafio.

Certamente temos que condenar o uso indevido das Escrituras como é feito pelas T.J. que tomam passagens fora de contexto e espiritualizam passagens sem qualquer base Bíblica para isso - somente para apoiar suas doutrinas.



Notas de roda-pé:

(1) Jehovah's Witnesses in the Divine Purpose, (Brooklyn, N.Y.: Watchtower Bible and Tract Society of N.Y., 1959), pp. 125-126
(2) Let God Be True, (Brooklyn, N.Y.: Watch Tower Bible and Tract Society, 1946), p. 237

(Wrested Scriptures, tradução S. Mestre)

As Testemunhas de Jeová refutadas pela Bíblia - "Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles."(Isa. 8:20)

S. Mestre, 08.07.10

 

CONVITE

 

Pedimos a todos, incluindo os aderentes da seita chamada Testemunhas de Jeová que leiam atentamente o conteúdo deste livrete, e que considerem as Escrituras citadas com a própria Bíblia. Se o leitor achar que as nossas declarações não são observações justas, ou que os argumentos que usamos não são apoiados por um cândido apelo à Bíblia, então convidamos que se ponha em contato connosco pessoalmente em ração a este livrete. Se necessário, estamos preparados para debater as doutrinas que aqui são consideradas.

 

É importante, para a salvação eterna de uma pessoa, reconhecer e manter as verdades da Palavra de Deus que é a salvação. A Bíblia claramente revela que a salvação está ligada a Ele e que Dele é dependente. “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo” escreveu Paulo, “pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). O que acontece então se alguém está em ignorância em relação ao Evangelho ou interpreta-o mal? Obviamente não é “o poder de Deus para salvação” de tais – sendo a Bíblia testemunho disso. Cristo declarou que “os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:23). Logo, é importante discernir entre o que é verdadeiro e o que é errado, e ao apoiarem o que é errado repudiam o que é verdadeiro.

 

Temos confiança que o leitor reconhece a importância de fazer o que os de Bereia fizeram, pois estes “receberam a palavra, examinando nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11). Ao examinarem as escrituras chegaram até Cristo e a esperança de vida eterna a ser recebida na vinda de Cristo (1 Coríntios 15:20-23). Encorajamos o leitor a tomar a mesma linha de ação da dos de Bereia.

 

 

E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.

E assim somos também considerados como FALSAS TESTEMUNHAS DE DEUS”

1 Coríntios 15:14,15.

 

______________________

 

A declaração acima citada mostra que é possível que um indivíduo ou um Movimento, sinceramente afirme seguir Cristo, e no entanto, devido a ensinos erróneos, ser provado como “falsa testemunha de Deus”.

 

Infelizmente, a Bíblia revela que a seita, chamada Testemunhas de Jeová, estão nessa categoria.

 

Ao constarmos isto, não pomos em questão a sinceridade e zelo dos seus membros. De facto, eles são notáveis nesse aspecto. A sua organização de publicações inundou o mundo com uma sucessão de folhetos, panfletos e livros proclamando as suas doutrinas; usou extensivamente o rádio para emitir as suas ideias; e os seus membros são incansáveis no seu zelo na pregação.

 

Isto tudo seria louvável se as coisas pregadas estivessem de acordo com a Verdade Divina, mas se não, as palavras de Jesus são aplicáveis: “Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” (Mateus 6:23). Mais que sinceridade, zelo e fervor na pregação é preciso agradar a Deus. Ele requer adoradores que “o adorem em espírito e verdade” (João 4:24). Paulo referiu-se a alguns que tinham “zelo de Deus, mas não com conhecimento” (Romanos 10:2). Estes percorriam “o mar e a terra para fazer um prosélito” somente para levá-lo a mais erros (Mateus 23:15).

 

Infelizmente, como iremos demonstrar, a energia das Testemunhas de Jeová tem sido utilizada para o erro e não para a verdade.

 

As verdadeiras Testemunhas de Deus

 

As Testemunhas de Jeová não hesitam em mostrar os erros de outras seitas para que todo o mundo o veja, e em classificar as outras denominações religiosas como parte “da organização de Satanás”. A seita que lida tão asperamente com as opiniões e ensinos das outras deve, ela própria, estar preparada para ter as suas ideias examinadas de maneira impiedosa. Não tem nada a temer se elas estão baseadas na Rocha da Verdade; mas se não, os seus membros são aconselhados a seguir o exemplo dos de Bereia que, quando ouviram o Evangelho de Jesus Cristo: “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11). Num livro amplamente distribuído pelas Testemunhas de Jesová, o autor constata:

 

Para chegar à verdade devemos rejeitar os preconceitos religiosos do coração e mente. Devemos deixar Deus falar por Si próprio. Qualquer outra atitude levaria somente a mais confusão” (Que Deus seja Verdadeiro).

 

No entanto, é triste dizer que, este mesmo livro revela que as Testemunhas de Jeová não estão preparadas para fazer o que pedem aos outros. Passagens Bíblicas são citadas frequentemente fora de contexto, ou mal aplicadas para apoiar as doutrinas propagadas pela seita que são contraditas pelo verdadeiro ensino da Bíblia, como mostraremos.

 

Não estamos sós ao constarmos isto.

 

Um dos seus próprios membros, numa publicação chamada “De volta à Bíblia” (Vol. 1, N.º 4), descreve como ele foi de porta em porta com o livro da Sociedade, Que Deus seja Verdadeiro, mas sendo pressionado pela necessidade de explicar como Jeremias 32:37-44 poderia se aplicar ao Israel espiritual(como está constatado naquele livro), ele não conseguiu encontrar uma explicação satisfatória. Isto forçou-o a examinar o uso de outras referências mais cuidadosamente, por isso agora publicamente confessa que ele “não mais pode oferecer o livro ao público!”

 

Este uso errado das Escrituras é a causa de uma grande instabilidade das doutrinas manifestadas pela seita. Pois é um facto significativo, que embora a Verdade não varie com o tempo, as Testemunhas de Jeová, a têm revisado e alterado ao longo dos anos. Um exemplo é o seu ensino acerca dos Judeus. C. T. Russell, o fundador do Movimento, ensinou que o cumprimento de profecias Bíblicas exigia que os Judeus deviam voltar à sua terra ancestral(veja Que Deus seja Verdadeiro publicado pelas Testemunhas de Jeová). Os seus ensinos deste tema foram apoiados pelo seu sucessor J. Rutherford. Mas mais tarde as Testemunhas de Jeová mudaram de ideias e repudiaram a doutrina que antes apoiavam e proclamavam como verdade primária. Desde então, os Judeus retornaram à sua terra em cumprimento profético, como os Cristadelfianos sempre defenderam que se cumpriria. Ezequiel declarou que Deus haveria de “espalhá-los entre os gentios, e serem dispersos pelas terras”, e que nesses lugares “profanariam o santo nome de Deus”. Mas, nos últimos dias, Ele os reuniria, e os traria de novo para a sua terra (Ezequiel 36:19-24).

 

Estas profecias (veja também Jeremias 31:10-11; Ezequiel 37:21-22) estão a ter um cumprimento parcial no nossos dias. Em face de incríveis dificuldades, e hostilidade incessante, os Judeus retornaram à sua nação restabelecida na terra prometida aos seus antepassados. Isto é exatamente como Deus, através de Ezequiel o profeta, declarou que fariam:

 

Eis que eu tomarei os filhos de Israel dentre os gentios, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra. E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles... E nunca mais se contaminarão com os seu ídolos...” (Ezequiel 37:21-23)

 

Isto obviamente se refere ao povo Judaico como tal, pois Deus declarou que a nação que Ele dispersou pelas nações seria a que Ele prometeu restaurar. Mas as Testemunhas de Jeová tentam contornar este facto ao “espiritualizarem” os versículos, afirmando que eles se referem ao Israel espiritual! Da mesma maneira, eles aplicam os versículos, e as profecias a eles próprios! Mas será que as Testemunhas de Jeová constituem-se “uma nação na terra, nos montes de Israel” como requer a profecia? Claro que não! Somente uma interpretação tendenciosa, obviamente errada, poderia ver nesses versículos alguma referência às Testemunhas de Jeová, ou a qualquer outra seita. Os versículos referem-se ao povo Judeu. Paulo, de acordo com o Antigo Testamento ensinou que Israel como nação haveria de ser salva(Romanos 11:26). O contexto da sua afirmação claramente mostra que ele tinha em mente o povo Judeu que nessa altura estavam terrivelmente contra os cristãos; pois ele continua:

 

Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição(nação escolhida por Deus), amados por causa dos pais.”

 

O termo “dos pais” refere-se aos pais da nação Israelita: “Abraão, Isaque e Jacó, a quais Deus fez promessas maravilhosas em relação ao futuro dos seus descendentes. É por causa destas promessas que a desobediente nação de Israel não foi destruída, e a razão pela qual foi vivificada nos últimos dias(nossos dias). Referindo-se à restauração de Israel, Deus declarou:

 

Não é por respeito a vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes” (Ezequiel 36:22).

 

A restauração de Israel como nação, entusiasticamente endossada pelas Testemunhas de Jeová como essencial para as profecias Bíblicas é hoje em dia vigorosamente contrariada pela seita. No entanto a Bíblia, em uma centena de lugares, claramente proclama o propósito de Deus de estabelecer o Seu futuro Reino a nível mundial com base na restaurada Nação de Israel. O povo Judeu será humilhado, disciplinado e posto em sujeição para esse propósito.

 

De acordo com a verdade, foi prometido à mãe do Senhor Jesus que o seu Filho um dia “Se sentará no trono de Davi, seu pai... E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.” (Lucas 1:32-33). Como é que o Senhor Jesus pode fazer isso? O “trono de Davi” tem que ser outra vez estabelecido em Jerusalém onde já esteve; e a “casa de Jacó” tem que ser formada outra vez nas suas doze divisões como em tempos antigos. Nós acreditamos que até mesmo as Testemunhas de Jeová não identificam “Jacó” com o Israel espiritual. Como termo, ou título refere-se a Israel segundo a carne.

 

O presente reviver de Israel como nação, e o retorno parcial dos Judeus à sua terra, são o cumprimento de profecias Bíblicas. São passos em direção à consumação da profecia de Ezequiel:

 

Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu tomarei os filhos de Israel dentre os gentios, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei à sua terra. E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles” (Ezequiel 37:21-22).

 

A profecia de Ezequiel requer em primeiro lugar a restauração do povo; segundo, um reviver da nação; e finalmente, o restabelecimento da monarquia. Duas partes desta profecia de três partes já se cumpriram, e os Cristadelfianos ansiosamente antecipam o cumprimento da terceira parte, que é “um rei será rei de todos eles”. Este “um rei” é o Senhor Jesus Cristo. A ele foi-lhe dado o título Rei dos Judeus no seu nascimento e morte(Mateus 2:2; 27:27), mas nunca foi aceite como tal. No entanto, ele será reconhecido como Rei, quando a promessa aos doze apóstolos se cumprir:

 

Vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vós assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.” (Mateus 19:28).

 

O moderno reviver de Israel como nação testemunha a verdade da palavra profética de Deus. Com respeito a isso, o povo Judeu são as Suas verdadeiras testemunhas (Isaías 43:10), embora eles se mantenham, como a Bíblia prediz que estariam, cegos em relação à verdade em Cristo Jesus(Romanos 11:25).

 

A rejeição por parte das Testemunhas de Jeová deste básico ensinamento Bíblico, isto é, que o propósito de Deus requer a restauração completa da antiga nação e da monarquia de Israel por Jesus Cristo, mostra que todo o sistema de religião anunciado por eles é suspeito.

 

O que é mais notável é o facto de que eles já ensinaram que a profecia Bíblica requer a restauração dos Judeus à sua terra mas hoje em dia rejeitam isso. Pode alguma confiança ser depositada numa seita que revoga os seus ensinos tão drasticamente? Esta mudança doutrinária foi acompanhada por mudanças de nome. A seita era primeiramente conhecida como “A Alvorada Milenar”, mais tarde, como Os Estudantes da Bíblia Internacionais, e desde 1931 por Testemunhas de Jeová.

 

Entre os princípios promulgados pelas Testemunas de Jeová alguns (como a mortalidade do homem) são verdadeiros, mas outros são falsos; alguns pertencentes somente a eles, e outros que foram importados de outros sistemas religiosos. Eles são declaradamente contra o Catolicismo Romano, no entanto eles aderem a alguns ensinamentos daquele sistema. Ambos mantêm a falsa ideia de que o diabo é um anjo caído do céu; ambos ensinam um Jesus que existiu antes de nascer; ambos colocam a morte do Senhor como substituto em vez de representativa. Ambos endossam doutrinas que estão claramente contra o ensino Bíblico.

É nos impossível refutar minuciosamente todos os erros propagados pelas Testemunhas de Jeová neste pequeno livrete. Propomos comentar alguns que são peculiares a esta seita, como o espaço permita, reconhecendo que muito mais poderia ser dito àqueles que examinamos. Não fazemos isto meramente para sermos contenciosos, mas porque a vida eterna está ligada a uma aceitação das verdades da Palavra de Deus, das quais depende a salvação (João 17:3; Romanos 1:16; 1 Coríntios 15:1-2). É responsabilidade pessoal de cada um interessado na sua salvação eterna examinar as verdades da palavra de Deus, das quais depende a salvação. O Senhor Jesus Cristo ensinou:

 

Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos: e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:21-32).

 

Um estudo cuidadoso e respeitoso da Bíblia libertará a pessoa do erro, e a levará a abraçar a Cristo em Verdade através do batismo. Dessa maneira se libertará do pecado através do misericordioso perdão de Deus (Atos 2:38).

 

Negada a Ressurreição corpórea de Jesus

 

Uma negação adicional da verdade básica da Bíblia é revelada no ensino das Testemunhas de Jeová em relação à ressurreição de Cristo. Praticamente para todos os efeitos negam a ressurreição corpórea do Senhor.

 

A sua negação é de tal maneira séria que merecem o título que Paulo dá aqueles que rejeitam a ressurreição corpórea do Senhor: Falsas testemunhas de Deus (1 Coríntios 15:12-15).

 

Claro que eles irão rejeitar a acusação que fazemos mas pergunte-lhes: O corpo de Jesus que foi colocado no túmulo, alguma vez voltou à vida? A resposta será: Não!

 

Não é isto de facto, uma negação da ressurreição do Senhor? Claro que é! Eles afirmam que ao Senhor lhe foi dado outro corpo, um “corpo espiritual”, invisível aos olhos mortais, enquanto que o seu corpo terreno manteve-se no estado de morte ao qual foi reduzido pela crucificação! Quando se protesta que o Senhor ressuscitado mostrou as feridas a Tomé, as feridas das mãos e do lado (João 20:26-27). Eles afirmam que isto foi um milagre temporário somente para confirmar a sua ressurreição. Isto, de facto, significa que não eram as feridas reais!

 

Mas Cristo teve o cuidado de convencer os seus discípulos do contrário. Convidou-os a examinar as suas mãos e seu lado onde as marcas da crucificação, e da lança, podiam ser vistas (João 20:29). Disse, “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lucas 24:39)*

 

Um discípulo, Tomé, que não estava presente aquando destas primeiras demonstrações, estava tão incrédulo a respeito da ressurreição, que declarou: “Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.” Oito dias depois, o Senhor apareceu a Tomé, e convidou-o a satisfazer a sua falta de fé de essa mesma maneira. Tomé ficou convencido! Mas o Senhor replicou: “Porque me viste, Tomé, creste, bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:24-29). No entanto hoje em dia, as Testemunhas de Jeová, enquanto que se gabam dos milhões de livros que publicaram proclamando a verdade, negam que o corpo que Tomé viu era o que anteriormente estava morto no túmulo! Com efeito, acusam o Senhor de alguma forma de truque.

 

Um dos seus escritores expressou assim a sua opinião:

 

O corpo humano do nosso Senhor, no entanto, foi sobrenaturalmente removido do túmulo... Não sabemos nada sobre o que lhe aconteceu, exceto que não se deteriorou nem se corrompeu (Lucas 2:17-31). Se continua preservado em algum lugar como grande memorial do amor de Deus, da obediência de Cristo, e da nossa redenção, ninguém sabe”.

 

Ensinar que o corpo morto do Senhor, o corpo que foi colocado no túmulo, nunca voltou à vida, é negar uma doutrina fundamental da Bíblia! E isso é muito grave!

 

Paulo ensinou:

 

Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (1 Coríntios 15:17).

 

Se, como as Testemunhas de Jeová ensinam, o corpo morto do Senhor nunca voltou à vida, então ele nunca foi levantado, porque a palavra “ressurreição” significa levantar-se de novo. A palavra demanda a volta à vida do corpo morto.

 

Porque será que eles insistem que o corpo morto do Senhor nunca voltou à vida? Devido à falta concepção da doutrina da expiação. Afirmam que o Senhor pagou com a sua vida o resgate, e tendo feito isso, não poderia ser levantado de novo. É verdade que o Senhor morreu como resgate, mas não num sentido legalista como eles ensinam. Ele não morreu em vez dos crentes, se assim fosse estes não morreriam – mas morrem! Ele morreu “por eles”, como representante e ideal. Logo, assim como ele foi levantado dos mortos, assim também eles o serão (veja Romanos 5:4).

 

Contrariamente ao ensino das Testemunhas de Jeová, a Bíblia expõe o levantamento para a vida do corpo do Senhor que morreu na cruz, como absolutamente vital ao propósito de Deus, e para a salvação de indivíduos. Paulo ensinou que: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3-4). O que ressuscitou dos mortos? O que morreu na cruz! Mas isto as Testemunhas de Jeová negam. Embora Paulo aponte que mais de 500 testemunhas “viram” o Cristo ressuscitado (v. 6)! Ele declarou: “E, havendo eles cumprido todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, o puseram na sepultura, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos” (Atos 13:29-30). O que Deus ressuscitou dentre os mortos? Obviamente, o que tinha sido colocado no sepulcro: o corpo morto do Senhor.

 

A linguagem de Pedro é bastante clara, nós aconselhamos as Testemunhas de Jeová a pensar sobre isto. Ao pregar o Evangelho, ele declarou:

 

Sendo, pois, ele(David) profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que DO FRUTO DE SEUS LOMBOS, SEGUNDO A CARNE, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo...” (Atos 2:30-31).

 

O que é que Pedro ensinou que ressuscitou dentre os mortos? O fruto dos lombos de David segundo a carne! Esse corpo, uma vez morto, foi ressuscitado para a vida eterna. Isso é agora a esperança de todos aqueles “em Cristo” (veja Romanos 6:4-5; 1 Coríntios 15:23; Filipenses 3:20-21). O corpo carnal de Cristo tendo sido ressuscitado dentre os mortos foi revestido de imortalidade. Logo, ele possui um corpo tangível e visível, sendo o Apóstolo Pedro testemunha disso. Uma seita que ensina contradizendo este ensino explicito da Bíblia merece o título: “Falsas testemunhas de Deus” (1 Coríntios 15:15).

 

A afirmação das Testemunhas de Jeová de que o Senhor apareceu numa outra forma, enquanto que o seu antigo corpo permaneceu morto, é uma tolice. Às mulheres que visitaram a sepultura esperando encontrar o corpo do Senhor foi-lhes dito:

 

Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia” (Mateus 28:5-7).

 

Quando os Judeus pediram a Jesus um sinal que testificasse a sua missão Divina, ele respondeu: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei.” Os Judeus imaginaram que ele falava do templo de Herodes, que tinha levado 46 anos a ser construído, mas o registo plenamente constata: “Mas ele falava do templo do seu corpo” (João 2:19-21). João continua: “Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito” (v, 22).

 

As Testemunhas de Jeová mantêm que Jesus entregou a sua vida como um sacrifício de substituição a Deus, e que assim ele não podia ser levantado(dentre os mortos) outra vez. Afirmam que a ressurreição física era para ele uma impossibilidade e que ele apareceu de uma forma diferente(veja Que Deus seja verdadeiro). Mas esta linha de raciocínio está baseada em uma falsa premissa, e é contradita pelo próprio Senhor, que declarou:

 

Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Tenho o poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (João 10:17-18).

 

Nós aconselhamos a qualquer membro da seita que venha a ler este artigo, que examine de novo as Escrituras em relação a esta doutrina crucial, que é o fundamento da fé Cristã. As evidências que apoiam a ressurreição corpórea e visível do Senhor são esmagadoras; e a sua importância é assinalada em 1 Coríntios 15. Manter a doutrina que o corpo de Jesus não voltou à vida é tomar o lado do anti-Cristo (1 João 4:3; 2 João 7). Em confirmação da ressurreição do corpo carnal do Senhor, Pedro citou uma profecia do Antigo Testamento referente a Cristo: “Também a minha carne repousará segura, pois não deixarás a minha alma(corpo) no inferno(sepultura), nem permitirás que o teu santo veja corrupção” (Salmo 16:8-11). Em explicação deste profecia, Pedro ensina: “Neta previsão, disse(o profeta) da ressurreição de Cristo, que a sua alma(corpo) não foi deixada no inferno(sepultura), nem a sua carne viu corrupção. Deus ressuscitou a ESTE JESUS, do que todos nós somos testemunhas” (Atos 2;24,26,27,31,32).

 

Paulo ensinou que alguém que afirme seguir Cristo, e que no entanto negue a sua ressurreição física , prega Jesus “em vão” (1 Coríntios 15:14).

 

A Segunda Vinda de Cristo Distorcida

 

O erro fundamental das Testemunhas de Jeová acima referido, leva a outros erros destrutivos da verdade. Apesar do tremendo peso das evidências de um Jesus ressuscitado de maneira visível e corpórea, que permitiu aos seus discípulos “ser tocado e ser visto” e que foi visto por mais de 500 testemunhas que não eram nem loucos nem mentirosos, as Testemunhas de Jeová mantêm que Jesus Cristo foi morto na carne e que ressuscitou como uma criatura espiritual invisível; logo, “o mundo não o virá mais” (Que Deus seja Verdadeiro).

 

Em completa contradição com este ensino, a Bíblia declara que “Todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram” (Apocalipse 1:7). As Testemunhas de Jeová afirmam que estas palavras se cumprem no povo que discerne a presença nas nuvens de problemas à sua volta (Que Deus seja Verdadeiro), mas até que isto fosse reconhecido (o que não é), como poderia ser dito que “os que o trespassaram” irão vê-lo se é invisível? Cristo claramente disse àqueles Judeus que foram seus juízes, e que injustamente o condenaram à morte faz 1900 anos, que eles seriam ressuscitados para serem acusados e condenados na sua presença (Lucas 19:27). Nesse dia, eles “o virão” como ele declarou (Mateus 26:64), mas nessa altura estará investido de poder e glória.

 

O retorno visível do Senhor à terra está claramente testificado na mensagem dos anos, àqueles discípulos que testemunharam a sua ascensão ao céu:

 

ESSE Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir ASSIM COMO PARA O CÉU O VISTES IR” (Atos 1:11).

 

Esta linguagem é tão clara como seria de esperar. Não existe ambiguidade, nem metáfora, nem simbolismo acerca dela. É literal e verdadeira. “ESSE Jesus”, significa o mesmo Jesus com quem os discípulos falaram, e que tocaram e viram, e que tinha comido o peixe que eles tinham preparado para ele (Mateus 28:9; Lucas 24:39-43). Ele é para voltar assim como eles viram ele partir: visível ao olho humano. Em Zacarias 13:6 é profetizado que na sua segunda vinda ele revelará a sua identidade aos Judeus incrédulos aos mostrar-lhes as suas chagas nas mãos, com o resultado que eles se convencerão da sua cegueira. Eles “olharão para aquele a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão” devido à sua cegueira (12:10).Isto ainda não aconteceu. Isto espera a segunda vinda do Senhor quando ele assumir a sua posição de direito como Rei dos Judeus, e Monarca do mundo, e suprimirá a revolta contra si de há 1900 anos atrás (João 18:37; Lucas 19:27).

 

Mas as Testemunhas de Jeová ensinam que Cristo já voltou em 1914, e que a ressurreição do que eles chamam “a organização celestial” ocorreu em 1918.

 

Quando pressionados para darem provas, explicam que é invisível ao olho humano. Cristo voltou, mas ninguém o viu!, a ressurreição ocorreu, mas ninguém notou porque, na verdade nenhum morto voltou à vida!

 

Com evidências tão fúteis, como estas, nada pode ser provado. Que o leitor que está preocupado com a sua salvação, examine as muitas referências ao retorno de Cristo, e verá que falam da sua presença, visível ao mundo da humanidade. “O veremos”, declarou João (1 João 3:2). “Vereis”, disse Jesus aos Judeus descrentes (Mateus 26:64). “Na revelação da sua glória”, declarou Pedro (1 Pedro 4:13). “Aparecerá”, escreveu Paulo (Hebreus 9:28). “Verão vir o Filho do homem”, declarou o Senhor (Mateus 25:31); Marcos 13:26; Lucas 21:27). Nenhuma quantidade de maneiras de baralhar as palavras poderá destruir o ensino Bíblico da presença visível do Senhor na sua Segunda vinda.

 

A Vinda ou “Parousia” do Senhor

 

As Testemunhas de Jeová tentam reforçar a sua posição da presença invisível de Cristo pelo uso da palavra parousia. O argumento é mais ou menos este: “A palavra Grega traduzida “vinda” é parousia, e significa “presença”, e não “vinda””. Tanta coisa é apoiada nesta palavra parousia que muitos membros da seita parecem ter uma concepção inteiramente errada acerca do seu significado. Em discussão com alguns deles, pareceu que eles pensam que a palavra invaravielmente significa uma presença invisível; no entanto, um argumento deste tipo não é oficialmente apresentado nos livros distribuídos pela seita, pelo menos foi o que descobrimos até agora.

 

Como é então usada essa palavra nas Escrituras? Em 1 Coríntios 16:17 Paulo escreve “Folgo, porém, com a vinda(parousia) de Estéfanas”. Em 2 Coríntios 7:6 ele escreve da “vinda(parousia) de Tito”. Em Filipenses 1:26 ele faz referência à “nova ida(parousia) a vós”. Claramente, o Apóstolo usou a palavra para denotar uma presença visível e corpórea. A palavra Parousia é formada pela conjunção de duas palavras Gregas: para que significa “com, ” e ousia que significa “estar” do verbo eimei, ser. Logo a palavra Parousia significa “estar com.” A volta de Cristo, ou parousia, significa assim a sua presença corporal na companhia daqueles para os quais ele vem. É absurdamente falso alegar(como fazem as Testemunhas de Jeová) que Cristo retornou em 1914, e que foi estabelecido o céu reino!

 

De facto, Cristo advertiu os seus seguidores que tivessem atenção com aqueles que afirmariam que Cristo tinha voltado mas não de uma maneira manifesta. Ele declarou:

 

Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da cas; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 26:26-27).

 

Isto é claramente um aviso contra aqueles que afirmam que Jesus está presente mas não pode ser visto. Cristo irá voltar para derrubar todas as formas de governo presentes, e estabelecer o seu próprio governo justo. O efeito desta intervenção nos assuntos mundiais será abertamente manifesta. As Escrituras declaram:

 

O Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído... esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Daniel 2:44).

 

O efeito da presença e do governo de Cristo será evidente a todos. Mas se ele está presente desde 1918, como ensinado pelas Testemunhas de Jeová, a sua influência tem sido extremamente ineficaz; não realizou nada em relação a reformas mundiais como as Escrituras ensinam que ele realizará. Certamente, não tem sido surpreendentemente evidentes como Jesus declarou que haveriam de ser nas referências acima citadas.

 

O que é uma prova positiva que o ensino das Testemunhas de Jeová é contrário ao da Bíblia!

 

A Bíblia declara que na sua vinda “todo o olho o verá”, o que não é certamente o caso nos nossos dias.

 

Para além disso, a Bíblia ensina que quando o Senhor voltar, os seus crentes serão reunidos a ele para julgamento (2 Timóteo 3:1). Refere-se à “vinda do nosso Senhor Jesus Cristo”, e “pela nossa reunião com ele” (2 Tessalonicenses 2:1). Para esse propósito, “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Tessalonicenses 4:16).

 

E é bastante óbvio que a ressurreição ainda não aconteceu porque o Senhor ensinou que em consequência desse evento maravilhoso as pessoa verão “Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus” (Lucas 13:28). Era a esperança de Paulo ser bendito “com o crente Abraão” (veja Gálatas 3:9,29).

 

De passagem, deverá ser notado que a palavra parousia não denota somente “presença”, mas também sem certas ocasiões, presenças oficiais. Moulton e Milligan, coautores da obra Vocabolário do Grego do novo Testamento declaram:

 

O que, no entanto, nos preocupa especificamente em conexão com o uso no Novo Testamento de parousia é a quase força técnica da palavra desde tempos Ptolomaico e daí em diante que denota a “visita” de um Rei, Imperador, ou de outra pessoa com autoridade, o carácter oficial da visita sendo ainda mais enfático pelos impostos ou pagamentos que eram extorquidos para os preparativos de uma tal visita.”

 

Portanto o termo, quando usado em relação a Cristo, não somente denota a sua presença, mas na sua categoria de Rei também.

 

Cristo voltará como rei para reinar na terra (Apocalipse 20:6; 5:9-10).

 

 

Era J. Rutherford Mais Importante Que Abraão?

 

As Testemunhas de Jeová dividem o Reino de Deus em duas partes: celeste e terrena. Aqueles merecedores de alcançar um lugar na “organização celestial” reinam com Cristo no Céu, e estão limitados a 144.000 Testemunhas de Jeová especialmente escolhidas para tal. Enquanto que os restantes permanecem na terra, e incluem o que é chamado de “Jonadab”, ou classe serviçal. Esta crença espantosa introduz assim uma distinção entre os eleitos, que desaprova preciosidades como Abraão, o “amigo de Deus” e “pai dos crentes,” e David “o homem segundo o coração de Deus”, pois afirma que as Testemunhas de Jeová, como C. Russell e J. Rutherford, ganham um lugar mais elevado/importante no Reino de Deus que aqueles homens de fé. No livro amplamente distribuído, Que Deus seja verdadeiro, homens como “Abraão, David, Daniel e outros que “param a boca de leões, etc.”” são referidos como sendo inferiores no Reino de Deus em relação a homens como C. Russell, J. Rutherford e outras Testemunhas de Jeová. É afirmado que estes últimos nunca morreram realmente, pois na altura da morte são mudados, e ascendem ao céu para reinar com Cristo. Logo, uma posição de importância é lhes conferida em vez de a Abraão, David e outros homens de fé, que, esta seita ensina que têm que esperar o tempo da ressurreição, e serão revestidos de uma forma de vida menos importante, na terra!

 

Afirmar que as Testemunhas de Jeová (não importa quão alta seja a sua posição na organização) receberão uma recompensa melhor que Abraão, David ou Daniel, é presunção, a estupidez disto tudo é evidente. Mas se a evidência Bíblica é procurada, será encontrada em quase todas as páginas da Bíblia. Paulo, tendo constatado “combati o bom combate, e acabei a carreira, guardei a fé.” Declarou:

 

Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, MAS TAMBÉM A TODOS OS QUE AMAREM A SUA VINDA” (2 Timóteo 4:1,8).

 

As Testemunhas de Jeová alegam que a recompensa a ser dada a Paulo é aquela vida especial reservada para os 144.000 especialmente escolhidos como é requerido pela sua teologia, mas o Apóstolo ensinou que a sua recompensa seria a herança comum recebida “por todos” os merecedores. Cristo ensinou o mesmo (Mateus 19:28-29). Ele orou por todos aqueles que acreditariam nele que “Todos sejam UM, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós... para que eles sejam perfeitos em unidade” (João 17:20-23). Em Gálatas 3:9 Paulo plenamente contradiz a ideia de que Abraão irá herdar uma posição inferior no Reino, como alegado pelas Testemunhas de Jeová. Ele ensina, “De sorte que os que são da fé são benditos COM o crente Abraão.” No versículo 29 ele declara que a esperança de todos os Cristãos é tornarem-se herdeiros da promessa feita a Abraão (v.16). No entanto as Testemunhas de Jeová afirmam que alguns dos seus membros receberão uma herança melhor que Abraão, aquem Paulo descreve como o “pai dos crentes” (Romanos 4:16). Isto não é o testemunho da verdade Divina ,as sim o cúmulo da estupidez.

 

Os Apóstolos esperavam a mesma recompensa que foi prometida a Abraão. Paulo constatou “E agora pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais estou aqui a ser julgado” (Atos 26:6). Ele fereria-se a Abraão, Isaque, Jacó, os pais de Israel. Noutra passagem, ele disse, “Pela esperança de Israel estou com esta cadeia” (Atos 28:20). Aos Coríntios ele escreveu, “sabendo que aquele que levantou a Jesus também levantará a nós, junto com Jesus, e nos apresentará junto convosco” (2 Coríntios 4:14). Citamos esta passagem na forma como ela aparece na Tradução do Novo Mundo distribuída pelas Testemunhas de Jeová. Em qualquer tradução esta passagem mostra de maneira conclusiva que Paulo ensinava que a sua esperança era a esperança comum de todos os crentes. Ele não se considerou à parte como acima de todos os outros, reivindicando uma herança “celestial”, enquanto que os outros receberiam uma “terrestre”. Ele, “junto convosco”, os Coríntios, esperanvam o tempo em que todos juntos seriam trazidos à presença do Senhor. Não há distinções de classes no “(um) corpo de Cristo)”. Contrário ao ensino das Testemunhas de Jeová, a esperança de todos os remidos é estarem com Cristo (João 14:1-3; 1 João 3:2), e “reinar na terra” (Apocalipse 5:10).

 

As Testemunhas de Jeová têm sido desviadas da verdade por um entendimento erróneo do simbolismo Bíblico que denota o agregado dos remidos, um número que “ninguém podia contar”, pelo total figurativo de 144.000 (veja Apocalipse 7:4,9). Uma vez mais, uma interpretação errada de uma passagem simbólica das Escrituras levou-os a um erro grave.

 

Existe Algum Futuro Para Jerusalém?

 

A Bíblia aponta Jerusalém como “a cidade do grande Rei”, Jesus Cristo (Mateus 5:35). A partir dela emanarão as leis justas de Cristo para a humanidade (Isaías 2:2-4). Isto mostra que o propósito de Deus enviar Cristo para reinar de lá sobre um mundo em paz (Atos 3:19-21); Daniel 2:44); Miqueias 4:1-4; Zacarias 14:9). Embora no princípio o os homens possam-se se opor à obra de Cristo, serão finalmente forçados a submeterem-se ao governo de Cristo (Salmo 2), pois toda a autoridade e poder vão estar sujeitos a ele. Ele não será somente rei dos Judeus, mas Rei de toda a humanidade, e reinará para a glória de Deus e para o benefício da humanidade. Reinando com ele estarão os fiéis; assim como ele, levantados de entre os mortos e tendo recebido imortalidade (Apocalipse 5:9-10).

 

O reino milenar de Cristo foi o assunto de uma maravilhosa promessa feita ao rei David. Foi-lhe dito que Deus haveria de prover-lhe um descendente que haveria de reinar para sempre sobre Israel no seu trono em Jerusalém (2 Samuel 7:11-16). Esta cidade tornar-se-á então na metrópole de um Reino de paz a nível mundial:

 

Naquele tempo chamarão Jerusalém, o trono do SENHOR, e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do SENHOR, em Jerusalém; e nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno” (Jeremias 3:17).

 

...quando o SENHOR dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos(Abraão, Isaque, Jacó, etc.) gloriosamente.” (Isaías 24:23).

 

E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras... E o SENHOR será rei sobre toda a terra” (Zacarias 14:4,9).

 

O ensino claro destas passagens é que Cristo reinará desde Jerusalém em associação com os seus “anciãos”, aqueles que foram aprovados como fiéis a Deus antes do seu(de Jesus) nascimento, faz 1900 anos, como também aqueles que depois creram nele, e obedeceram aos seus preceitos.

 

Zedequias foi o último rei que reinou no trono de David. Ele foi provado como insatisfatório para Deus, e assim foi retirado da sua posição de autoridade, e o próprio trono derrubado, “até que” como Deus disse ao rei, “venha aquele a quem pertence de direito; a ele a(coroa/reino) darei” (Ezequiel 21:27). Assim sendo, no nascimento de Jesus, foi dito à sua mãe: “Este será grande, e será chamado filho do Altissímo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai” (Lucas 1:32).

 

Com base nisto, e em outras numerosas Escrituras, homens de fé são capazes de esperar pelo tempo em que as fortes e infalíveis mãos de Cristo tomarem as rédeas dos assuntos desta terra; quando ele reinar desde Jerusalém, e sujeitar todas as nações a Deus. Esta gloriosa verdade reveste o futuro de substância e esperança. Mas é destruído pelo ensino das Testemunhas de Jeová que acreditam que o Senhor já está entronizado invisivelmente no céu, no trono de David que está supostamente lá localizado! No livro Que Deus Seja Verdadeiro é alegado que “se Jesus tivesse que se sentar no trono de David na terra, então seria menos importante que os anjos.” Isto é inteiramente falso. As Escrituras não dizem que Jesus se sentaria no trono de David na fraqueza da mortalidade, mas sim “na glória do seu Pai” (Mateus 25:31). E quanto ao trono de David ser comparado ao poder dos Gentios, até mesmo nos dias em que homens mortais reinaram lá, era chamado de “trono do SENHOR” (1 Crónicas 29:23; 28:5). Este trono será restaurado e o “homem Jesus Cristo”, atualmente mediador “entre Deus e os homens” (1 Timóteo 2:5) lá reinará, não na fraqueza como homem mortal, mas como o divino(embora visível) e poderoso Filho de Deus.

 

Depois disto voltarei(diz Jesus), e reedificarei o tabernáculo de Davi, QUE ESTÁ CAÍDO, LEVANTÁ-LO-EI DAS SUAS RUÍNAS, e tornarei a edificá-lo. Para que o restante dos homens busque os Senhor” (Atos 15:16-17).

 

Termos como “caído”, “suas ruínas”, não se pode aplicar a um trono que está nos céus como é ensinado pelas Testemunhas de Jeová. O trono de David estava em Jerusalém, e os profetas ensinam que Jerusalém será chamada de “trono do SENHOR, e todas as nações se juntarão a ela” (Jeremias 3:17). Obviamente não será no céu! Zacarias revela que durante o milénio de paz que Cristo estabelecerá na terra, representantes de todas as nações deverão ir de ano em ano a Jerusalém para adorarem diante do Rei (Zacarias 14:16). Certamente não ascenderão, todos os anos, ao céu!

 

Guerra No Céu

 

As Testemunhas de Jeová têm tendência para falar mais acerca do diabo do que de Deus. Ao fazerem isso, obviamente frequentemente interpretam de maneira literal as declarações simbólicas da Bíblia, enquanto que dão um sentido parabólico àquelas que deveriam ser entendidas literalmente!

 

Isto leva a erros graves.

 

Por exemplo, profecias que estão relacionadas com o retorno dos Judeus, que formam uma ampla secção das Escrituras proféticas, são interpretadas no sentido figurativo, e aplicadas à sua própria Organização; enquanto que o simbolismo do livro de Apocalipse são tratados literalmente.

 

Um caso notável disto é o ensino em relação a uma guerra o céu. Afirmam que no céu deu-se uma batalha entre Cristo e o Diabo. Foi resolvida de maneira favorável a Cristo, terminando com a expulsão do seu inimigo diabólico do céu para a terra.

 

Uma ideia de uma guerra no céu é repulsiva de argumentar, e é derivada de interpretar literalmente as Escrituras, que obviamente deviam ser tratadas de maneira simbólica. Apocalipse 12:7-9 diz:

 

E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão... E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra...”.

 

À primeira vista isto parece apoiar o ensino das Testemunhas de Jeová. Mas ao interpretarem assim os versículos, as Testemunhas de Jeová falham ao não terem em conta ouro ensino Bíblico de grande importância. Por exemplo, a ideia

 

Tradução: S. Mestre

O ENSINO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ EXAMINADO

S. Mestre, 12.11.09

As TESTEMUNHAS DE JEOVÁ não precisam ser apresentadas – elas próprias se apresentam. Como consequência da sua persistência na conversão de pessoas, indo de porta em porta e mostra de literatura nas ruas, assim como a notoriedade ganha pela proibição das transfusões sanguíneas para os membros e seus filhos, as Testemunhas de Jeová tornaram-se bastante conhecidas. Pessoas de muitos países conhecem este movimento religioso e os seus ‘Salões do Reino’.

ORIGEM DO MOVIMENTO

Charles Taze Russell deu origem a este movimento na América em 1872 sob o nome de “Millenial Dawnism(Aurora Milenar)”. Posteriormente ele foi chamado de Pastor Russell pelos seus seguidores que já eram conhecidos como “The International Bible Students(Os estudantes da Bíblia internacionais)”. Esta designação foi mudado outra vez para Testemunhas de Jeová em 1931. O Pastor Russell faleceu em 1916 e foi primeiramente sucedido por Joseph Franklin Rutherford, popularmente chamado Juiz Rutherford, e depois por Homer Knorr em 1942.

MUDANÇAS NO ENSINO

Esta evolução de nomes(do movimento) foi paralela a frequentes mudanças no ensino das Testemunhas de Jeová. O Pastor Russell previu que a segunda volta de Cristo para a terra teria lugar em 1874, dois anos depois do movimento ter começado. Ele e os seus seguidores vestidos de branco esperaram numa ponte que Cristo voltasse e que os levasse para o céu. Como nada aconteceu foi necessário que Russell inventasse o ensino de que Jesus tinha na verdade voltado em 1874 como esperado mas que tinha voltado de maneira invisível.

Um ensino similar de Russell foi que o reino de Deus foi estabelecido em 1914. Ele afirmou que este evento também ocorreu de maneira invisível.

O seu sucessor, o Juiz Rutherford, esperava que Abraão, Isaque, e Jacó aparecessem em 1925 e preparou uma mansão enorme para eles na Califórnia, mas esta expectativa mostrou-se igualmente sem fundamento se julgada pelas normas de visibilidade.

Apesar destas incríveis alegações e erros crassos na interpretação do que a Bíblia tem a dizer acerca de tais assuntos, as Testemunhas de Jeová continuam a atrair pessoas aos milhares de muitas raças, cores e credos. Deve-se notar, no entanto, que o ensino das Testemunhas de Jeová exige uma Biblia escrita de uma maneira especial, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, para que se possa acreditar na sua doutrina.

O CRISTO ‘INVISÍVEL’

Entre as doutrinas que vão contra o ensino de Jesus Cristo e dos apóstolos é a declaração que ‘Jesus foi morto na carne e foi ressuscitado como criatura espiritual invisível. Logo o mundo não o verá mais’ (‘Que Deus Seja Verdadeiro’ p. 138). Esta alegação é feita para autenticar a alegada volta de Jesus de maneira invisível em 1914. Mas os apóstolos, profetas e outros escritores bíblicos estão de acordo ao declarar que a volta de Jesus seria completamente visível – será até mesmo embaraçosa para alguns.

Tirando em primeiro lugar alguns exemplos dos profetas, Isaías declarou com relação a Jesus, ‘Os teus olhos verão o rei na sua formosura’(1); ‘vem o dia em que ajuntarei todas as nações e línguas; e virão e verão a minha glória’.(2) Ele faz um sumário dos eventos deste tempo com estas palavras: ‘E a glória do SENHOR(Yahweh) se manifestará, e toda a carne juntamente a verá’.(3)(4) Poderiam as palavras serem mais claras do que todos os seres humanos verão este evento juntos? Note também as palavras do profeta Zacarias que falam de olhar e notar certas características físicas de Jesus visível: ‘e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele’.(5) ‘E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos?’(6)

Existe aqui alguma pista sobre invisibilidade? O apóstolo Paulo escreveu aos Hebreus: ‘Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação’.(7)

O apóstolo João é tão insistente como Paulo em que o mundo verá Jesus depois da sua volta: ‘Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele’.(8) Lamentaram ‘todas as tribos da terra’ no evento invisível de 1914 – um evento ‘invisível’ que João diz que ‘todo o olho o verá’? Estava o apóstolo João errado? Certamente que não, porque nenhum outro a não ser o próprio Jesus informou-o do que havia de esperar.

Então por que será que as Testemunhas de Jeová o oposto desta informação Divina? Porque eles interpretam mal as palavras de Jesus; ‘Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais’.(9) Eles assumem que isto será para sempre, ignorando o uso da mesma palavra original em Grego em, por exemplo, Actos 20:25 onde Paulo disse ‘não vereis mais o meu rosto’ aos Cristãos de Éfeso. Os primeiros Cristãos certamente não entendiam que isto fosse para sempre, porque eles acreditavam na ressurreição de Paulo e de eles próprios. Eles esperavam ver Paulo novamente no Reino de Deus na terra.

Longe de querer dizer que o mundo não o veria mais, Jesus falou especificamente falou da certeza de isso acontecer. Ele disse, ‘E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele’.(10) E ainda, ‘E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.’.(11)

‘PAROUSIA’

Numa tentativa de fortalecer a sua alegação que Jesus voltou invisivelmente, as Testemunhas de Jeová, na sua Bíblia especial, usam a palavra ‘presença’ em cada um dos 24 versículos do Novo Testamento em que a palavra Grega original é παρουσία (parousia). Afirmam que a tradução da Vulgata Latina apoia isto por usar a palavra Latina præsentia. De facto outra palavra Latina, adventus, é usada não menos de 20 dos 24 versículos. Nos restantes quatros a præsentia Latina é usada, três não têm nada que ver com a volta de Jesus enquanto que a quarta refere-se à sua transfiguração.

Se examinarmos a palavra Grega original ‘parousia’ vemos que é uma conjunção de duas palavras – ‘para’ que significa ‘com’ e ‘ousia’ que significa ‘estar’, logo as duas juntas significam ‘estar com’. Longe de implicar invisibilidade, onde é usado ‘parousia’ o contexto indica uma chegada completamente visível. As Testemunhas de Jeová têm que admitir que ‘parousia’ foi usada no oriente para a chegada de um rei ou imperador com a usual pompa da situação e mostra-se apropriada para tais pessoas. Estava algo invisível implicado pelo seguinte?

‘Folgo, porém, com a vinda(parousia) de Estéfanas, de Fortunato e de Acaico;’.(12)

‘Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda(parousia) de Tito’.(13)

‘Para que a vossa glória cresça por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida(parousia) a vós’.(14)

Como que para não deixar nenhuma dúvida nas nossas mentes que todo o mundo o verá, Jesus fez uma analogia entre o clarão do relâmpago e a sua futura presença quando voltar à terra: ‘Porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim será também o Filho do homem no seu dia’.(15)

O TRONO DE DAVID

É também ensinado pelas Testemunhas de Jeová que Cristo já está reinando invisivelmente no trono de David no céu. Mas parece até mesmo supérfluo realçar que David nunca teve um trono no céu; nem nunca esteve lá, pois a Bíblia claramente diz que ‘David não subiu aos céus’.(16) As Testemunhas de Jeová até acham-se capazes de melhorar os planos Divinos e afirmam que ‘A terra é meramente o escabelo de Deus e não um lugar para o Cristo Glorificado reinar’ (A Sentinela, 15 de Junho de 1960, p.384).

O plano Divino actual é categoricamente determinado, em contraste directo com este ensino errado, por muitos escritores inspirados. Por exemplo, o profeta Jeremias constatou, ‘Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do SENHOR(Yahweh), e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do SENHOR(Yahweh), em Jerusalém’.(17) Similarmente, o profeta Isaías dá detalhes acerca do estabelecimento do reino de Deus na terra: ‘quando o SENHOR(Yahweh) dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente’.(18)

Claramente, então, o trono Divino, ou soberania, é para ser colocada em Jerusalém; todas as nção estarão sujeitas a ela e aos ‘anciãos’, incluindo David – um precioso ocupante desse trono no antigo reino de Deus na terra, o reino de Israel – irá experimentar esta excepcional forma de governo. Será excepcional no sentido que vai ser baseada na justiça Divina.

O destino de Jesus de reinar sobre este reino foi predito na altura do seu nascimento: ‘Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai’.(19)

Este trono é referido no Velho Testamento como o trono do reino de Deus: ‘escolheu ele(Yahweh) o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do SENHOR(Yahweh) sobre Israel’.(20)

Este trono de David e do seu filho Salomão continuou a existir até que o seu último ocupante, o Rei Zedequias, foi removido por Deus. Mas esta situação não ficaria assim para sempre, como Deus declarou através do profeta Ezequiel: ‘Ao revés, ao revés, ao revés porei aquela coroa, e ela não mais será, até que venha aquele a quem pertence de direito; a ele a darei.’(21)

Tem sido mostrado que o eventual ocupante do trono de David quando este for estaurado será Jesus Cristo. Os eventos associados a esta restauração são descritos como ‘tempos da restauração de tudo’.(22) O profeta Amós fala disto como se segue: ‘(23) Estava o profeta iludido ao fazer esta previsão? Se estava, então também estava o apóstolo Tiago ao aceitar a profecia de Amós; pois Tiago chama a atenção dos seus ouvintes, séculos depois, para estas mesmas palavras.(24)

O REINO DE DEUS

A veracidade e realidade deste reino na terra são vistas em inumeráveis versículos, será suficiente apenas alguns destes. A profecia de Zacarias descreve certos arranjos para adoração:

‘E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR(Yahweh) dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos.’(25)

Mateus regista que Jesus tinha em mente como havia de ser o governo deste reino:

‘E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel’.(26)

Nada disto é no céu; é na terra. Todas as recompensas prometidas àqueles Cristãos que Jesus se agradará de ter no seu reino relacionam-se com a terra. São mencionadas no livro de Apocalipse/Revelação:

‘E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.’(27)

Na terra – não como as Testemunhas de Jeová nos fariam crer que parte dos 144000 já estão sendo separados dos seus companheiros indo para o céu. Não!, todos aqueles que forem aprovados no julgamento enfrente ao trono de Jesus viverão para sempre na terra. O profeta Miquéias dá ainda mais detalhes:

‘MAS nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do SENHOR(Yahweh) será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos. E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR(Yahweh), e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR(Yahweh). E julgará entre muitos povos, e castigará nações poderosas e longínquas, e converterão as suas espadas em pás, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira, e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do SENHOR(Yahweh) dos Exércitos o disse.’(28)

Ao Evitarem o ensino de todos estes versículos que falam de Jesus Cristo reinando na terra como rei, as Testemunhas de Jeová tiveram que inventar a teoria que David irá ser ressuscitado para sentar-se de novo no seu trono na terra, deixando assim Jesus livre para ficar no céu. Mas temos somente que referir as palavras do apóstolo Pedro para ver o vazio desta teoria. Ele diz acerca de David, que ‘Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo...’(29)

OS 144000

O que é ainda pior é a sua afirmação presunçosa que Russell, Rutherford e outras Testemunhas de Jeová terão uma posição superior no reino de Deus do que Abraão, David e Daniel. Eles ensinam que os membros do corpo de Cristo têm uma recompensa muito melhor que os antigos(‘Kingdom at Hand’(‘O Reino às Portas’), p. 303.)

É afirmado que os 144000 são compostos de alguns dos fiéis que viveram entre a altura que o Espirito Santo foi derramado no dia de Pentecostes (depois da ascensão de Jesus ao céu) e o ano 1935. Mais à frente terá mais informação sobre este tema. Aparentemente tais homens de fé excepcionais como Abraão, o ‘amigo de Deus’, David, ‘o homem segundo o coração de Deus’, e Daniel, o ‘amado’, merecem somente a ressurreição para viver na terra; eles são separados de Cristo e dos suas 144000 Testemunhas de Jeová especiais.

AS ‘OUTRAS OVELHAS’

As Testemunhas de Jeová menos privilegiadas – as ‘outras ovelhas’ – não fazem parte dos 144000 e assim não têm o direito de ir para o céu. Elas juntam-se a Abraão, David e a Daniel depois da ressurreição, para viver para sempre na terra, dizem eles.

No entanto, estas teorias ignoram os facto claramente constatado que Abraão irá viver outra vez na terra e usufruir da companhia de Jesus. Todos os seguidores de Jesus que forem aprovados irão estar com ele para sempre. Noutras palavras, não existe distinção de classes, com alguns no céu e outros na terra; em vez disto Cristo e todos aqueles que são salvos por ele como Messias viverão para sempre, juntos, na terra.

Muitas passagens da Bíblia mostram positivamente isto. Por exemplo, Jesus e Abraão são associados na profecia de Génesis 17:8 onde Jesus é referido como a ‘semente’ ou ‘descêndencia’. Está registado neste versículo o que Deus disse a Abraão: ‘E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão’. No caso de interpretarmos mal o significado de ‘semente’ ou ‘descendência’, e assumirmos que se trata dos imediatos descendentes naturais, o apóstolo Paulo relembra-nos que, ‘Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.’(30)

Claramente, então, Abraão e Cristo seu descendente têm uma herança comum nesta terra para eternidade – não separados um do outro, como poderiam as Testemunhas de Jeová nos fazer crer, um no céu e outro na terra. Que todos aqueles salvos por Cristo – todos sem excepção – irão partilhar do cumprimento desta promessa feita a Abraão é clarificada pelo apóstolo Paulo. Ele escreveu:

‘Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa’.(31) ‘De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão’.(32)

A RESSURREIÇÃO

O pastor Russell afirmou que a proporção dos 144000 privilegiados, que já morreram, foram ressuscitados espiritualmente e invisivelmente em 1878 sem nenhum distúrbio nas suas sepulturas – ao contrário da ressurreição de Jesus, deve-se notar que até a pedra que tapava o sepulcro foi removida. É afirmado que estas pessoas privilegiadas foram das suas sepulturas para o céu como imortais, criaturas espirituais. O Juiz Rutherford, no entanto, pensou ser necessário mudar esta data para 1918; mais tarde foi extendida para 1931 e, depois, para 1935: ‘A visão dos selados 144000 Israelitas Espirituais, deve-se aplicar agora, especificamente desde 1935, quando parece que o selamento dos 144000 Israelitas Espirituais está perto do fim’.(A Sentinela, 15 Dezembro, 1969). Desde 1878, 1918, 1931, ou 1935, qualquer que seja a data, o ‘restante’ das 144000 Testemunhas de Jeová, que são também conhecidas por ‘o escravo fiel e discreto’ – ou seja, aqueles dos 144000 que ainda não morreram – dizem que vão para o céu assim que morrem.

Segundo esta teoria, então, há pelo menos duas categorias de pessoas que vão para o céu algumas ressuscitando das suas sepulturas e outras indo directamente para o céu. Perguntamo-nos porque é que o apóstolo Paulo e outros assim como os apóstolos de Jesus, e outras pessoas de fé do Velho Testamento, são lhes negadas estas experiências? Paulo certamente esperava outras coisas, como está indicado na carta que enviou a Timóteo:

Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia(em nenhuma daquelas datas entre 1878 e 1935 e posteriores, mas num dia em que todos receberão as suas recompensas); e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.(33)

Isto é uma repetição da declaração feita no versículo 1:(o)Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino. Pode alguma coisa ser mais clara e contraditória em relação ao ensino das Testemunhas de Jeová?

O pastor Russell também ensinou Universalismo, crendo que todos os que viveram incluindo Nero e os Sodomitas seriam ressuscitados para julgamento e que receberiam uma segunda chance. Isto, no entanto, tem sido emendado para barrar os deliberadamente iníquos como Adão, Judas e os Fariseus, por isso agora o ensino é da ressurreição somente para a recompensa, não existindo ressurreição para condenação. (Make sure of All Things(Esteja Certo de Todas as Coisas), 1957 p. 314, e 1965, p. 428. Também a Sentinela de 1º de Março de 1958). Eles ensinam agora que existe uma excepção para as pessoas que viveram uma vida boa e que não tiveram a oportunidade de ouvir o evangelho. Dizem também que o homens do passado desde João Baptista até Abel serão ressuscitados depois do Armagedom para o Príncipe da Paz conceder vida eterna em perfeição humana.(Kingdom at Hand(O Reino às Portas) p. 234). Mas já notamos que o ensino Bíblico verdadeiro acerca da ressurreição das pessoas desta era, em particular o caso de Abraão.

A NAÇÃO DE ISRAEL

A Bíblia repetitivamente relaciona-se com o retorno dos Judeus para a sua terra mãe, Israel. Vários profetas fizeram previsões acerca disto e num tempo completamente improvável quando a nação estava numa condição de grande prosperidade e parecendo expugnável. Estas provisões de retorno, foram feitas, significativamente, muitos anos antes da dispersão dos Judeus acontecer! Vez após vez são dados os detalhes sobre o retorno dos Judeus para Israel. Correctamente o Pastor Russell pregou que deveria-se esperar que este retorno acontecesse; o mesmo fez o Juiz Rutherford.

Mas hoje em dia em que o cumprimento destas profecias é uma realidade, as Testemunhas de Jeová repudiam o ensino dos seus antecessores. Afirmam que estas profecias não têm nada que ver com o povo Judeu como seres humanos mas sim com as Testemunhas de Jeová como Israel espiritual. Eles dizem que Jeová rejeito-os como seu povo. (Que Deus seja Verdadeiro p.212). As Testemunhas de Jeová colocam-se no lugar dos Judeus como povo de Deus: Desde 1919 E.C., estes têm sido ajuntados na organização teocrática de Jeová como Suas testemunhas e embaixadores do Seu Reino. (Que Deus seja Verdadeiro. p. 215).

Isto é uma contradição em relação à declaração do apóstolo Paulo na carta aos crentes Romanos: DIGO, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum... Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu.(34) Na verdade, Deus confortou os Judeus, quando eles foram oprimidos, com promessas de bênçãos futuras sem fundamento, certamente, se as promessas não foram feitas para eles mas sim para as Testemunhas de Jeová.

Não, os Judeus não foram rejeitados como nação santa de Deus mas estão presentemente na condição descrita por Oséias, até que o seu retorno seja completamente efectuado por Jesus:

Hos:3:4:

Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício... Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR(Yahweh) seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao SENHOR(Yahweh), e à sua bondade, no fim dos dias.(35)

Depois, diz Isaías:

Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; e prostrar-se-ão às plantas dos teus pés todos os que te desprezaram; e chamar-te-ão a cidade do SENHOR(Yahweh), a Sião do Santo de Israel. Em lugar de seres deixada, e odiada, de modo que ninguém passava por ti, far-te-ei uma excelência perpétua, um gozo de geração em geração.

E todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra... para que eu seja glorificado.(36)

As Testemunhas de Jeová afirmam que o retorno da proporção das tribos de Judá e Benjamim da Babilónia foi o cumprimento destas profecias; mas deveria ser notado que as profecias exigem um retorno de todas as doze tribos os desterrados de Israel e os dispersos de Judá desde os quatro confins da terra. As dez tribos de Israel, capturadas e removidas pelos Assírios, nunca retornaram, logo, não se pode dizer que estas profecias foram cumpridas na altura que houve o retorno de Babilónia para Israel. O Juiz Rutherford, de facto, pregou o verdadeiro ensino Bíblico acerca deste assunto, mas foi mudado em 1925.

O PARTIR DO PÃO

Mudando de assunto para um aspecto mais prático da adoração, o ensino das Testemunhas de Jeová acerca do partir do pão e do vinho necessita de uma profunda examinação. Primeiro, devemos observar que depois de Cristo ter instituído a ordem de partir o pão e beber o vinho, os apóstolos praticavam este ritual uma vez por semana, como nos diz o livro de Actos: E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão...(37) Uma vez por semana. No entanto as Testemunhas de Jeová podiam-nos fazer crer que Jesus queria que a cerimónia do partir do pão fosse um evento anual: Jesus instituiu uma nova refeição nocturna para a celebração de 14 de Nissan todos os anos.(A Sua Vontade Seja Feita, p.148).

Para mais ainda, nem a todas as Testemunhas de Jeová é permitido partir o pão somente aqueles que se consideram fazer parte dos 144000 que são restante escolhido e que são merecedores de o fazer. Enquanto que o Novo Testamento claramente mostra que todos os crentes baptizados partiam o pão.

Antes de 321 D.C., quando Constantino fez do Domingo um feriado, o partir do pão acontecia antes do dia de trabalho começar. Também Actos 2:42 regista que E perseveravam na doutrina dos apóstolos,... no partir do pão, e nas orações. Como este versículo inequivocamente descreve a frequência do partir do pão, as Testemunhas de Jeová traduziram-no desta maneira: E eles continuavam a devotar-se ao ensino dos apóstolos,...a tomar refeições e a orações. Mas pode alguma mente sem influências exteriores realmente crer que Lucas um doutor consideraria suficientemente importante dar atenção ao facto que os novos crentes, em vez de comerem as refeições normalmente, devotavam-se agora a esta actividade todos os dias?

Plínio, cerca de 112 D.C., informou o Imperador Trajano que os Cristãos na província da Abissínia juntavam-se num dia fixo; enquanto que Justino regista que a meio do 2º século D.C. o partir do pão acontecia no dia que é chamado dia do Sol(Domingo).

BAPTISMO

A mudança previamente notada acerca do ensino do baptismo, é inconsistente e conflituosa para com este ritual de significado profundo. Em 1904 o Pastor Russell, nos Estudos da Escritura, p. 450, escreveu : Nós aceitamos como irmãos em Cristo Jesus, membros...baptizados com água ou não baptizados com água. Assim, o baptismo não era considerado como pré-requisito para a salvação.

Falando sobre a convenção de Los Angeles de 1923 a Sentinela de 15 de Dezembro de 1969 nota: Durante anos antes desta data as outras ovelhas não eram aconselhadas a baptizarem-se. No entanto, a Sentinela de 15 Agosto de 1934 recomenda o baptismo para as outras ovelhas. Em Novos Céus e Uma Nova Terra, p. 309, é afirmado : As outras ovelhas simbolizam a sua dedicação a Deus através de Cristo para fazerem a vontade de Divina...não num baptismo no corpo de Cristo e no seu tipo de morte. A brochura Estas Boas Novas do Reino, 1965, p.29, afirma acerca do baptismo: Esta imersão não limpa os pecados da pessoa que é baptizada. Em concordância com isto. Esteja Certo de Todas as Coisas, p.40, afirma que as outras ovelhas não estão qualificadas para partir o pão e que os seus pecados não são lavados pelo baptismo. Segundo o livro Esta Certo de Todas as Coisas, p. 43, é dito que os 144000 receberam os Espírito Santo na altura do seu baptismo. Para complicar ainda mais o assunto, é dito que as outras ovelhas têm também uma medida(um pouco) do Espírito Santo (Sentinela 15 de Janeiro de 1962, p.40).

No entanto, a divisão das Testemunhas em duas classes de candidatos ao baptismo levou ao descontentamento e à necessidade de tapar o buraco. Assim, lemos na Sentinela de 15 de Dezembro de 1969, p.757: Todos os discípulos, indiferentemente de pertencer ao pequeno rebanho ou à grande multidão, são agora um rebanho sob um pastor, o Senhor Jesus Cristo. Mais acima foi colocada a questão se Jesus tinha a intenção que houvesse duas classes de candidatos ao baptismo. A resposta dada é Não. Não fazemos nenhuma tentativa de resolver esta situação anómala e ambígua em relação ao que as Testemunhas afirmam ser o princípio Divinamente definido da não qualificação para a Imortalidade!

Quão refrescante é voltar ao mandamento directo e simples acerca do baptismo que se encontra na seguinte referência e noutras: Um só SENHOR, uma só fé, um só baptismo;.(38)

O apóstolo Paulo belamente e simplesmente descreve a simbologia do acto baptismal: Sepultados com ele no baptismo... vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas.(39) O efeito do baptismo é clarificado pelas seguintes palavras: Levanta-te, e baptiza-te, e lava os teus pecados.(40) Em relação à unidade dos crentes baptizados, o ensino Bíblico é inequívoco: Pois todos nós fomos baptizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres.(41)

Em todos os casos registados na Bíblia, os crentes foram baptizados na plena apreciação de que este acto de humildade dava-lhes absolvição de todos os seus pecados do passado e que lhes dava um novo começo como novos homens em Cristo. Sem a imersão total na água não havia nem há remissão dos pecados; com imersão há perdão de pecados para todas as pessoas sem excepção.

O ESPÍRITO SANTO

Tem que se fazer menção às afirmações das Testemunhas de Jeová em relação ao Espírito Santo. Eles afirmam que o Espírito Santo fez, e faz, todos as nomeações dentro do movimento. É dito também que este mesmo poder continua a revelar interpretações das Escrituras. O Pastor Russell afirmou ter tido a assistência do Espirito Santo quando escreveu os seus livros; enquanto possuído por este poder, ele era chamado a voz do Senhor. O facto de que Russell achou necessário mudar o seu ensino de tempos a tempos e ainda mais os seus sucessores mostra que ele não tinha a ajuda do Espírito Santo, que é infalível, mas escreveu segundo o que a sua mente humana lhe ditava.

No tempo do Novo Testamento os crentes só recebiam o Espírito Santo quando era necessário divulgar o evangelho; não era recebido automaticamente no baptismo. Podemos ver isto em Actos capítulo 8 que fala-nos de Filipe baptizando o crentes em Samaria; mas eles não receberam o Espírito Santo, como o v. 16 mostra: (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram baptizados em nome do Senhor Jesus). Assim, hoje em dia, o baptismo não dá à pessoa o poder do Espírito Santo. Se desse, então as pessoas poderiam ser capazes de demonstrar o seu uso nas mesmas condições que os primeiros Cristãos, nomeadamente, a realização de milagres, em profecias e de outros numerosos aspectos que de outra maneira seriam incapazes de fazê-lo.

DEIXE DEUS FALAR

Finalmente, você é aconselhado a tomar nota de alguns conselhos encontrados no livro das Testemunhas de Jeová Que Deus Seja Verdadeiro, p.8: Para chegar à verdade temos que tirar os preconceitos religiosos da nossa mente e coração. Temos que deixar Deus falar por Si próprio. Qualquer outro percurso levaria só a mais confusão. Com esta atitude, pedimos-lhe que se achegue ao ensino Bíblico sobre assuntos como a segunda vinda de Jesus Cristo para a Terra, o revivamento do trono de David e o Reino e Deus, a ressurreição dos mortos, a vida depois da morte, a eficácia do baptismo, o cumprimento de profecias, o partir do pão e o beber do vinho, o trabalho do Espírito Santo, e o evangelho da salvação. Com uma mente livre do sempre em mudança ensino contraditório das Testemunhas de Jeová, aceite a Bíblia toda como ela é Divinamente Inspirada, infalível e imutável. Qualquer ensino que envolve a necessidade de apagar partes da Bíblia, ou traduções de versículos para os tornar aceitáveis, é inaceitável para a pessoa que busca a verdade. Mas onde, o ensino simples e sem rodeios é aceite, as totalidade das Escrituras pode ser vista como em completa harmonia, sem contradições, sem mudança e mostrando o caminho para ganhar a liberdade da maior maldição a morte. A Bíblia revela o caminho para ganhar vida eterna através do entendimento do seu verdadeiro ensino.

(1) Isaías 33:17
(2) Isaías 66:18

(3) Isaías 40:5

(4) Zacarias 12:10

(5) Zacarias 13:6

(6) Hebreus 9:28

(7) Apocalipse(Revelação) 1:7

(8) João 14:19

(9) Mateus 25:31,32

(10) Lucas 21:27

(11) 1 Coríntios 16:17

(12) 2 Coríntios 7:6

(13) Filipenses 1:26

(14) Lucas 17:24

(15) Actos 2:34

(16) Jeremias 3:17

(17) Isaías 24:23

(18) Lucas 1:32

(19) 1 Crónicas 28:5

(20) Ezequiel 21:27

(21) Actos 3:21

(22) Amós 9:11

(23) Actos 15:15,16

(24) Zacarias 14:16

(25) Mateus 19:28

(26) Apocalipse/Revelação 5:9,10

(27) Miquéias 4:1-4

(28) Actos 2:30,31

(29) Gálatas 3:16

(30) Gálatas 3:7,26,29

(31) Gálatas 3:9

(32) 2 Timóteo 4:8

(33) Romanos 11:1,2

(34) Oséias 3:4,5

(35) Isaías 60:14,15,21

(36) Actos 20:7

(37) Efésios 4:5

(38) Colossences 2:12,13

(39) Actos 22:16

(40) 1 Coríntios 12:13

v(41)

Tradução: S. Mestre